Tyrant 2×07 — The Awful Grace of God

A geração que era a esperança do futuro condenada em The awful grace of God

Palavras não importam mais” — NADAL, Samira.

Onde você quer estar daqui a dez anos? Geralmente, vez por outra, essa pergunta é feita. A resposta usual envolve uma significativa melhoria na vida e, quem sabe, talvez até algum sucesso. Seja por méritos, seja pelos estudos, em dez anos, a maioria espera estar melhor do que hoje.

Gerações dedicam-se aos estudos na esperança de que poderão mudar alguma coisa. O mundo ao redor precisa de pessoas que realmente acreditam na mudança. No entanto, os anos passam, as coisas não mudam. E, em muitos casos, acabam piorando. Sendo assim, para que lutar? De que adiantar brigar?

The awful grace of God lidou com a perda da esperança, o fim dos sonhos de que o futuro poderia ser diferente. E a maneira que usou para abordar isso foi a mais trágica possível. Afinal, no fim das contas, a morte de um sonho é, de fato, uma tragédia.

The Awful Grace of God

Samira era uma personagem que ansiava por um mundo melhor. Todo seu monólogo emocionado sobre ser uma menina estudiosa e acreditar na mudança foi um dos momentos mais honestos e mais atuais. Decidir até que ponto é ideologia e até que ponto é dar murros em ponta de faca.

Ela não quis esperar os caminhos usuais. Desejou partir para o combate e isso foi sua ruína. O mais aterrador é saber que encontrou a morte pelas mãos do melhor amigo de seu pai. Bassam promete a ela que fará o sonho se concretizar, mas como pode prometer isso se nem mesmo ele garante que sobreviverá?

Outro sonho que chegou ao fim foi o filho de Nusrat. Nunca se saberá se o bebê era ou não de Jamal, mas foi mais interessante Nusrat não conviver com isso. Ahmed ama sua esposa e decidiu estar ao lado dela. A morte do bebê é extremamente metafórica. Como trazer uma nova vida à um mundo tão caótico quanto este?

O sonho de Sammy encontrar-se com Abdul também não teve um final feliz. Abdul acabou sendo morto pelo califado que tomou conta de Ma’an. Nem todo o dinheiro que conseguiu encarando seu tio frente a frente foi suficiente. Porém, a morte de Abdul poderá colocá-lo frente a frente com seu pai, que agora comanda um grupo capaz de atacar tanto o califado quando Jamal.

Rami Said provou que não brinca em serviço. Mal assumiu o comando e já emitiu um ataque certeiro contra Ma’an. O problema é que ele, apesar de competente, assumiu o lugar errado da luta. Até mesmo Molly que poderia ter algum tipo de final feliz nos braços do advogado, está entrando em uma trama que lhe causará muita tristeza.

Parece que em Tyrant não é permitido ser feliz. Parece que no mundo, ser feliz é uma passagem sem volta para a tristeza.

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