TV online: o que esperar em 2015?

TV on line

É realidade: a TV se rende a internet como forma de produção de conteúdo. Onde antes era terreno fértil para reprises e downloads, hoje é o local no qual espectadores vão em busca de conteúdo original, seja em canais do Youtube ou mesmo em serviços de streaming, cada vez mais populares.

E falar em popularidade de Netflix não é falar de uma realidade distante da brasileira: hoje o serviço mais popular da internet tem cerca de 2,1 milhões de assinantes no Brasil, e a tendência é só crescer. Sentir falta da TV convencional para quê? Se podemos assistir a uma temporada completa de uma série tão aguardada em um dia? O serviço, quando lança suas séries, lança todos os episódios e o espectadores escolhem quando ver. Definitivamente, acabou a ditadura do horário nobre na TV.

Assim, e de olho neste 53 milhões de assinantes que apenas o Netflix tem no mundo, a Nielsen, empresa mais que especializada em mensuração de audiência, anunciou que irá medir também o público destes serviços, mesmo Amazon e Netflix sendo contra a divulgação de números de audiência específicos de cada programa. E o número de programas não para de crescer.

Para 2015, o Amazon (que em 2014 nos brindou com a excepcional Transparent — e que terá nova temporada em 2015) trará mais 8 produções originais de séries, entre estreias e novas temporadas, e o Netflix ataca o público com 13 produções originais, como Orange is The New Black, Marco Polo e House of Cards, a responsável pela grande visibilidade do serviço nos prêmios Globo de Ouro e Emmy.

A mudança no comportamento do público obriga as emissoras a mudarem suas estratégias de mensuração de audiência também, levando em consideração agora o buzz (a audiência da internet), o Live+3 e Live+7 (que é o público que assiste os programas no gravador de DV-R) e o público dos serviços on demand das emissoras (HBO GO, Fox Play, CBS All Access, Watch ESPN, Globosat Play) e das operadoras (como Net Now, Sky On Line, DirectTV OD). Ufa, como medir, então, o impacto dos produtos e anunciantes com tanta opção para o público?

Este é o grande desafio que Nielsen, GFK e Ibope têm em 2015. E mudar a cabeça dos anunciantes também é preciso: o mercado precisa se atualizar e entender que um produto pode ser lucrativo de diversas formas, e não apenas atraindo um público específico (ou rating) para ser mantido no ar (dando lucro) ou não. Estamos em um período de transformação para as produções originais, para o público e para os anunciantes. Dois mil e quinze será, então, um ano de consolidação destas novas estratégias. Que o público e a qualidade das séries saiam ganhando.

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