True Blood 5×12 — Save Yourself [Season Finale]

True Blood 5×12 — Save Yourself [Season Finale]

Uma das piores coisas de ser imortal é ter que rever as mesmas situações se repetindo várias e várias vezes.” De Beaufort, Pam

A essa altura já deviamos estar acostumados a rever certos cenários também na série, afinal algumas coisas se repetem, algumas reclamações são constantes, algumas muitas qualidades sempre aparecem… E no final, True Blood sempre nos deixa morto de curiosidade e ansiedade pelo próximo ano.

A quinta temporada pode não ter sido perfeita, mas foi divertidíssima. E aí? Prontos para a despedida? Acredito que nunca estamos, não é verdade? Mas após o melhor season finale que a série já teve, uma folguinha até que vai bem.

Nem quero muitas delongas, a review de encerramento será menor que o normal pois não há muito o que recapitular para entender até onde ela pode chegar — afinal de contas, isso a gente já viu na TV. O objetivo aqui é levantar teorias, estabelecer hipóteses, criar uma conclusão para o que vimos e relembrar os pontos positivos e negativos do que o capítulo nos trouxe e trará. E vamos começar pelo negativo.

Novamente a série deixou a desejar no quesito “embate com o vilão”. A morte de Russell foi tão anti-clímax quanto a morte de Maryann, ou o próprio enterro de Russell na terceira temporada. Bill churrasquito perseguindo Renée serial killer e a irrefutável tia Petúnia Bruxa ofereceram mais dificuldade e ação nas temporadas anteriores, neste sentido. Ver Russell morrendo enfraquecido pelo hadouken das fadas, com um graveto encravado no peito, não foi fácil. Ainda mais pela certeza de que perdemos um ótimo personagem.

Todos os caminhos levam a Sookie?” De Beaufort, Pam

Mas, a medida que alguns vão, outros surgem. E pelo menos, tivemos mortes super nojentas e diferentes nesse episódio. Rosylin explodindo com Sam se destransformando dentro dela foi demais. Tudo bem que parecia um desenho animado, quando a cabeça vira um balão cheio de ar e explode. A diferença é que quando tudo explode em poça de sangue, a gente acaba se divertindo! Fuck yeah!!!

Deixando esse lado xoxado de lado, podemos partir para os elogios. Finalmente, a série conseguiu ter um finale mais tenso, no qual a ação se desenrola até os minutos finais — para não dizer que deixou para o próximo episódio.

O clima foi estabelecido e as expectativas foram cumpridas. No final das contas, o verdadeiro vilão nunca foi Russell e sua sede por sangue de fadas. O problema era a insanidade a qual Bill se submeteu. O comportamento do ninho realmente se mostrou um inimigo maior, e explicou as alterações no personagens. Isso somado ao consumo de V que, como vimos nos lobisomens, é capaz de mudar a essência das pessoas. Imagine V de Lilith!!!

Eu lhe disse na primeira noite em que nos conhecemos: vampiros geralmente se viram contra aqueles que eles mais amam.” Compton, Bill

Assim, nosso antigo vampiro bonzinho acabou mostrando todo seu potencial para o mal, transformando-se no que promete ser um dos mais interessantes vilões da série. Já estamos cansados de criaturas bizarras aparecendo como vilões a cada temporada. Passou da hora de True Blood se galgar nos elementos que já apresentou com mais profundidade, focando nos personagens que já conhecemos. E finalmente isso aconteceu com Bill.

Ao ponto que chegamos, o personagem não tinha mais saída. Uma redenção idiota ao reconhecer o amor nos olhos de Sookie transformaria tudo numa piada maior do que a série já é. Só que de mau gosto. Restava a ele a morte verdadeira, ou a transformação em algo ainda pior. Foi uma escolha ousada. Mas não se espante se Bill se tornar uma aberração a la A Bela e a Fera… Vamos acompanhar.

E qual foi a fórmula de sucesso deste episódio? Tivemos os diálogos sensacionais, dos quais já não conseguiremos nos livrar, além das bizarrices que só esta série traz — como uma fada se empanturrando de sal minutos antes de sua “luz romper” e parir quatro meninas em uma mesa de sinuca, num parto assistido por uma bruxa com um médium e duas pessoas na platéia.

Se eu quiser ser um idiota, eu vou ser um idiota. Esse é um direito divino meu, como cidadão americano!” Stackhouse, Jason

Não podemos esquecer que tivemos ainda o ritmo e suspense da invasão do esconderijo da Autoridade, comandado por Eric e Nora, contando com a ajuda de Sookie, Pam e Jason. E os mistérios que se arrastarão para o próximo ano, como essa alteração de identidade de Jason, que agora vê espíritos/fantasmas e está mais anti-vampiro do que nunca — vide cena excluída liberada pela HBO-GO.

Será que o raio das fadas ativou nele uma identidade e poderes que ele desconhecia? Isso explicaria o aumento descontrolado de sua aversão por vampiros. Ou será que ele bateu a cabeça forte o suficiente para começar a alucinar? Outro ponto que chamou a atenção foi o épico beijo de Tara e Pam. Sério, precisava? Acho que as incertezas nesse âmbito seriam muito mais ricas para a série. Não?

Essas são algumas perguntas que ficam, entre tantas outras. Mas a maior delas por muitos meses ainda será: Quem é Warlow? Uma pena que esta resposta não virá do time comandado por Alan Ball. O próximo ano de True Blood será decisivo. E, quer saber? Até estou curioso para ver que mudanças o novo showrunner pode trazer para ela. Pode ser uma mudança positiva ao programa. Estou confiante!

Quem diria que assistir um alien dar a luz seria tão… reconfortante?” Fowler, Arlene

Se você tem uma teoria, deixe nos comentários. Se quiser comentar algum trecho curioso não citado no texto, ou bater opinião, fique a vontade. Espero que tenham gostado das críticas aos episódios desta temporada e se Godric quiser, ano que vem, debateremos tudo de novo. Obrigado por terem acompanhado! Até mais.

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