TWD 5×03 — Four Walls and a Roof

Ou eram eles ou nós” — GRIMES, Rick

Ah The Walking Dead… tava indo tão bem! Mas porque levar as tramas secundárias como principais? Este processo de passagem, a morte lenta de alguém que foi mordido, nós já presenciamos várias vezes ao longo das 5 temporadas, e ainda fico na lembrança do primeiro, da irmã de Andrea, Amy, no quinto episódio da primeira temporada. Lá cabia esse velório que nos foi apresentado neste episódio, e por isso minhas reclamações.

Lógico que nem tudo está perdido. A despeito dos episódios que foram jogados fora na terceira e na quarta temporada, este trouxe uma certa união ao grupo de Rick no que diz respeito às posturas. Todos já estão calejados pela vida no mundo dos errantes, e isso faz com que as emoções humanas sejam diminuídas. Prevalece a Lei do Mais Forte, aquela que leva vantagem quem é o mais forte.

E não o mais forte fisicamente, mas o mais forte em preparação. Um grupo que tem duas crianças, um cientista, duas donas de casa e uma moça do campo nunca poderia ser considerado o mais forte, não fossem as experiências pelas quais esse grupo passou e se fortaleceu. Eles não creem mais nas primeiras impressões, e parte desta desconfiança é herdada de Woodbury e de Terminus. Não é qualquer um mais que dobra este grupo, não é mais em qualquer armadilha que eles caem.

AMC The Walking Dead 5x03 Four Walls and a Roof (Carlost.net)

Este aprendizado é latente ao ser humano ou mesmo animal. Na natureza, prevalece a lei da seleção natural de Charles Darwin, na qual os mais aptos àquele ambiente sobrevivem. Então, com o passar das temporadas, este grupo tornou-se especialista em adaptar-se, moldar-se, achar soluções para as adversidades. E mesmo separado, eles ainda se veem ligados pela atitude. Pelas ações e pelas decisões que eles são capazes de tomar.

Volto a decisão de Carol em matar Karen e David naquele momento. Ela teve seus motivos, e muito provavelmente acreditava que eles não sobreviveriam à febre que os assolava, ou mesmo já tinha morrido quando foram queimados por Carol. Este tipod e decisão faz parte do ou eles ou nós, como Rick deixou bem claro após matar os canibais. Para isso, Rick usou da mesma estratégia que o povo de Terminus usou: armadilha. Eles forjaram a saída da igreja e emboscaram Gareth e seu grupo de sedentos por carne humana. E Gareth, todos ali sabem o que é ter fome, mas nenhum pegou o caminho do canibalismo para saciar esta fome.

E Bob também armou uma armadilha para eles antes de morrer. Se comer carne humana para mim já é impensável, imagina comer carne em processo de putrefação? Em processo de zumbificação? Agora dá para entender o porque de Bob ter saído no meio da noite e estar chorando em seu Jardim das Oliveiras particular. Por terem ficado tanto tempo acomodados em Terminus, o grupo de Gareth perdeu o instinto de caça e sobrevivência, pois eles não foram submetidos às mesmas pressões que o grupo de Rick passou.

Por enquanto, temos o grupo de Rick como um dos mais adaptados às adversidades. Na corrida evolutiva predador-presa, há uma constante mudança nas estratégias de fuga ou caça que tornam os seres mais apto à sobrevivência, seja por fugirem ou por conseguirem seu alimento. Isso vale para os grupos que estão soltos no mundo pós-apocalíptico. Eles são as presas dos errantes que vem com força e mortais para cima dos vivos que ainda restam. Assim, quanto mais perto dos walkers, quanto mais atacados, mais aptos a fugir deles eles estão.

Lembro bem da diferenças gritante entre o contato com errantes na primeira e na segunda temporada com os encontros nas demais temporadas. Passando a euforia e o medo de ser mordido, nas últimas temporadas os vivos ponderam muito antes de entrar em confronto direto, e este somente acontece em casos extremos. Os vivos aprenderam que os errantes são mais lentos, ficam presos com facilidade e um golpe na cabeça os mata. Assim, não há mais desperdiço de balas, tiros dados no peito e nem mesmo o medo de usar facas e outros objetos que ultrapassem os ossos da cabeça. A adaptação dos grupos à situação é clara e está proporcionando a sobrevivência dos vivos.

Mas será que Washington é mesmo o destino ideal? Se não é o ideal, é uma meta. Os grupos vivem de metas, e não ter meta é andar sem rumo por este mundo novo, o que não é seguro. E Daryl, quem ele trouxe? Beth? Alguém do grupo que sequestrou Beth? O outro grupo é mais adaptado que Daryl e Carol e conseguiu dobrá-los?

vamos ver no próximo episódio, Slabtown promete o surgimento de um novo grupo dentro da série, que mais uma vez parece ser tranquilo mas que guarda seus segredos. Fiquem com a promo (com Beth também) e até semana que vem.

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