Tyrant 2×12 — Pax Abbudin (season finale)

Em Pax Abbudin, a promessa de paz parece, finalmente, se concretizar

[…] ninguém sozinho vale mais do que todos nós juntos” — AL-FAYEED, Bassam.

Exigir que alguém mude é uma das tarefas mais árduas e mais inúteis da existência humana. Poucos conseguem efetuar uma verdadeira transformação em prol de outra. No máximo, conseguem pequenas modificações no caráter por conta de si mesmas.

A tão sonhada paz havia tido um prenúncio logo no título do episódio: Pax Abbudin. O tempo todo, os roteiristas trabalharam muito bem a questão de conduzir a saída de Jamal e a entrada de um novo e democrático poder no país.

O povo clamava pela ascensão de Bassam. E o discurso que ele proferiu foi uma das coisas mais poéticas de Tyrant. Ali, não era Bassam falando para os habitantes de Abbudin. Ali eram os roteiristas transmitindo seu recado ao mundo.

Pax Abbudin

O episódio todo foi bem season finale mesmo. Muitos arcos sendo encerrados e de maneira bastante crível. Esse é um dos grandes acertos de Tyrant. Poucas pontas foram deixadas soltas para uma próxima temporada. Tudo o que foi proposto, foi conduzido e encerrado de maneira satisfatória.

A condução dos sentimentos de Daliyah por Bassam não foi leviana. Tudo dotado de bastante delicadeza e sensibilidade. Por mais estranho que pareça, era um casal que tinha tudo para dar certo. Porém, a família sempre falou mais alto no coração de Bassam. E foi justamente esse o caminho escolhido por ele, em outra cena belíssima.

Aliás, o episódio todo foi recheado de boas cenas. O reencontro entre os dois irmãos Al-Fayeed, a conversa honesta entre Molly e Sammy, as promessas de Ahmed para Nusrat, as artimanhas de Leila. Os diálogos bem escritos e bem conduzidos.

Restava apenas a tão almejada paz ser instalada e o povo comemorar a aurora da democracia. Mas Jamal não muda; ele é turrão, teimoso. O espectador sabe disso. Ao fazer o discurso da renúncia, tudo parecia bom demais para ser verdade. Elogios para Ashraf Barhom que fez de seu Jamal alguém odioso e complexo.

Os tiros que recebeu foi a grande vingança de Nusrat pelo estupro sofrido na primeira temporada. E era também a vingança do espectador diante de alguém neurótico, paranoico, capaz de colocar suas sandices à frente de todo bom senso. Ainda é cedo para afirmar que Jamal tenha morrido no atentado, mas isso poderá fazê-lo ainda pior do que já é.

Tyrant encerrou sua segunda temporada de maneira digna e instigante. Não enrolou e conseguiu entregar uma história densa e cativante. Só atiça a curiosidade para descobrir os rumos que tomará na terceira temporada. Agora é aguardar.

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