True Blood 6×10 — Radioactive (Season Finale)

Estou pedindo a cada adulto não infectado neste lugar que concorde em ter uma relação monogâmica de alimentação com um vampiro” Merlotte, Sam

Com a questão do campo de concentração dos vampiros completamente resolvida no episódio anterior, a season finale de True Blood gastou meia hora para a questão Warlow e outra meia hora para apresentar um novo plot, seis meses no futuro.Corrijam-me se eu estiver errada, mas é a primeira vez que a trama dá um salto tão grande de tempo. Mesmo entre temporadas, sempre foi costume de True Blood começar quase que imediatamente do ponto em que terminou o episódio de antes.

Mas falemos primeiro da primeira metade de Radioactive.

Como bem apontado por Warlow, Sookie sempre se achou mais especial do que realmente era. Talvez no modo como ela tenha sido “educada” por Bill e até por Eric em sua fase aminésia (e também por outros seres fantásticos que passaram por sua vida, apaixonados e dispostos a se anular para conquistá-la), ela concluiu ter um poder de controle sobre qualquer ser com que mantivesse relações íntimas. A verdade é que Sookie sempre teve bem pouco controle sobre os acontecimentos ao seu redor — ou beeeeem menos do que julga ter.

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Em que momento ela achou que o lado fada de Warlow estava acima do lado vampiro? Oh, Sookie, Sookie… tão inocente! É verdade que ele se deixou amarrar, teve controle ao se alimentar dela, fez carinha de apaixonado, mas o cara tem mais de 5 mil anos e sua chegada foi precedida apenas por má fama! Mas daí, Sookie Stackhouse, achando-se a mais especial, acreditou que, por ela, ele mudaria. Warlow realmente estava apaixonado pela loirinha, mas era um amor idealizado, obsessivo. O seu encontro com sua prometida se dá num momento em que ele está perdendo a paciência com os mortais, perdendo a paciência com a espera.

Já Bill entendeu que escolhas têm seu preço e ele é alto. Ao escolher ser o deus dos vampiros, Bill abriu mão do que lhe era mais valioso — no caso, Sookie. Ao perder o seu lado Lilith, ele entrou novamente em contato com sua humanidade e com o seu amor pela fada. Resgatá-la das presas de Warlow se tornou o seu objetivo, mesmo que isso significasse enfrentar o adversário sem nenhum super poder, sendo um “simples vampiro”… E tudo poderia ter dado muito errado, não fosse a reaparição de Neal (num lance meio Deus ex machina do roteiro). O Rei Fada foi jogado num limbo para ressurgir exatamente no momento em que Warlow era caçado dentro da casa dos Stackhouse, só para nem ser mais citado depois.

Com a morte definitiva de Warlow, o poder do seu sangue também morre, o que impossibilita que os vampiros que experimentaram de sua essência continuem caminhando sob a luz do sol. Para sorte dos que estão em Bon Temps, isso se dá durante a noite. Já Eric, desavisado,é pego justamente num momento e numa situação em que não dá para escapar. Tomando um banho de sol na Suécia, em meio à neve (que ainda por cima ajuda a refletir a luz), completamente nu e sem tempo de entender o que estava acontecendo, Eric queimou, tal qual seu criador Godric. Eric estava ali, mais vulnerável impossível! Que descanse em paz. Como é difícil aceitar a morte de um personagem tão bom, muitos fãs já começam a conspirar de que ele se enterrou no gelo ou coisa parecida. Só saberemos quando (e se) chegar a notícia de que Alexander Skarsgård renovou seu contrato com a série. Até lá, Eric permanece morto e queimado, para nossa tristeza.

E, enquanto estamos ainda em choque por essa cena, somos transportados para seis meses no futuro de Bon Temps.

Um futuro em que não existe mais o Merlotte’s Bar and Grill (agora é Bellefleur’s e pertence à rica Arlene). Um futuro em que Sam, prestes a ser pai, é prefeito. Em que Bill é um escritor de um best seller em que conta como arrancou a cabeça do Truman Burrell para ser o salvador de sua raça. O futuro em que Alcide e Sookie são um casal.

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Um futuro em que o maior inimigo de vampiros e humanos tem nome: Hepatite V. Os vampiros foram infectados por Tru Blood contaminado — e, pelo que entendi, a bebida não existe mais ou não é mais confiável. Os humanos não são afetados pela doença, mas, ainda assim, podem ser portadores do vírus e, portanto, ser uma fonte de contaminação. Como quem vê pescocinho não vê coração, morder o humano errado pode significar a morte em poucos dias. Sem cura para a Hep V, a alternativa é a prevenção. Bill, uma liderança vampírica, e Sam, agora líder da cidade, propõem juntos um sistema em que humanos saudáveis sejam fonte de alimento para vampiros que, em troca, se tornarão seus cães de guarda, digo, protetores.

A situação se tornou caótica. Agora um grupo (grande) de vampiros, sem nada a perder e cansados de viver sobre as regras dos humanos, vai de cidade em cidade destruindo tudo e matando sem dó. Bill e Sam tentam instituir um sistema de proteção, mas antes que eles consigam implantá-lo de forma eficiente, a ameaça chega… em minutos, poderá haver uma verdadeira matança! O que comprova que a decisão foi tomada muito tarde, mas quem ganha somos nós, espectadores! E agora, só saberemos na sétima temporada. Em seu 70º episódio, True Blood toma o rumo do clima da primeira temporada.

No meio dessa “calmaria antes da tempestade”, quero destacar um excelente momento: a reconciliação de Tara com sua mãe. Quando Lettie Mae oferece seu sangue para alimentar a filha (que muitas vezes deixou sem leite e sem pão em sua vida), encontra uma redenção que parecia tão improvável! Foi um gesto sincero, mesmo com medo da dor, ela se entregou, completando o ciclo de Tara de encontrar na não-vida muitas das respostas e do conforto que não teve enquanto respirava.

Para encerrar, vale lembrar o que Sookie não consegue evitar, estamos acostumados a vê-la sempre indo em direção ao perigo (e especialmente quando se trata de homem). Por isso é ainda um tanto estranho vê-la vivendo a vida de casalzinho feliz ao lado de Alcide, ambos domesticados, do tipo que vai à igreja no domingo e tal. Deduzimos que a garota amadureceu neste período e que seja natural dar uma chance ao lobisomem, com quem sempre teve uma química latente. Nos minutos finais, fica claro que Bill não desistiu dela ainda (ele olha para Sookie como quem está prestes a chorar diante da perfeição — e eu adoro esse olhar do Bill!) e fará o possível para provar que merece sua confiança. E embora pareça que Sookie e Alcide se amam e estão felizes vivendo alguns meses de paz, o que sabemos de True Blood é que nada dura para sempre.

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