True Blood 5×01 — Turn! Turn! Turn!

Estou vestindo um conjunto do Wallmart por vocês. Se isso não é demonstração de espírito de equipe, eu não sei o que é.” — Pam

Atenção fangbangers! Spoilers do universo vampiresco abaixo!

Surpreendentemente, consegui gostar desse episódio inicial de True Blood! Eu não estava esperando absolutamente NADA dessa premiere e isso acabou ajudando para que eu apreciasse a estreia da quinta temporada da irregular série.

Mas não se empolguem, estou longe de morrer de amores por ela e minhas reservas continuam firmes e fortes, mas Turn! Turn! Turn! se mostrou uma eficiente premiere ao apresentar as tramas que teremos (desenvolvidas ou não) durante a quinta temporada.

Logo de cara temos o melhor momento do episódio, que foi Pam vestida com aquele estranhíssimo conjunto de moletom amarelo. Continuam sendo dela as melhores tiradas/frases da série, como a que abre esse review.

O momento trash fica com a matilha de lobos do falecido Marcus. O que foi a mãe dele (e talvez também o pai) comendo suas entranhas ?! Ewww ! Essa também é, de longe, a mais desinteressante e desconexa trama da série. Sam continua perdido igual cachorro que caiu da mudança, com o perdão do trocadilho.

Dessa estreia, a trama que mais me deixou intrigado e curioso foi a de Terry e seu ex-companheiro dos Fuzileiros Navais, Patrick Devins, interpretado por Scott Foley. O que será que aconteceu no Iraque ?! Embora eu tenha ficado interessado no mistério envolvendo os dois, tenho a impressão de que irão enrolar demais para desvendá-lo e quando o fizerem, ficará bem aquém das expectativas criadas pelo roteiro. Experiências (leia-se temporadas anteriores) não me deixam mentir.

Já Sookie, coitada, continua “desinteressantíssima” como protagonista, com perdão do neologismo. Realmente, não me importo com o que pode acontecer com ela, se morresse não faria nenhuma falta. Nem mesmo Bill e Eric parecem se importar mais com ela, pois mesmo sabendo que Russell está de volta (e do consequente perigo que ela corre), eles continuaram em sua tentativa de fugir da Autoridade.

Jason continua engraçadinho com suas frases nonsense exibindo sua falta de inteligência. Até curti o momento que ele teve com o reverendo saindo do armário. Confesso que torci para que Newlin o hipnotizasse e dali eles engatassem um romance, mas Jessica chegou para atrapalhar tudo, mesmo não querendo nada sério com o rapaz.

Falando nela, Jessica agora é a badass motherfucker do pedaço! Rainha por herança de Bill, morri de rir quando vi que ela transformou a mansão de Compton em uma festa para adolescentes universitários.

Quanto a (cha)Tara, o que mais posso dizer dela?! O roteiro me enganou e cheguei a ter esperanças de que a transformação não tivesse dado certo. Mas eis que a bruaca ressurge em um cliffhanger eficiente que me pregou um susto de verdade.

Parece que essa onda de transformação é o que há para obras inspiradas na mitologia vampiresca. Primeiro, foi Bella (Crepúsculo), depois Elena (The Vampire Diaries), agora (cha)Tara (True Blood). Só falta a Sookie, que tem como fator complicador também ser fada.

Turn! Turn! Turn! se mostrou uma boa e eficiente premiere. Mas não se enganem, o desfile de (inúmeros e excessivos) personagens continua lá, o que é justificável para um episódio que tem como papel apresentar as tramas e subtramas que serão desenvolvidas na temporada. Mas os outros capítulos devem ser mais focados em determinados personagens (e não em todos como é de costume!) ou a sensação de não desenvolvimento da trama se perpetuará e continuará incomodando (e muito!).

PS 1: Só para não perder o costume, claramente o título do episódio (que também é a deliciosa música de encerramento) faz referência à transformação de (cha)Tara. Bem que podia se chamar Die! Die! Die!, não é mesmo?! Alô, produção, existe uma música com esse título?! Mandem para os roteiristas, tipo, JÁ! Talvez ainda dê tempo.

PS 2: Esse serve de alerta: True Blood continua apostando no excesso de (novos) personagens. Poucos morrem (quem aí vai sentir falta de Tommy e Marcus?! Eu não!), muitos insistem em resistir (Tara bitch!) e vários entram para a festa (Chistopher Meloni e Scott Foley podem!). Roteiristas, tem que ver isso aí! Equilíbrio na taxa de mortalidade e natalidade já!

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