TWD 3×04 — Killer Within

Boa noite, amor!” — Lori

A pessoa que observava Carol treinar os cortes nos zumbis finalmente foi revelada. Não era ninguém muito importante, mas conseguiu causar o maior prejuízo que o grupo de Rick teve desde… sempre.

Logo na primeira cena fica evidente que o grupo teria problemas com invasão dos mordedores na prisão. O que poderia não passar de apenas mais um ataque ao grupo acabou se tornando um grande marco na história da série, e levou vidas. E o bonito de tudo é que essas vidas foram tiradas em função de outras.

Longe dali, na cidade de Woodbury, o governador Philip (sim, esse tem um nome!), não tem sido muito convincente a Michonne. Ela desconfia pelo fato de soldados fugirem de zumbis, que são tão lentos. E com um jogo de palavras, ambos desconfiam um do outro, e é aí que pode estar o problema para Michonne. Merle quer ir à fazenda em Hershel em busca de seu irmão, Daryl, e a princípio não teve o apoio de Philip, mas com um pequeno apelo conseguiu não só convencer o governador, como também a sua guarda durante a viagem. Alguém acredita que a intenção de Philip seja boa? Eu particularmente, sim.

Embora o núcleo de Woodbury tenha tido pouco espaço no episódio, quase nada ali, exceto alguns detalhes, ficou fora do lugar, e nenhuma cena estava lá simplesmente por que eles precisavam aparecer. Tudo teve um “porquê” e algo subentendido. Realmente é necessário ler o livro The Walking Dead: a Ascenção do Governador para entender o que estou falando.

Philip e Andrea tiveram mais uma conversa à sós, mas desta vez teve direito a até flertes de Philip. O governador acabou soltando um pouco de si mesmo e um pouco de seu passado. Sua esposa morreu em um acidente 18 meses atrás, e hoje é apenas ele e sua filhinha. Mas se ele citou essa filha, por que Andrea não perguntou mais sobre ela? Onde está? Qual o nome? Idade? Se os roteiristas ainda não querem mencionar a filha de Philip, que não mencione então. Esse foi o único furo do episódio.

De volta à prisão, muito sangue estava sendo sacrificado. O ataque acabou dividindo o grupo em várias partes. T-Dog realmente ficou muito vulnerável, claro que alguma coisa aconteceria ali. Embora fosse inevitável que aconteceria um dia, a morte de T-Dog foi uma surpresa. E o cara sabendo que iria morrer, já que foi mordido, acabou ajudando Carol, servindo de iscas para os zumbis. No universo de The Walking Dead não é uma opção se apegar a personagens. Todos eles ali estão sujeitos a morte a qualquer instante. Você tem que começar a assistir o episódio preparado porque nunca se sabe o que pode acontecer ali. Esse episódio é mais uma prova disso.

Nesse episódio de The Walking Dead tudo foi levado ao extremo. Emoção, ação, aflição… E houve quem não conseguiu segurar as lágrimas. Esse com certeza foi o episódio mais triste da série desde o episódio 1×04 (Valtos, o episódio da morte de Amy, irmã de Andrea). Coisas muito inesperadas aconteceram, e que agradou uma boa parte dos fãs da série, mas decepcionou muito a outra parte. Eu não esperava e não desejava a morte de Lori. A personagem tinha forças o suficiente para chegar até o fim da série.

Julgada por muitos como uma péssima mãe e esposa, ironicamente, Lori morreu sacrificando-se por seu bebê. E ela não queria morrer. Ter optado por salvar Carl na segunda temporada, vomitar os remédios para o aborto e ter lutado até o seu último olhar a Rick, pela sobrevivência de seu casamento foram provas disso. E teve muitos fãs por aí que pensaram enquanto assistiam a cena: mas ela pode sobreviver, mesmo com os cortes. E desejaram que a personagem tivesse uma chace. É aí que entra a questão ética. Mesmo tratando de ficção, não é certo desejar a morte de ninguém, por que é sempre mais difícil quando está acontecendo. Mesmo que não seja realidade, Lori deixou seu marido e dois filhos.

Embora a morte dela tenha vindo muito cedo, os roteiristas souberam valorizar a personagem até o último segundo. Ela escolheu morrer para dar uma chance a sua filha, dando um tapa na cara da sociedade. Lori morreu por uma causa nobre, e não morreu na boca de um zumbi.

Mais uma vez a atuação do episódio foi impecável. Andrew Lincoln melhorou 100% em relação a temporada passada. A cena em que ele chora a morte da esposa emocionou muito. Sarah Wayne Callies, como sempre, mandou muito bem. E principalmente a atriz Lauren Cohan, que vive Maggie. Essa atriz conseguiu passar tudo o que precisava passar. A angustia que a personagem sentia ao segurar o bebê ficou evidente com suas contrações musculares. Maggie se encolhendo ao ficar diante de Rick foi simplesmente perfeito.

No geral, infelizmente, nesse episódio nos despedimos de dois personagens, e eis que surge perguntas: que impacto essa grande perda causará em Rick? Carl vai se sentir culpado por ter atirado na própria mãe? O que aconteceu com Carol? Os dois ex-presidiários se juntarão ao grupo dos sobreviventes?

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