The X-Files 1×20 — Tooms

O retorno de um dos maiores vilões de The X-Files.

Eu acho que nossas vidas vão passar por uma mudança” — MULDER, Fox

Mais que o retorno de um Monstro da Semana, esse episódio traz a preparação para o final da temporada. Tanto que inicia com o Bureau convocando Scully para tomar satisfações sobre seu papel na parceria com Mulder. Temos o primeiro contato com o Diretor Assistente Skinner (Mitch Pileggi) e mais uma vez temos a ilustre presença do Canceroso (ainda sem nome que o defina, mas dessa vez com falas).

Os Arquivos X já estão em xeque. Scully é confrontada pela missão que deveria cumprir. Mas ela tem argumentos. Algo na parceria com Mulder deu muito certo, pois mesmo sendo opostos, conseguem complementar um ao outro e não se excluir. O fato de ela apresentar com estatísticas o sucesso na investigação dos Arquivos X mostra que o objetivo do FBI em parar Mulder não será fácil de ser obtido.

A não ser que haja uma ajuda do próprio Mulder. Comprometido com a verdade como ele é (e sendo esta verdade muitas vezes absurda), fica difícil lhe dar credibilidade. Pricipalmente quando ela fala sobre um mutante que a cada 30 anos acorda de sua hibernação para matar e comer 5 fígados humanos. Algo que fica obscuro no roteiro é o exame fisiológico não ter dado alterações. Se Tooms é uma mutação genética, e com mais de 100 anos de idade, fica difícil acreditar que isso não esteja presente em sua fisiologia.

The X-Files

Mas Mulder é corajoso, um de seus diferenciais enquanto agente e o motivo pelo qual conseguiu os Arquivos X. Sua integridade não permite que feche os olhos diante da verdade e de possíveis assassinatos futuros. Então ele desafia as normas, mas não permite que Scully se arrisque fazendo o mesmo, por isso ela continua fazendo exatamente o que lhe foi pedido pelo FBI: segue o protocolo. Em sua investigação por meios oficiais, consegue evidências da culpa de Tooms (mesmo que elas não venham a ser utilizadas).

Esse é o famoso episódio da conversa no carro, entre os dois agentes, onde Scully tenta uma aproximação com Mulder, e descobrimos que ele, realmente, não gosta do próprio nome (se bem que hoje, em uma época de Apple, Blue Ivy, North West ou Summer Rain, Fox é lindo!). E se a mania de shippar casais nas séries começou em The X-Files, pode-se dizer que Tooms foi o ponto zero para isso.

Aqui, Mulder descobriu o quanto ser desacreditado é ruim, já que sem nenhuma investigação mais profunda foi deliberadamente acusado de agressão pelo assassino, sofrendo as consequências disso e sendo fervorosamente defendido por Scully. Mas também fica a dúvida de o porquê alguém no Congresso colocar-se na posição de salvá-lo.

A grande questão é que Tooms não tem sentimentos, mas age pela necessidade, matando aquele que se esforçou para libertá-lo a fim de saciar sua fome. Mais uma vez os instintos de Mulder e a lógica de Scully conseguem decifrar o passo seguinte do assassino, permitindo que cheguem ao seu esconderijo. Porém, não conseguem provas para aprisioná-lo. Mulder precisa lutar pela sua própria vida e o final tem uma cena simples, mas sombria: uma lista de sangue nos degraus de uma escada rolante. Pois foi na sutileza do terror que Chris Carter conseguiu alavancar o sucesso de The X-Files.

Curiosidade dos Bastidores:
Primeiro retorno de um vilão na série e primeira aparição do Diretor Assistente Walter Skinner, que se tornará um personagem importantíssimo na série.

Então gente, o que vocês acham desse episódio? Votem pra gente saber!

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Até a próxima! Fiquem com o promo do próximo episódio:

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