Tyrant 2×01 — Mark of Cain

Bassam permaneceria vivo. Mark of Cain se encarregou de mostrar como

Nunca teria coragem de falar isso na frente de meu irmão. Mesmo que ele não esteja aqui, mantenho a voz dele guardada na minha cabeça” — AL-FAYEED, Jamal.

Segundo a mitologia bíblica, após, por pura inveja, matar seu irmão, Abel, Caim foi condenado por Deus a vagar pelo mundo, longe do seio de sua família. Para impedir que alguém o matasse para puni-lo pelo fratricídio ou mesmo por engano, Deus o marcou. Quem o matasse, seria fortemente amaldiçoado pelo Todo Poderoso.

A marca foi também uma grande condenação. Afinal, Caim deveria viver com a certeza de que não seria morto, sendo obrigado a aguentar o peso da culpa por ter tirado a vida de seu irmão.

Tyrant segue a referência bíblica ao colocar o nome da season première da segunda temporada de Mark of Cain aludindo à temida marca do primeiro homicida da história. Jamal condenou seu irmão à morte por traição, mas falta-lhe a coragem necessária para executá-lo.

Tyrant 2x01

Desde que entrou no hiato, era sabido que Bassam não seria morto. Mesmo que o gancho tenha sido esse, o personagem é o protagonista da história e ainda teria toda uma segunda temporada pela frente. Ele não seria assassinado. O grande mistério é como isso se daria.

A resolução foi extremamente clichê. Mesmo quem não está acostumado a esses artifícios dramáticos, quando o prisioneiro chega com o rosto coberto por um capuz, fica a certeza que os condenados foram trocados. Os roteiristas poderiam ter investido em uma solução mais eficiente. Perceber logo de cara qual seria o estratagema prejudicou um pouco a emoção do momento.

Fica a expectativa para saber como Bassam irá sobreviver no deserto. Jamal, por mais carrasco que seja, ainda não criou coragem para eliminar o irmão que tanto ama. E não pode ser culpado por isso. Afinal, o retorno do Bassam causou profundas mudanças. O governante implacável tem pensado mais antes de agir.

O fato é que Bassam inspirou os cidadãos de Abbudin. Agora, com um mártir, eles sentem-se mais fortes para lutar pela liberdade do país. Ihab e Samira continuam arquitetando ataques terroristas, intensificando a tensão. Fauzi também deseja a liberdade, mas permanece na contramão da luta armada, preferindo o poder das palavras.

Jamal possui boas intenções para seu país, no entanto tenta conduzir tudo isso com punhos de aço. Os acordos comerciais firmados com a China e a expansão cultural com direito a peças nativas serem expostas no Louvre, são uma prova disso. O problema são as pessoas que o cercam. Leila é passional demais e age impulsivamente. O General Tariq almeja o poder acima de tudo. Resta poucas boas influências.

Tyrant teve um retorno morno. Para quem esperava um episódio eletrizante, teve que se contentar com algo mais frio. Típico das partidas de xadrez.

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