Vikings 3×07 — Paris

Em Paris, a morte de Athelstan pode ter mudado o rumo da história de Vikings.

Eu não tenho amigos. É melhor dessa forma.” — ECBERT

Uma coisa é certa: diferente da história real, Athelstan foi assassinado e isso se tornou um acontecimento importantíssimo nessa temporada e na trama toda de Vikings. E aí você perguntará: por quê? Porque a morte dele transformou Ragnar.

Sem muitas emoções, Paris marca a chegada dos vikings à França, que claramente já ouviu falar da fama dos pagãos. Mas, diferente do líder da região, Carlos III (ou Carlos, o Simples, neto de Carlos Magno), sua filha (princesa Gisla) e seu principal homem (Conde Odo) não demonstram muito temor quando o assunto são os nórdicos.

Aliás, Gisla parece ser mais uma mulher forte chegando para a trama. Pelo pouco que vimos dela em Paris, a jovem se mostrou espirituosa e inovadora para seu tempo, já que é uma recusadora profissional de propostas de casamento. Sem muitos spoilers, mas seria bem interessante para a personagem e para a trama se a ficção copiasse a história e a fizesse se apaixonar por um viking.

O desembarque em Paris pode ser a oportunidade que Ragnar queria de colocar Floki à prova e tentar tirar dele a verdade sobre a morte de Athelstan — nem que ela seja revelada de forma subjetiva. Isso porque o líder se “auto-destrona” e deixa Floki na coordenação da operação, e isso tem bem cara de armação do Ragnar.

Floki teve a uma ideia para a invasão e ele, que frequentemente tem dificuldade de enxergar as coisas com clareza, acredita essa boa onda em sua vida é um agradecimento dos deuses pelo sacrifício de Athelstan. Já Helga vê as coisas de outro ângulo e a relação dos dois, que já vem se abalando há algum tempo, fica ainda menos estável com a revelação do assassinato do ex-sacerdote.

Falando em relacionamentos na corda bamba, Bjorn e Torvi parecem estar se entendendo melhor e isso pode gerar ainda mais problemas com Erlendur — uma pessoa que, definitivamente, não é flor que se cheire e com quem ninguém quer criar um ressentimento. Enquanto vemos Bjorn repetir os caminhos amorosos do pai, Porunn está bastante desequilibrada em Kattegat: ela quer, a todo custo, que Aslaug crie Siggy e “a transforme em uma viking”. Tomara que ela retome as rédeas da própria vida, porque tudo soa como reflexo do trauma sofrido anteriormente.

Apesar da inserção de Paris na trama, as questões entre Mércia e Wessex não foram esquecidas. Ecbert está fazendo movimentações e quer derrubar Aelle, pai de Judith, mas também promete mundos e fundos para a jovem e deixa o espectador de boca aberta ao beijar a moça. Ao mesmo tempo, Ecbert envia o filho para resolver os conflitos em Mércia e a atitude parece como uma junção do útil ao agradável: administrar as relações políticas enquanto mantém Aethelwulf longe? É um cenário perfeito! E aqui vale um adendo de como Ecbert ateneu as expectativas e soube crescer e tomar forma ao longo da temporada, ele consegue retratar em um único personagem todas as contradições que as lideranças cristãs pregavam e viviam naquela época.

O grande trunfo do episódio fica por conta dos minutos finais, nos quais vemos uma verdadeira bomba ser jogada na trama: Cwenthryth apresenta a Aethelwulf (ah, esses nomes…) Magnus, filho dela com Ragnar! Todo mundo foi pego de surpresa com essa novidade, mas o fato é que agora a princesa terá muito mais articulação política e a gente fica na torcida para que o desagradável do Aethelwulf não pense em usar essa informação de forma estratégica.

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