Tyrant 3×03 — The Dead and the Living

O que aconteceu em The Dead and the Living é para chocar qualquer um.

Não há Deus senão Deus” — RASHID, Ihab.

De acordo com a lei de Deus, prescrita tanto na Bíblia quanto no Alcorão, os filhos acabam sendo culpados pelos erros dos pais. Naquela época, se o pai fizesse algum mal, a punição acabaria se resvalando em seus filhos. Nos dias de hoje, a maneira que o pai cria um filho acaba recaindo sobre o rebento. Nada fica impune.

O espectador não estava preparado para os eventos ocorridos em The Dead and the Living. O terceiro episódio de Tyrant pega carona nos atuais eventos envolvendo o avanço do Estado Islâmico e entrega um dos mais chocantes desenvolvimentos da série até aqui.

O resgate de Emma movimentou toda a trama. O plano muito bem engendrado pelo coronel americano em parceria com as forças armadas de Abudin era perfeito. Todo o auxílio da tecnologia e da inteligência americana parecia ser o caminho ideal para trazer a filha de Bassam.

No entanto, desde o início ficou claro que muitos em Abudin não veem Bassam com bons olhos. Para ele, o presidente não é um deles; trata-se de um americano se apossando de uma terra que não pertence a ele. Isso é evidente quando Halima discursa a favor da libertação de Emma e algumas pessoas jogam fezes nela.

Em outra cena extremamente emblemática e que já indicava o destino de Emma é quando a jovem observa Ihab e seus homens orando a Alá. O que acontece a seguir é um dos diálogos mais inspirados da série, no qual Emma questiona a fé e o papel de Deus na vida daqueles homens dispostos às maiores atrocidades. Como Deus poderia apoiar tamanha barbárie?

Tudo isso evidenciou que o destino de Emma estava selado. O cerco contra o carro de Ihab apenas serviu para transformar o desfecho ainda mais dramático. Demonstrando um sangue frio terrível, Ihab tira a vida de Emma cravando-lhe uma faca no abdômen diante das câmeras, de um Bassam impotente, de uma Molly devastada. A cena mais nauseante e revoltante de Tyrant.

Excelentemente bem orquestrada, a morte de Emma marca um ponto para a série. Roteiro, fotografia, posicionamento das câmeras, trilha sonora, atuação. Tudo muito bem feito para entregar esse momento tão perturbador.

Diante disso, todo o restante perdeu a importância. O beijo de Sammy em seu professor mesmo foi abafado. Isso ainda poderá render.

Agora, o aspecto negativo foi terem colocado a morte de Jamal como um evento secundário. Tudo bem que isso mostra que só é relevante quem está no poder, mas Jamal merecia um evento mais isolado. Ainda mais por ter encontrado seu fim nas mãos do próprio filho Ahmed, que descobriu o estupro de Nusrat por parte do pai.

Tyrant conseguiu pegar todos desprevenidos e, com mais esta baixa, deixa a certeza que ninguém no elenco está salvo. Fiquem com as cenas do próximo episódio.

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