The Voice Brasil 3×01 — Engole essa, socyedad

Terceira temporada do programa teve a melhor estreia e surpresas

Uma drag queen entre os concorrentes, o retorno de um participante da outra edição e duas vozes já conhecidas dos tempos de Ídolos. Esses foram os destaques daquela que eu definiria como a melhor estreia das três temporadas. O programa desta quinta (18) deixou a impressão de que tá tudo chegando aos trilhos, o cenário voltou mais encorpado, a iluminação foi claramente trabalhada e os candidatos — como sempre acontece nesse reality — roubaram a cena.

Mas, como nem tudo são flores e otimismo, vou compartilhar com vocês meu maior medo em relação a eles: deu pra sacar a edição no áudio das performances, se for na linha da temporada anterior, quando chegar a hora de fazer ao vivo, geral vai decepcionar.

Ah, teve também os técnicos, né!? Ai, os técnicos, eles tentam ser engraçados, eles fazem de tudo para ser ótimos, mas ainda não chegaram lá, mesmo conseguindo arrancar algumas risadas ao longo da noite. Destaque pra Claudinha que, depois de pedir pra personal stylist melhorar o vestidinho de Ivete num casaco mara, resolveu fazer a lição de casa e apostar nos comentários técnicos.

Daniel continua sorrindo e achando todos lindos — mesmo sem virar. Carlinhos fez rimas que passam longe das belas composições dele, tipo “coração” e “coração”. Lulu tava diva, tava ácida, tava levando todos os candidatos, tava grosseira como sempre e chorou de inveja da coragem da drag se montar pra arrasar no palco.

Chega de trololó e vamos às audições!

Para abrir os trabalhos, como sempre, uma voz poderosa pra arrepiar todo mundo. Gabriel Silva, 44 anos, se arriscou em Hoochie Coochie Man, blues muito conhecido na versão de Muddy Waters. E o que é o alcance desse cara? Maravilhoso! Não precisou muito para que todos os técnicos se virassem.

Entre os quatro técnicos, Daniel escolheu Lulu (assista aqui)

Anadark — sim, ela chama isso — se apresentou no melhor estilo Paula Fernandes, a música foi “Tocando em frente”, de Almir Sater. A voz de menina, que tem só 17 anos, é boa, mas ela transpareceu inexperiência, além de parecer nervosa, forçou a voz de maneira desnecessária.

Priscila Brenner, que pela primeira vez pisava num palco, mandou muito bem em “The scientist”, do Coldplay. Voz suave e gostosa de ouvir que por coincidência — ou não, duvido muito que ela não tenha assistido antes — remeteu à apresentação de Holly Henry no The Voice US.

Holly Henry — The Scientist (The Voice Season 5 — Blind Audition) from The Son Duong on Vimeo.

Lívia Itaborahy apostou no que particularmente acho o mais valorizável para a franquia nacional, música brasileira, “Vieste”, de Ivan Lins.

A pessoa descobriu que a letra falava de gravidez, sem filho, decidiu acreditar que tava grávida do The Voice pra depositar mais emoção ao cantar. Ainda bem que a voz dela é poderosa e ficou legal porque se dependesse da entrevista, não dava pra virar pra fia… Sem muito diferencial no timbre, ela mereceu que Daniel virasse pela interpretação, que chegou a emocionar Lulu.

Ocupando a cota shimbalaiê, Nise Palhares, que ficou em segundo lugar na temporada do Ídolos 2010, que descobriu o novo queridinho global, Chay Suede. Em Pagu, de Rita Lee, ela conquistou todos os técnicos, alguma dúvida de que isso aconteceria? Nise disse que o sonho dela era ver os técnicos discutindo pra tê-la no time. Confesso que esse é também meu maior sonho: eles brigando por alguém! Milk venceu a ‘disputa’.

Pra galera que curte o EGO, vamos ver o que Nise fez no verão passado… Ela namorou dois anos com Fernanda Girão, confinada que desistiu de entrar pro BBB na semana pré-programa, ainda no hotel.

Voltando à programação normal, quer dizer, quase. O momento ÁPICE da noite, hora da família brasileira se retirar. Conheça, Deena Love!

The Voice Brasil alterou seu status para RuPauls Drag’s Race. Que coisa MA-RA-VI-LHO-SA essa pessoa. Mesmo sem se montar, Pedro exala simpatia.

Ao cantar “Calling you”, de Bob Telson, Deena surpreendeu a todos. Nem 30 segundos foram necessários para que ela ganhasse os quatro técnicos. O timbre dela é algo inexplicável, “suave e forte”, como bem definiu Cláudia Leitte. No entanto…

Eram nossos votos, e ninguém melhor do que Lulu, que foi diva nos comentários e levou Deena pro seu time.

Pela cota de repetentes, Dudu Fileti resolveu ser criativo ao tentar outra vez uma chance no The Voice, cantando “Tente outra vez”, do Raul. Confesso que eu não viraria outra vez.

Não só no estilo Solange Knowles, Bruna Tatto foi ousada pra ca#$%+ cantando “The way you make me feel”, do Michael Jackson. Voz foda, só 17 anos e muita interpretação, ela investiu nas caras e bocas. E, filha, pra cantar música dele tem que ter muito culhão e ser, no mínimo, surpreendente. Ela conseguiu! Quem conseguiu também foi Cláudia Milk, que argumentou muito bem, dizendo como iria trabalhar, enquanto Brown rimou coração com coração e tals.

Teffy já cantou pra plateias com mais de 30 mil pessoas, se apresentou pro presidente da Coreia e não aprendeu até hoje que usar Adele Card é furada. Voz LINDA, mas música extremamente mal escolhida, “Set fire to the rain”, provavelmente por esse motivo, acabou fora da competição.

Sertanejo de raiz, sempre algo a ser comemorado quando a gente vê uma dupla subindo no palco, pelo simples fato de não ser universitário. Ricardo e Ronael cantaram “Fogão de lenha”, de Chitãozinho e Xororó. Melhor foram os vídeos deles cantando criancinhas ❤ . Bom, em relação à performance, são uns fofos, mas os irmãos não têm nenhum diferencial, sequer Daniel quis a dupla, mas Brown os salvou no último minuto.

A cortinas fechadas, outra ex-Ídolos, Hellen Lyu, se apresentou com “Valerie”, já gravada por Amy Winehouse, mas original da banda britânica The Zutons. Hellen tem o timbre suave e é toda bonitinha, parece um desenho japonês. Cantou acapella uma música de autoria própria, em francês, deixando Milk e Brown fervidos por ela, fazendo um momento novela mexicana ~en español. A candidata escolheu Brown, boa opção considerando que provavelmente ele vai permitir mais ousadia à moça.

Carla Casarim é praticamente a Ju Moraes versão temporada 3. Cantando “Verde”, de Costta Neto e Eduardo Gudin, ela fez uma performance gostosa, nada que mereça muito destaque. Daniel escolheu a moça!

Uma apresentação dos técnicos encerrou a primeira noite da temporada do The Voice,, “Toda forma de amor”, do Lulu. Eu viraria! :D

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