Uma nova era para os super-heróis?

A renovação de Legion nos faz pensar onde a FOX quer chegar com os X-Men.

Vamos encarar os fatos: as poderosas máquinas de fazer super-heróis começaram a se tornar obsoletas. Até o ano passado, o que foi lançado para cinema e TV pelas duas grandes marcas do gênero entraram numa fórmula — ou são sombrios e cheios de suspenses infundados; ou cheios de luz e sem grandes efeitos. No meio disso, a franquia X-Men não se encaixa nem em um, nem em outro (e ao mesmo tempo nos dois). Uma série crise de identidade.

No ano passado, por exemplo, dois dos filmes que se alinham aos X-Men — Deadpool e X-Men: Apocalipse — tiveram alcances diferentes. Enquanto um faturou prêmios, o outro acabou gerando uma incerteza sobre o futuro da série. A FOX estabeleceu este parâmetro para o gênero dos super-heróis, o da experimentação ao invés da continuidade e consistência.

É chegada a hora de renascer das cinzas

Eis que os X-Men chegam à TV com uma obra impressionista e confusa gerada por Noah Hawley, fora de qualquer ligação com o cinema, embora compartilhe do DNA dos quadrinhos, como outros produtos da FOX. Legion acabou de ganhar sua segunda temporada, na esteira do sucesso de Logan, um filme distópico e extremamente humanista, que foge de qualquer regra vista até aqui. Embora ainda seja um estúdio com impacto moderado (se comparado com Sony, Marvel e DC/Warner), têm se arriscado — e é constantemente recompensado por isso.

O futuro, porém, é incerto. A saída de Tim Miller de Deadpool 2 pode significar mudanças drásticas; X-Force, Novos Mutantes e o próximo filme da saga X-Men podem ser tão monótonos quanto Apocalipse; uma nova série para TV aberta vem sendo desenvolvida por Matt Nix, que não tem o mesmo calibre de Noah Hawley. Quando se trata dos mutantes do Professor Xavier, a incerteza é o que nos fará voltar para mais um episódio, ou comprar um ingresso para o próximo lançamento.

No entanto, a premissa aqui é mutação: tal qual a Mística, esta é uma franquia que só vive se estiver sempre em profundas mudanças. Nas mãos de Lauren Shuler Donner e Simon Kinberg, espere cada vez mais atitudes ousadas e novas visões, afinal a melhor fórmula é não ter fórmula alguma.

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