Weeds: Até a última ponta!

Poucas séries conseguem se reinventar e acho que não é mais cedo para dizer que Weeds se mostrou uma delas. Até a terceira temporada, a série era uma maravilha. Quarto e quinto anos foram de pura crise, mas o sexto veio para mostrar que Nancy Botwin ainda é a dona da bola… Ou do bolado?

É por isso que hoje a coluna Melhor e Pior de fala sobre este programa da Showtime, que sem dúvida traz exemplos positivos e negativos.

Ganchos

Até os piores anos da série contaram com bons ganchos para seus season finales e esse do Shane #DexterFeelings reforça. E não é só ao final de uma temporada que Jenji Kohan lança bons cliffhangers, ela segue a risca a linguagem de um bom seriado.

Ao final de cada episódio, você vai ficar curioso. Alguns exemplos: Nancy descobre que seu namorado é do DEA, policiais a barram na rua com uma sacola de maconha, Nancy descobre um túnel debaixo de ‘sua loja’, Esteban descobre que Nancy está grávida… E por aí vai, tudo bem costurado.

Elenco

Mary-Louise Parker, Justin Kirk, Elizabeth Parkins e ‘grande pequeno elenco’ mostram que não é de astros de Hollywood que um bom seriado é feito. A combinação ‘bom roteiro com bons atores’ ainda é uma fórmula eficaz.

Alguns destes nomes já foram indicados e ganharam prêmios importantes, como é o caso da própria Mary-Louise, que ganhou o Emmy de atriz coadjuvante por Angels In American (vale ver!). Também levou por Weeds, prêmio de melhor atriz (2004). Em 2005, ganhou no Satelitte Awards (What?!).

Tanto Parkin quanto Perkins eram praticamente cadeiras cativas nas grandes premiações. Quem vê a série, sabe bem o motivo. Apesar de não ser uma série de comédia escrachada, o humor que apela para situações tensas consegue trazer ótimas frases bizarras. E a gente ri muito.

Fuga

Pode-se dizer que Weeds é uma série de tensão e escape. Já elogiei os ganchos, mas vale dizer que as fugas do seriado são icônicas. O próprio mote da série é uma fuga: a mãe de classe média que para fugir dos problemas acaba se envolvendo com o tráfico de drogas.

Daí, temos a fuga de Agrestic, com a cidade inteira pegando fogo enquanto Nancy sai com seu biciclo motorizado. Depois temos a fuga para o México, onde a série descamba e a fuga do México, quando a série melhora. Agora temos a fuga de Seatle, que ainda está rendendo cenas inesquecíveis, como a de Andy cruzando seu xixi com o filho de Nancy, uma conexão quase espiritual!

México

Quando Nancy encerra a terceira temporada fugindo de Agrestic, as expectativas eram as melhores. Quando a quarta temporada começou, a coisa não vingou e tudo ficou nítido desde o início. No marasmo de uma cidade litorânea dos EUA, Nancy acabou se envolvendo com os peixes grandes do tráfico, afinal ela tem um imã natural para isso.

O plot todo foi repetitivo e sem graça, com a protagonista presa a um político as vésperas da eleição. Isso ferrou a série, que sempre foi sobre correr e se esconder. Nancy acabou caindo nos braços (e colo) de Esteban e tudo virou um joguete político.

Parece que os roteiristas estão reparando os erros e investindo nas boas e velhas sacadas do roteiro, que se ampliam com apoio das leis de Murphy. Se algo pode dar errado, vai dar errado. Como Nancy escapa dali? Isso é incrível e você verá no próximo episódio.

Abertura

Quem viu o começo de Weeds e não cantava Little Boxes quando a vinheta começava? A crítica já começava ali. Daí os caras da série inventam de ser ‘criativos’ e colocam a cada semana uma versão diferente da música.

Depois, nem isso, entra aquela moda de vinheta curta com situações supostamente engraçadinhas. Mostra-se o nome da série e do criador dela. Eu preferia com musiquinha…

Participações Especiais

Alanis Morissette, Mary-Kate Olsen e outros nomes conhecidos passaram pela a série. Fizeram algo de importante ou válido? Não muito… Uma namorou Andy, outra foi affair de Silas. Nada acrescentaram — e olha que sou fã da Alanis!

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