The Voice Brasil 3×07 — Tá (quase) tudo errado

Melhor momento da noite foi primeira disputa real entre técnicos

Otimista, essa é a palavra para definir a abertura desta review depois de um programa bem mais ou menos — mais pra menos que pra mais. A noite de quinta (6) foi uma sequência de escolhas erradas: nos pareamentos, em arranjos, nas definições de músicas, nas performances de mentores.

Quem parou esses dois?

Um horror! Ah, o otimismo, quase me esquecia dessa parte…

É que, pela primeira vez na história do The Voice Brasil, houve uma participação efetiva de todos os técnicos ao comentarem uma batalha. Todos, até Daniel, abriram a boca para apontar erros na disputa entre Princess e Kynnie. Não é lindo?

Quando vejo esse tipo de acontecimento e como ele foi bem recebido pelo público, penso que a alternativa para melhorar o reality é, realmente, a troca de algumas peças da produção/ direção e não de técnicos como muitos insistem em dizer. Apesar de o episódio de ontem ter deixado a impressão de que Luiza Possi foi responsável por puxar a fila da briga, o que faria dela uma ótima opção de técnica, até porque, a cantora e ex-jurada do Ídolos tem mostrado em diversas ocasiões que teria competência para tal.

Chega de nhém-nhém-nhém e vamos ver o que de tão errado rolou na noite.

Priscila Brenner x Nonô Lellis (Time Claudia)

A música “Let it go” já foi tão tocada em tantas versões diferentes que deu para entender a intenção de Milk ao propor outro arranjo, até aí, tudo bem. O (grande) erro foi fazê-lo em reggae. Primeiramente, porque o estilo não costuma agradar em reality, apontaria algumas poucas exceções, entre elas, Tessanne Chin, campeã do The Voice US 5:

Sensacional, né!? Tessane é jamaicana e, apesar de diva, sua raiz é o reggae, o que também fez toda a diferença. Esse é justamente outro ponto a ser considerado, nenhuma das duas candidatas da batalha ‘Lerigou’ tem o reggae como estilo, então, por que, Milk? O resultado foi que as duas interpretaram bonitinho, mas deu sono, tipo muito. Priscila foi escolhida para ficar e rapidamente Lulu apertou o botão para salvar Nonô.

Carla Casarim x Lívia Itaborahy x Nanda Garcia (Time Daniel)

Falando em erros, ainda não me conformei com a cagada de terem permitido a classificação de duas vozes a mais, esse trio em batalha foi consequência disso. Daniel escolheu “Ponteio” para as três cantoras de MPB, música linda, belíssima escolha. Os timbres delas são bem parecidos e, sem olhar para a TV, ficava difícil saber quem estava cantando. Nanda Garcia teve ligeiro destaque, seguida por Lívia, enquanto Carla soube aproveitar menos seus momentos. Ainda assim, foi ela quem levou a melhor, resultado que não chega a ser injusto, considerando que as três mantiveram o mesmo nível.

Thiago Soares x Kim Lírio (Time Daniel)

Hora do erro do programa subir aos palcos, Kim, que tava de capa preta achando style, como se estivéssemos nos anos 80 ou 90, sei lá. O cara é um erro porque é marrento, mas vamos deixar isso pra lá porque vai ver ele cresceu e deixou de ser aquele moleque grosso e que se achava no Ídolos. Na performance de “With or without you”, a voz de Thiago parecia baixa, o tom ficou errado pra ele e isso atrapalhou demais, deixando Kim livre para sambar no palco e vencer.

Kynnie Williams x Princess La Tremenda (Time Brown)

Com “Living la vida loca”, Brown acabou prejudicando duas cantoras boas. O primeiro ponto é que mal dava para ouvi-las, o segundo é que Princess — assim com nas audições — estava claramente com falta de ar, problema que Kynnie também apresentou em alguns momentos. Por fim, elas não ornavam no palco, como bem disse Cláudia Leitte. As roupas não combinavam, o estilo, nada. No fim das contas, eu teria um comentário para fazer:

Mas nem tudo foi negativo nessa apresentação, ainda mais que otimismo é a palavra de ordem na review de hoje. O erro de Brown foi essencial para um momento épico em que técnicos e mentores apontaram falhas ao invés de babarem ovo e acharem tudo lindo e maravilhoso. Até Brown confessou que o resultado foi bem diferente do que ele esperava e assumiu pra si a responsabilidade pelo erro. Certíssimo! Milk, Lulu, Luiza Possi, Dudu Nobre e até Daniel falaram o que incomodou na performance que claramente não foi boa. Entre mortos e feridos~ salvaram-se todos, Princess venceu e Kynnie agora é do time de Daniel.

Amarildo Fire x Vanessa Borges (Time Brown)

O que faltou de química na performance anterior, sobrou nessa. Pareados após terem ambos cantado músicas de Brown nas audições, eles arrasaram em “Não precisa mudar”. Essa música já é gracinha e perfeita para dueto entre homem e mulher, com a leveza que eles passaram, além de ficarem lindos juntos, fechou o pacote. O problema era escolher entre os dois que foram igualitariamente bons, mas talvez por uma vantagem sutil ou mesmo por preferência pessoal, foi Vanessa quem venceu em uma disputa que não teria injustiça independente do resultado. Amarildo não de despediu do programa e vai poder cantar outros axés no time de Cláudia.

Até a roupa deles tava combinando

Kall Medrado x Bruna Tatto (Time Claudia)

Duas cantoras boas e que têm a presença de palco como destaque. A música era “Aonde você quiser” e ficou de uma chatice tremenda nessa apresentação. Achei os potenciais de ambas desperdiçados. Kall venceu e Bruna deixou o programa chorando e agradecendo lindinha por ter participado do reality. Deu dózinha. :’(

Deena Love x Lui Medeiros (Time Lulu)

Para fechar a noite a performance que talvez fosse a mais esperada desde a audição surpreendente de Deena Love. E Lulu cometeu mais um erro ao parear dois cantores tão bons: se tudo corresse como imaginado, a gente teria que contar com o último “peguei”, que era de Milk.

Acontece que em “Nada mais (Lately)”, Lui foi infinitamente superior, impecável, eu diria. Enquanto Deena, para quem todas gay torcia, e de quem todos nós esperávamos muito, foi bem aquém do que demonstrou nas audições.

lulu-sofre

Não sei se por causa do arranjo ou pela escolha musical mesmo, não foi sensacional como era de se esperar. Lulu chorou emocionado e optou por Deena, o que não chego a considerar um erro porque ela tem muito potencial, além de apelo de público. Para não haver injustiças, Lui foi salvo por Cláudia.

A noite ainda teve duas performances dos mentores que se dividiram em duplas: Di Ferrero cantou “Só rezo” com Rogério Flausino, passei a performance toda tentando descobrir o número para ligar e eliminar os dois. E ao final, Luiza Possi interpretou “Maneiras” com Dudu Nobre — apresentação infinitamente superior à dos outros mentores e, se fosse uma batalha, ela venceria fácil Dudu.

Luiza Possi venceu batalha contra Dudu Nobre

Cês podem (re)ver todas as performances aqui.

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