Tomara Que Caia: É game…

…porque para ser humor falta muito.

Ai Dani, falta muito para esse mico acabar?

Quem esperou a estreia da nova aposta humorística da Globo, Tomara Que Caia, presenciou uma catarse generalizada de vergonha alheia. E incluo aqui os próprios artistas que foram escalados para esse mico.

É tanta coisa errada num programa só que fica até complicado organizar as ideias. É melhor dizer que a proposta é interessante, porém a execução foi infeliz e, a partir daí, irmos pontuando os principais incômodos dessa estreia.

Tomara Que Caia

Não vou dar desconto porque é estreia. Parto do princípio, principalmente na TV, que se você não agradar de cara é melhor partir para outra. A Globo, em raras ocasiões, assume seus erros. Sendo assim, é bem provável que Tomara Que Caia cumpra sua primeira temporada.

Eu é que não vou perder mais meu tempo!

O primeiro grande erro do produto é a sua dinâmica. Insistem na apresentação de ser um programa de improvisação. Mas como ser um humorístico de improvisação se há texto para decorar e ensaios durante a semana que antecede o ao vivo?

Querem mais? A própria produção determina com antecedência os temas das trollagens que irão acontecer durante a apresentação.

O sopro de esperança viria com as escolhas da trollagens feitas pelo público presente e pela internet. Ledo engano.

Ao inicio do programa, a própria produção DECIDE também os temas que os “internautas” irão escolher. O que sobra de bom? A escolha da plateia, o que pode ser questionado também. Vai que os temas já não estavam determinados?

Por incrível que pareça, os melhores momentos do programa (poucos) foram quando a plateia determinou os temas.

Outro ponto de erro gravíssimo foi a escolha desse elenco.

Vimos esse programa porque gostamos de sofrer. Qualquer coisa que tenha Eri Johnson não pode dar certo. Alguém em sã consciência escalaria Priscila Fantin e Ricardo Tozzi para um programa de humor? Dois atores limitados dramaticamente.

Não lembro nada de humor que Priscila tenha feito e o Tozzi, apenas em um momento iluminado, fez Cheia de Charme. Falando em “único personagem”, temos Marcelo Serrado. Com bem mais recursos, claro. Porém, com carimbo de humor por ter feito o caricato e cansativo Crô.

E para colocar mais merda no ventilador, na estreia a estrela convidada foi Anitta. Se era para rir foi nesse momento.

Justiça seja feita com Heloísa Perissè, Dani Valente e Fabiana Carla. Três atrizes que ficam à vontade na comédia, levaram o programa nas costas e foram responsáveis pelos raros momentos divertidos da noite.

Deixassem as três todo final de domingo improvisando porque dão conta do recado.

Fica difícil compreender essa escalação numa casa onde temos vários remanescentes de programas de humor galgados na improvisação, como Comédia MTV, Quinta Categoria, É Tudo Improviso, e por aí vai.

Tô falando de Adnet, Dani Calabresa, Tatá Werneck e Paulinho Serra. Fora aquele elenco de primeira do Tá No Ar.

Não sabemos se o programa sofrerá mudanças, mas deveria. A ideia é boa.

Rede Globo, deixe a improvisação correr solta. Troque metade do elenco. Para fazer rir, não precisa ensaio. Nem regras e nem cenário impecável.

Basta talento, liberdade, graça e sintonia.

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