The Strain 2×06 — Identity

Identity foi outro episódio bem abaixo da média salvo por poucos acontecimentos

Deve saber que há pessoas que não querem acabar com essa doença” — GOODWEATHER, Ephraim.

Ultimamente tem sido assim em The Strain: um episódio medíocre salvo por uma ou duas cenas. Identity não entra para a lista dos melhores da série, demonstrou estar abaixo da média esperada e tentou se tornar marcante por uma grande sequência. Vamos por partes.

Ephraim conseguiu chegar a Washington e se reencontrou com um velho amigo para colocar em prática o seu plano de reproduzir o vírus em massa. Particularmente, toda a trama envolvendo Eph parecia caminhar muito bem, até a decisão de matar todo mundo que poderia ajudá-lo. Não dá para entender a decisão de criar esse arco para o personagem, para, logo em seguida, terminar dessa forma.

Que a Stoneheart é capaz de tudo para impedir que os vampiros sejam exterminados, isso todo mundo que acompanha a série sabe. Então, não precisava de mais aquela chacina para reafirmar isso. São caminhos que atravancam a trama ao invés de impulsioná-la. Tem-se a impressão da velha máxima: dois passos para frente, um passo para trás.

The Strain 2x06

Gus enxerga em Angel um possível aliado. E daí? Não é uma questão de apressar as coisas, mas The Strain está em sua segunda temporada, conseguiu renovação para uma terceira, e o espectador ainda precisa encontrar interesse em alguns arcos criados para os personagens.

A preparação para a entrada de Angel no episódio anterior não justificou tamanho investimento. O ex-lutador de luta livre não fez nada para merecer um curta metragem tão bacana em Quick and painless (2×05). Como ele poderá contribuir para a luta contra os vampiros é um mistério. E um mistério que não desperta o menor interesse.

A parte boa do episódio ficou por conta da perseguição impetrada por Kelly e suas crianças aranhas contra Nora e Zack. Uma alta carga de suspense que começou dentro de um carro da polícia e se estendeu por uma igreja abandonada. É nesses momentos que The Strain continua valendo a pena. Impossível não se contorcer na cadeira a cada nova batida da trilha sonora perturbadora. Os tiros disparados contra as crianças foram um tanto quanto chocantes, mas necessários dado a natureza da situação.

Natalie Brown tem sido assombrosa em sua versão strigoi de Kelly. Poucos minutos dela em cena e já deixou o espectador aterrorizado. Pontos para atriz que tem sido muito convincente em um papel tão ingrato. Afinal, são tantas camadas de maquiagem que pouco se deixa ver.

Porém, mais uma vez a série coloca um ponto de interrogação na cabeça do espectador. Qual foi a necessidade de trazer Fitzwilliam de volta se iriam matá-lo dois episódios depois? Não faz sentido, não acrescentou nada, não fez a diferença.

O final do episódio foi um achado a parte. Finalmente Gabriel encontrou alguma função na trama. O roqueiro foi o escolhido para ser o receptáculo do corpo do Mestre. Pior para Eichorst, que ansiava pela oportunidade. E deixa em aberto os problemas que a ambição de Palmer pode causar.

Identity foi bem irregular, com tem sido os episódios dessa segunda temporada. Esperanças de que os próximos sejam melhores.

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