Tudo o que você não sabe sobre Monk!

Monk, um detetive diferente! Este é praticamente o mote desta série que teve oito temporadas de sucesso e uma penca de indicações a prêmios valiosos! Apresentada originalmente no canal USA, apesar de ter sido construída para a ABC, que pulou fora quando o ator Michael Richards se recusou a interpretar o papel.

Dá para imagina um Monk que não seja o incrível Tony Shalhoub? Pois é, para a ABC a série nem existiria com ele. Sorte que Andy Breckman, o criador da série, junto aos produtores dela, que foram insistentes e encontraram um novo lar para o piloto de duas horas — que na França acabou sendo editado e virando um episódio único de 44 minutos!

Nele acompanhamos o início das aventuras de Adrian Monk, um cara que cresceu com uma doença no mínimo interessante: transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), incluindo uma série de tiques e fobias. Ele era um desses detetives de mente brilhante que a gente encontra em séries de investigação, porém Monk tem lá suas diferenças, ou melhor, suas excentricidades. Tudo isso é muito bem trabalhado também nos episódios posteriores.

Ele trabalhava para o Departamento de Polícia de São Francisco, até que sua esposa Trudy morreu em uma explosão de carro. Ali a vida do cara mudou. Após um colapso nervoso, suas fobias, as mais diversas possíveis, se agravaram de modo que ele acabou sendo afastado do trabalho.

Isolando-se de todos, Monk passou três anos sem sair de casa. Com ajuda da enfermeira Sharona Fleming (que teve Queen Latifah considerada para o papel, mas acabou sendo de Bitty Schram), ele começou a trabalhar como consultor particular da polícia em casos de difícil solução. Mas, há que se assumir: difícil mesmo é lidar com os piripaques do cara. E o oficial Stottlemeyer que o diga.

A obsessão de Monk por limpeza era tanta que serviu até para atrair anunciantes. Na Alemanha, uma marca famosa de lenços acabou investindo na série, oferecendo o programa antes de ele começar. Tudo em referência ao comportamento obsessivo de Monk.

Ao mesmo tempo que esta obsessão de Monk o torna um cara difícil, é ela também que o torna mais atencioso às minúsculas coisas, fazendo conexões que pouquíssimas pessoas conseguiriam. Apesar de trazer casos diversos, a série tem como guia a investigação de Monk sobre a morte de sua esposa.

Embora a série se passasse em São Francisco, Monk teve a maior parte de suas cenas filmadas em outros lugares. O episódio-piloto foi inteiro filmado em outros locais, como Vancouver e Colúmbia Britânica. O restante teve cenas em Toronto e Los Angeles, nos Estúdios Ren-Mar.

As filmagens na cidade só aconteciam quando era necessário estar diante de um ponto turístico, como a Ponte Golden Gate que vive aparecendo. Esta foi a primeira série do canal USA a ter gravações dentro dos Estados Unidos. Antes as produções da emissora aconteciam apenas no Canadá, onde acabava sendo mais barato.

Durante a primeira temporada de Monk, a série teve um jazz instrumental como tema de abertura. A composição era de Jeff Beal. A música ganhou o Emmy 2003 como melhor música-tema. Quando a segunda temporada começou, a série teve uma nova música-tema, It’s a Jungle Out There, de Randy Newman.

Muitos fãs e críticos reclamaram da mudança. O próprio jornal New York Daily News publicou uma crítica elogiando a série, mas pedindo o retorno do tema anterior. Em 2004, este segundo tema acabou ganhando o mesmo prêmio que a abertura anterior.

O mais legal é que isso acabou sendo absorvido pela história. Durante o episódio Sr. Monk e o Astro de TV, da segunda temporada, um ator que representa um detetiva em uma série de TV, junto a outros personagens, mencionam que a trama continha uma controvérsia: a mudança de sua música-tema!

Neste mesmo episódio, a atriz Sarah Silverman vive Mercy Mavem, fã do tal programa. Ao final do capítulo, ela pede a Monk para que, se um dia ele tiver uma série de TV, que ele nunca mude o tema de abertura. Monk concorda e a música tema anterior é tocada nos créditos de encerramento do episódio.

Na sexta temporada, o rapper Snoop Dogg participa do seriado e acaba fazendo uma versão hip hop de It’s a Jungle Out There, com participação do próprio Monk nos vocais.

Mas não foi só o tema de abertura de Monk que passou por mudanças durante a exibição da série. Na metade da terceira temporada, Bitty Schram deixou o show. Ela havia sido premiada com o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz coadjuvante e pediu por um salário mais adequado que, obviamente, não foi repassado e deu no que deu.

Assim, entra a substituta de Schram, Traylor Howard (Natalie Teeger), trazendo uma dimensão diferente do que estávamos acostumados para uma assistente de Monk. Mas após algum tempo, Schram volta a aparecer na série, fazendo participação especial.

Sua personagem e a de Teeger são postas juntas em uma cela, acusadas de um crime que não cometeram. É claro que Monk o soluciona e as duas são liberadas, mas antes disso a relação entre as duas consegue finalmente trazer um encerramento ao papel de Schram, que pode seguir sua vida sabendo que Monk está em boas mãos. É válido dizer que Sharona voltou ainda para o encerramento da série, sabe como é, né? Clima de despedida!!!

Assim como Monk tem lá suas obsessões, os roteiristas da série também pareciam ter, afinal todo episódio começa com Mr. Monk… exceto um episódio da oitava temporada, que se chamava Happy Birthday, Mr. Monk. Mas isso é aceitável, afinal Monk tinha fobia a germes e, em um episódio, ele aparece apertando as mãos de três pessoas, dois brancos e um negro, para deixar claro que preconceito não estava entre suas neuras!

Os roteiristas curtiam sacanear o personagem, principalmente sua memória quase que infalível. No episódio Mr. Monk Goes Back to School, por exemplo, ele não consegue lembrar se uma cena de crime no topo de um prédio está em quarto ou quinto lugar em sua lista de ‘maiores medos’.

Tanto os personagens da série quanto sua estrutura básica foram inspiradas nas narrativas misteriosas envolvendo o personagem Sherlock Holmes. O próprio nome Adrian Monk (que contém 10 letras, número favorito de Monk) foi criado com a intenção de ser único, como era o de Holmes — Tudo bem que o nome de Sherlock não tem 10 letras, mas duvido que você conheça outro personagem chamado Adrian Monk ou Sherlock Holmes.

Alguns personagens da série correspondem aos da saga de Holmes, entre eles estão Sharona Fleming, em referência ao Dr. Watson, o Capitão Stottlemeyer, em referência ao Inspetor Lestrade, e Ambrose, irmão de Monk, em referência ao irmão de Holmes, chamado Mycroft Holmes.

Os personagens Leland Stottlemeyer e Lieutenant Randall Disher (que no piloto é chamado Randall Deacon) têm a mesma função para Monk que o Inspetor Lestrade tem em relação a Sherlock Holmes. Se você reparar, as duas letras iniciais dos nomes destes personagens formam o nome do Inspetor de Sherlock Holmes. Olha só: LE de Leland, ST de Stottlemeyer, RA de Randall e DE de Deacon: Lestrade!

São estes pequenos detalhes, visíveis apenas para Monk, que tornam esta série de oito temporadas tão especial! E você pode ter a temporada final na sua casa, basta provar que sabe tudo de Monk e ficar entre os primeiros do ranque em nosso quiz.

O que tá esperando, clica aqui pra começar a responder!!!

Sobre o Autor

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Confira o que achamos da versão ilustrada de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban em português.

Wanessa tá de clipe novo. E o clipe define o que "é ruim mas é bom".

The Handmaid's Tale voltou!!! O que rola de novo nesta temporada? Descubra mas SEM SPOILER!

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!