Vencedores e Injustiçados: O que achamos do Emmy 2015

Confira quem ganhou, quem deveria ter ganhado e os melhores momentos do Emmy 2015.

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Em uma edição divertida, na qual Donald Trump era a melhor piada, a Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas distribuiu Emmys com certa parcimônia. A lista completa de vencedores você confere aqui.

Ganhou quem ainda não tinha garantido o seu. Em alguns casos foi justo e quase gritamos “Até que enfim!”. Mas só algumas vezes.

Confira o que rolou nas principais categorias.

Melhor Atriz Coadjuvante — Comédia

Levou Allison Janney, por Mom. Não negamos a excelência da atriz, e se analisarmos o currículo, ela é realmente a mais forte do time. Mas digamos que comédia não seja seu forte. Enquanto isso, Jane Krakowski, de Unbreakable Kimmy Schmidt, ficou de mãos abanando. Essa sim é uma diva da comédia. Esqueça o óbvio: já passou a époda de Modern Family e The Big bang Theory.

Melhor Ator Coadjuvante — Comédia

Tony Hale era um dos favoritos e é indiscutivelmente incrível na comédia. O prêmio foi justo. Mas se pudéssemos escolher outra pessoa, o vencedor seria Tituss Burgess, de Unbreakable Kimmy Schmidt. Mais uma vez, quem se importa com The Big Bang Theory?

Melhor Ator — Comédia

Outro prêmio merecido foi de Jeffrey Tambor. Excelente em comédia, nunca levou por Arrested Development. Parece que este Emmy veio para consagrar sua carreira com um papel tão importante quanto o que carrega em Transparent. O discurso foi de arrepiar. Ninguém, além dele, merecia este prêmio.

Melhor Atriz — Comédia

Aqui tínhamos espaço para novidade. Edie Falco brilhou com sua Nurse Jackie e já ganhou diversos prêmios. O mesmo com Julia Loius-Dreyfus por sua Selina em Veep. Mas foi ela que ganhou este ano. E quando digo que havia espaço para novidade, nem precisava ser uma Amy Schumer. Poderia ser a nova empreitada de Lily Tomlin, por Grace & Frankie. Ou até mesmo a ex-Friends Lisa Kudrow, pela a irresistível The Comeback.

Melhor Reality Show de Competição

A lista de indicados confirma: falta novidade na categoria reality show. Mas se é para premiar o que já premiamos, a impressão é que a academia precisa assistir a The Amazing Race e a Survivor, que nem foi indicada. A vencedora The Voice seria uma bela segunda (ou terceira) opção. Produção fácil, se comparada com algumas outras indicadas.

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Filme

Não há mais o que Sarah Paulson possa fazer para ganhar um Emmy. Ela já teve duas cabeças na temporada Freak Show de American Horror Story, e o prêmio ainda não foi para as mãos dela! Nem mesmo com três indicadas AHS conseguiu levar essa. E Regina King merecia!

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Filme

Novamente American Horror Story tinha vantagens. Nem Denis O’Hare, nem Finn Wittrock, foram páreos para o bom trabalho de Bill Murray, por Olive Kitteridge. Uma pena ele não ter ido pessoalmente retirar o prêmio.

Melhor Atriz em Série Limitada ou Filme

Uma categoria concorrida e com belos trabalhos. Prevaleceu a experiência. Tanto da atriz Frances McDormand, por Olive Kitteridge, quanto da HBO — que marca presença nesta categoria.

Melhor Ator em Série Limitada ou Filme

Adrien Brody fez mágica com seu Houdini, mas os votantes do Emmy estavam hipnotizados por Olive Kitteridge. O prêmio naturalmente foi para Richard Jenkins, que nos orgulha desde Six Feet Under.

Melhor Série Limitada

Com os prêmios de melhor ator, atriz e ator coadjuvante, Olive Kitteridge tinha obrigação de ganhar. E ganhou. Freak Show foi uma das melhores temporada da antologia American Horror Story, mas não era para ser.

Melhor Atriz Coadjuvante — Drama

Uzo Aduba emocionou. Ganhando dois anos consecutivos, foi a primeira atriz a levar Emmys de comédia e drama com a mesma personagem. Suas concorrentes mais fortes eram Joanne Froggatt, de Downton Abbey, Christina Hendricks de Mad Men e Christine Baranski de The Good Wife. Não ficaríamos chateados se alguma delas tivessem ganhado. Mas Uzo no palco: foi merecido.

Melhor Ator Coadjuvante — Drama

Peter Dinklage é um ótimo ator. Mas enfrentou concorrentes com belíssimos trabalhos, como Jonathan Banks em Better Call Saul, Michael Kelly de House of Cards e Alan Cumming de The Good Wife. Novamente: qualquer um dos três apresentou um trabalho muito mais interessante. Ainda mais se julgarmos o que foi mostrado na temporada mais recente de suas séries.

Mas o grande vencedor deveria ser Ben Mendelsohn por Bloodline. Ninguém trabalhou nuances como ele.

Melhor Ator — Drama

Jon Hamm finalmente se consagrou por seu Mad Men. O ator já acumulava 13 indicações ao Emmys em diversas categorias, provando sua versatilidade. Enfrentou grandes atores, como Kyle Chandler por Bloodline, Jeff Daniels por The Newsroom e Kevin Spacey por House of Cards.

Melhor Atriz — Drama

Viola, a vencedora por How To get Away With Murder, era a favorita e se consagrou com um discurso lindíssimo. Sua premiação foi icônica e realmente importante. Já era hora de uma atriz negra ganhar este prêmio.

Mas, se analisarmos o real mérito de boa atriz, Elisabeth Moss entregou muito mais em Mad Men. Robin Wright carregou House of Cards nas costas. E o que dizer de Tatiana Maslany? Carismática, poderia ser considerada a encarnação da versatilidade.

Melhor Série de Comédia

Tinha série muito boa indicada, e séries que apenas preenchiam espaços. Veep não preenchia espaço. Ganhou, mas a melhor continua sendo Transparent. Parks and Recreation tinha o apelo da temporada final e Unbreakable Kimmy Schmidt, o frescor da novidade. Os votantes foram no garantido.

Melhor Série Dramática

Mas a grande surpresa ficou com Game of Thrones. A excelente série da HBO sempre concorre, mas nunca leva. Já teve temporada melhor e batia de frente com a última temporada de Mad Men — grande favorita. Foi surpreendente, mas não da melhor maneira. Isso teria acontecido se Orange Is The New Black ganhasse.

O que você achou desta edição do Emmy? Deixe seu comentário.

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