TWD 3×05 — Say the Word

A boa notícia é que ela está saudável. E a má notícia é que teremos que alimentá-la com leite logo, se não ela irá morrer.” — Hershel

Se no episódio anterior nós tivemos uma das mortes mais chocantes de toda a série, a missão em Say the Word é saber conviver com as consequências da morte de Lori. Foi muito interessante observarmos como cada personagem da prisão reagiu às perdas da invasão dos errantes.

Uma vez que pensavam que estavam seguros, o grupo capitaneado por Rick nem de longe esperava perder T-Dog, Lori e Carol. T-Dog se sacrificou pelo grupo, e parece que o único que sente a falta dele é Glenn. Esse é outro que, se não ganhar uma função nesta temporada em breve, vai virar comida de zumbi.

O fato de Carl ter sido o responsável por atirar na cabeça da mãe mostra a maturidade precoce de uma criança em meio ao Apocalipse Zumbi. A perda da inocência com 10 anos de idade nós dá uma clara ideia de como será a criação e o desenvolvimento das novas crianças sob o novo cenário mundial: um planeta tomado por um vírus (?) que leva os infectados à vagarem infinitamente atrás de carne humana. Carl já entendeu isso. Ele é fruto deste meio, não conheceu a vida sem os errantes e está preparado para agir em qualquer situação.

Eu aposto que Rick quando deu aquela arma ao garoto não esperava que ele tivesse esta coragem tão cedo. Afinal, para Rick a pré-adolescência ainda é uma época de descoberta lenta, como era antes dos zumbis. Só que ele já se adaptou bem à situação atual e se mostra bem maduro, a ponto de ter uma atitude que, acredito eu, o próprio Rick hesitaria em ter, que foi matar Lori.

Como ele mesmo demonstrou pela reação pós-perda da esposa. Num desespero que nós ainda não havíamos visto, ele perde o controle e entra na prisão e descarrega toda sua fúria nos zumbis, matando diversos, como se essa atitude fosse aliviar a dor da perda de seu amor, ou mesmo fosse livrá-lo da culpa de ter tratado Lori mal desde a descoberta do caso dela com Shane. Essa atitude com certeza causou em Rick certo prazer por estar liberando o ódio que ele estava sentindo dele mesmo naquele momento.

Este lugar não é nada do que eles estão dizendo.” — Michonne

Já no oásis perfeito Colônia de Férias Vila Feliz, bem no meio do Apocalipse, Michonne, que não é boba nem nada, continua a desconfiar que a perfeição daquele lugar não seja necessariamente uma verdade. Após ver o próprio governador cuidando de um errante, ela se revolta, pega sua Hatori Sato (Alô Kill Bill!) e encontra um lugar onde os errantes são confinados e, com o mesmo prazer que Rick sentiu ao entrar na prisão para despejar sua fúria, mata uns zumbis por diversão. A expressão de prazer no rosto de Michonne denuncia: ela não mata os errantes apenas para se proteger, ela se sente bem ao fazer isso. E ela é boa nisso. É uma verdadeira ninja. Será? Quero conhecer ainda mais desta personagem, e não ver apenas esse bicho acuado tentando abrir os olhos de Andrea.

E não é que o lugar onde ele encontrou os zumbis é mesmo uma arena de luta, ao melhor estilo Gladiador? Nela, os moradores da Vila Feliz lutam entre si cercados por zumbis, e a “missão” é vencer outro companheiro na luta e não deixar ser pego pelos zumbis, que ficam rodeando os dois gladiadores presos por correntes. Tudo não passa de show. Como nos telequetes, que são shows de luta-livre ensaiados e onde tudo não passa de mentiras, os zumbis não tem dentes, não podem assim contaminar os gladiadores. O ser humano sempre se divertiu às custas da morte de sua própria espécie. Parece que voltamos à era dos imperadores romanos. Será que o objetivo do governador também não é ser comparado, no imaginário da sua população, a um imperador?

– Eles sabiam que íamos embora, é tudo uma encenação.” — Michonne
– Você está ouvindo o que está dizendo? Como sabe disso? E porque eles haveriam de se importar?” — Andrea

A decisão de Andrea de ficar na Vila Feliz para mim ainda é uma confusão. Ela sobrevivia do lado de fora na companhia de Michonne, mas agora ela tem a possibilidade de ter uma vida, com rotina e segurança (aparente) neste local. Eu juro que iria preferir viver dentro dos muros, e acho que a Andrea tomou a decisão certa. Como ela mesma disse, estava cansada de se esconder no mundo “lá fora” (Alô BBB!) e precisa deste tempo.

Uma pergunta de Michonne me intriga. E enquanto a mim? Será que ela tem algum sentimento amoroso por Andrea? Eu acredito que possa ter sim. Mas ela está vendo Andrea cada vez mais seduzida pela Vila Feliz e pelo governador.

Vamos ver, no decorrer da temporada, quais escolhas e decisões foram as mais acertadas. Acredito que para sobreviver no mundo atual, as decisões contam muito. Até o próximo!

PS: De repente… Hello, hello, baby, you called, I can’t hear a thing! Como assim o telefone da prisão toca? Uma certeza eu tenho: não era de nenhuma empresa brasileira, em pleno apocalipse um telefone funcionando?

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