True Blood 6×07 — In The Evening

Quão fundo você quer chegar?” Pam

Mais fundo que o enredo da temporada, de preferência. Mas uma temporada rasa como esta acaba não oferecendo tantas possibilidades e a conclusão que chego é que os Estúdios Warner são responsáveis pelo resultado entregue aos fãs.

Já percebeu quão pobre andam os cenários de True Blood? Nem mesmo os efeitos especiais são respeitáveis. Como uma temporada que narra uma guerra mundial entre vampiros e humanos se resume a espaços tão escassos para ação? E claramente o baixo orçamento do programa tem prendido a história, que poderia ter evoluído para muito mais.

Basta ver o que se faz com Game Of Thrones, que recria um universo que nem mesmo existe. E pode-se até comentar que True Blood também é baseada em uma saga literária. Só que isso não muda o fato de que a versão televisiva é muito diferente do que se lê.

Os enredos rescente não trazem evolução. Não há expansão. E desde o terceiro ano (quando a coisa desandou) os personagens estão presos a algum lugar central no qual tudo é forçado a se desenrolar. Aliás, não há palavra que define melhor do que “forçado”.

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Primeiro foi a casa de Russell, depois o salão das bruxas. Daí veio o abrigo subterrâneo da autoridade e agora o campo de concentração. True Blood poderia ser muito mais do que cenários específicos, se desenvolvendo muito melhor em estrutura narrativa.

Mas vamos comentar o que vimos, por pior que tenha sido. É preciso admitir que a sequencia inicial apresentou velocidade e quase deu a impressão de que o episódio seria mega movimentado. Pudemos ver um lado indefeso do Eric que ainda não conhecíamos e isso apenas aumentou o fato de queremos colocar ele no colo e tirar a roupa dele para fazer carinho.

O final do episódio anterior nos provou que Governador bom (ou seria Governador ruim?!) só existe em série de Zumbi. E não foi nenhuma surpresa perceber que Sarah tomaria frente ao movimento anti-vampiro. A surpresa mesmo foi imaginar que ela teria cabeça para montar um golpe e fingir que o político ainda está vivo.

A cena na qual Sarah conversa com a cabeça de seu ex-amante entra para o hall de momentos bizarros da série. Só faltou um beijinho na boca para se consagrar no top 10. Será que nos próximos episódios ela nos mostrará as facetas de quem fez Escola Emily Thorne de Vingança por Correspondência?

Jogar Jason em uma sala infestada de vampiriguetes e deixá-lo sob defesa de Tara talvez seja uma prova de que a bicha é realmente ruim. Quem deseja que Tara e a outra vampira que disputa Jason morram juntas levanta a mão. Quem achou ridículo Jessica se pegando com o vampiro hipster depois de um papo besta também. Quem brochou com o conteúdo da caixa de Terry também pode levantar a mão. E se você ficou descontente com tudo, espero que você seja um Deus hindu, pois só assim para ter tantos braços.

Uma das poucas coisas boas que True Blood tinha eram os flashbacks, que contavam momentos cruciais da vida (e morte) dos personagens. Mas o orçamento apertado do estúdio atrapalha até nisso. As lembranças de Eric com Nora foram tão desprezíveis quanto os restos da vampira, que por ironia do destino morreu quase da mesma forma que teria morrido em sua vida humana.

Se ainda há espaço para tensão, esta ficou por conta da visita de Bill a Sookie na casa de Arlene. A personagem ainda tem seus momentos e continua agradável justamente por conta disso. Dê um enredo para Arlene e estrague-a. Algumas coisas funcionam melhor em doses homeopáticas. Estas coisas se chamam Lafayette, Arlene, Tara e Sam.

O show mesmo ficou por conta de Pam, em seu spin-off de In Treatment. Ela talvez seja a chave para a liberdade de todos os que estão no campo de concentração. Suas investidas no taradopeuta, que parecia prestes a gozar, podem vir a ser úteis já no próximo episódio. Mas será?

Falta conteúdo e sobra lenga-lenga. Acontece um monte de coisa, mas não acontece nada.

Confira o promo de Dead Meat, o oitavo da sexta temporada:

Ponto forte: A metáfora dos males trazidos pela junção de política e religião (com Sarah Newlin representando uma corrente evangélica) ainda é um ótimo paralelo e merece ser discutido.

Ponto fraco: Não ter um desfecho para a história dos lobisomens e ainda inventarem uma desmoralização para Alcíde. Francamente… Tirem os enredos de Alcíde. E a camisa também!

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