The Voice Brasil 3×08 — As últimas batalhas

Em outro episódio morno, técnicos mostraram que estão aprendendo

A noite começou bem, muito bem mesmo, com uma batalha que merecia um “pega”. Edmon Costa e Gabriel Silva colocaram tanta energia na apresentação, uma energia tão legal que o estúdio por alguns minutos me remeteu aos personagens do Quarteirão do Soul aqui de Belo Horizonte, grupo que consegue nos transportar aos anos 70 em suas apresentações, como os caras fizeram ao dançar no ringue do The Voice. Incrível! Técnicos e mentores se levantaram, o responsável pela batalha ficou assim, ó:

Soltando a franga o/

A música escolhida para a batalha foi “Ain’t no Sunshine” e, além da bela apresentação, houve comentários bem feitos, mais uma vez com destaque para as palavras de Luiza Possi, que além de falar sobre os cantores, se posicionou — coisa difícil de ver aqui no Brasil — a favor de Gabriel. Foi com ele também que Lulu ficou, após apontar uma falha no excesso de firulas de Edmon.

Jésus Henrique enfrentou Rafaela Melo pelo Time de Daniel, mantendo a qualidade do programa e trazendo o que tanto sinto falta — e podem me chamar de chata — música brasileira. Foi um dueto, eles ornaram juntos e, novamente, técnicos fizeram comentários construtivos sobre o tom da música e a forma como cada cantor se encaixou nele. Carlinhos parabenizou a performance dos dois, destacando Rafaela, por ter começado um tom abaixo sem prejudicar a canção e subir corretamente. Por fim, Jésus venceu, especialmente pela capacidade de cantar em tons diferentes, ressaltada por Lulu e Luiza.

Chegou, então, aquele momento em que a gente pensa que estava bom demais para ser verdade.

Ryan Tedder provavelmente ficaria indignado com o que fizeram com a música dele! Vinícius Zanin e Leandro Buenno, do time de Cláudia, cantaram “Counting Stars” e, olha… Ficou bom não. Venceu quem assistiu até o fim por ter conseguido o aspirante a Sam Alves, Leandro, que toda hora faz falsetos como artifício para ganhar a Milk — e funciona.

Momento especial ~ no The Voice Brasil!

A composição do Monobloco na noite de quinta era Flavinha e Léo versus Kiko e Jeanne, do Time Daniel, cantando “Não precisa”, música linda do Vitor Chaves, também cantada por Paula Fernandes. Não precisava era de colocar tanta gente junto de novo, mas tem sempre o lado bom: uma dupla sertaneja a menos. Ao contrário da outra batalha entre duplas, essa ficou bem chatinha, além de não haver conexão entre eles como um todo, o resultado foi uma apresentação disforme.

Particularmente, enfrentei um problema por ter ficado incomodada com Jeanne nos momentos em que ela tentava — e não conseguia — alcançar tons mais altos, acabaram parecendo gemidos; porém, gostei muito de Kiko. Por outro lado, a voz de Flavinha é doce e combinou com a canção, enquanto Léo parecia mesmo fora. Como não daria para separar as duplas, eu discordaria de qualquer resultado. Carlinhos e Lulu deram a vitória para Kiko e Jeanne, Lulu disse que eles ‘não perderam a dignidade’…

Soltando a franga o/

Luiza e Daniel concordaram, Flavinha e Léo deixaram o reality.

Em Ilegal, imoral ou engorda, Twyla e Paulo Soares cantaram, ele mais do que ela, que gritou paporra, mais do que deveria, na verdade. Confesso que esperava mais dos dois. Lulu, mais uma vez caiu em contradição, ao escolhê-la com argumentos similares aos que usou para eliminar outra concorrente na temporada anterior. Foi tanto grito que faltou ar para Twila, o que para mim deixou claro que a vitória seria de Paulo, que apesar de não ter sido sensacional, foi bem. Me enganei, de novo.

Karina Duque Estrada e Millane Hora fizeram uma performance linda em “Bilhete”. Não é bem aquela apresentação maravilhosa que Fafá de Belém faz…

Sou fã! ❤

Mas ficou bem gostosa a disputa entre as moças, qualquer delas poderia ser apontada como vencedora, Millane foi quem levou — sem surpresas.

Débora Coutinho e Hellen Lyu se enfrentaram pelo Time Brown e a escolha ali era uma questão de timbre e “com timbre não dá para competir” disse Luiza Possi. Verdade! Elas cantaram Freedom, foram ótimas e ornaram juntas, acontece que o timbre de Hellen é uma coisa deliciosa de se ouvir. Vale ressaltar a evolução da cantora dos tempos de Ídolos pra cá, sente só — e não assista tudo porque não dá.

Bem melhor no The Voice, né!? Aliás, o reality global tá se firmando nessa temporada como o ano dos ex-Ídolos.

O resultado de Luana Fernandes e Nathalie Alvim ficou bom, mas poderia ter tido menos gritos. Aliás, menos franjas na jaqueta da Nathalie também. Luiza preferiu Luana por ter sentido nela mais envolvimento com a letra, foi também ela quem Carlinhos achou melhor, segundo ele, por Nathalie ter deixado transparecer seu nervosismo, especialmente mais no início da apresentação, enquanto Luana se mostrou mais segura. Aê, depois de todos comentarem a performance, Milk escolheu aquela que ela e Dudu acharam melhor, mas pareceu que, pelo menos entre os membros da bancada, só eles.

Paula Marchesini foi escolhida por Brown para disputar com Ricardo e Ronael. Pela escolha da música, “Será”, pareceu que o técnico já tinha em mente que ela seria a vencedora e após a dupla fazer a introdução, o momento em que ela entrou foi para lacrar a vitória. Os meninos conheciam a música, mas como sertanejos, não a tinham cantado anteriormente e foram bons backing vocals, mas a potência da voz dela tornou impossível para eles reverter qualquer resultado, Paula seguiu para a próxima fase.

Durante o programa rolaram ainda performances de Dudu Nobre e Rogério Flausino cantando “Verdade” e fechando a noite, Luiza Possi e Di Ferrero em “Lucky”. Todos os vídeos da noite estão disponíveis no site oficial do programa.

Opinem, me odeiem, me amem, odeiem (ou amem) Milk, Flausino e Dudu Nobre nos comentários abaixo!

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