TWD 2×13 — Beside the Dying Fire

“Isso não é mais uma democracia.” — Rick

Como superar um episódio que teve cara de fim de temporada quando um dos maiores acontecimentos da série se deu justamente antes do finale? Depois de uma notável e constante melhora nos episódios de The Walking Dead (mesmo que isso signifique personagens principais mortos), nada melhor para comemorar do que com um episódio bastante vistoso aos olhos.

Todos os zumbis que foram economizados durante essa temporada inteirinha resolveram aparecer logo no começo do episódio. Embora o motivo pelo qual eles tenham parado lá não seja lá muito plausível, não tem como não gostar daquela fazenda ter vindo abaixo com a invasão zumbi e a morte de dois personagens, mesmo que eles tenham sido meros coadjuvantes a temporada inteira.

Muitos ansiavam pela horda de zumbis e um banho de sangue. Só me pergunto por que personagens como T-dog e Carol ainda continuam vivos. Poderiam muito bem ter entrado na conta. Melhor ainda foi ver os personagens forçados a se separarem, chegando a se perder um do outro. O dinamismo das cenas foi instantâneo e trouxe vida para o episódio, que contrastou com a escassez de ação dos anteriores.

Não há mesmo muito que falar sobre o enredo. Finalmente, Rick admitiu o que todo o mundo já imaginava: todos estão infectados. Não era novidade nenhuma pra quem prestou atenção aos detalhes dos últimos episódios, mas o mais importante foi a exaltação de ânimos que a novidade provocou. Se tinha uma coisa que me irritava na série era a passividade dos personagens. Ninguém tem opinião ali naquele grupo?

Aliás, parece que Rick insinua querer ser macho agora que Lori não conseguiu digerir bem a morte de Shane, e ele percebeu a vagabunda com quem se casou. Mas, sinceramente, não vou ficar animado só porque ele resolveu latir um pouco neste season finale. A série já insinuou diversas outras coisas e o resultado foi sempre aquém do esperado.

Falando particularmente de Andrew Lincoln, o interprete de Rick, achei que sua atuação foi a pior de todas. Comecei a notar que ele costuma fazer os mesmos gestos pra tudo. Não importa em que estado emocional o personagem esta, a linguagem corporal continua a mesma.

Em contrapartida, Sarah Wayne Callies (Lori) se virou muito bem quando precisou mostrar desespero por não saber onde Carl estava no meio da confusão de zumbis. E já que estou dispensando elogios, gostaria de dizer que desde que aprendeu a atirar, Andrea se tornou muito mais útil e interessante.

Torci muito para que o grupo se separasse de vez, quando Rick disse que poderia ir embora quem quisesse ir. Já disse isso antes e direi de novo. A série só se beneficiaria com o grupo dividido e em locais diferentes. E o maior exemplo disso foi esse finale.

A cena mais surpreendente do episódio foi o surgimento da misteriosa espadachim que salvou Andrea. Quem conhece a HQ sabe que ela é importante, mas não vou citar nem o nome dela aqui na review. A cena se torna importante por nos fazer ansiar pela chegada da nova temporada, só pra vermos uma cara nova. Duas, na verdade, já que o Governador também foi confirmado. Gostei de me ver surpreendido com The Walking Dead, não lembro disso ter acontecido antes.

A cena final me dá muito que pensar. É provável que todos irão para a prisão de Alcatraz (brincadeira, galera!), mas será que teremos que engolir outra temporada com eles presos no mesmo lugar? Me revolta só de pensar na possibilidade.

A próxima temporada terá dezesseis episódios. Não é fácil admitir isso, mas sofremos com esses treze, que poderiam ser espremidos em seis ou sete, que benefício teríamos com mais três? Não imagino que as escorregadas que o enredo deu nessa temporada possam ser culpa dos cortes que a série sofreu, o que me preocupa muito. Afinal, porque assistir uma série que oscila tanto entre episódios bons e ruins?

E então, nos vemos em outubro?

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