13 Horas — Os Soldados Secretos de Benghazi

13 horas: Diretor de Transformers revive ataque terrorista contra os EUA na Líbia e o resultado é um filme eletrizante.

Cartaz_13 Horas Os soldados secretos de Benghazi 2016

Michael Bay, o homem por trás da franquia Transformers , entrega seu melhor filme em anos. Exagero? Possivelmente, afinal a série de filmes Transformers já conta com 4 longas, todos com rendas exorbitantes ao redor do mundo e um quinto filme a caminho. E ele ainda tem no currículo sucessos como Armaggedon, A Rocha e Bad Boys.

Estava na hora então de um filme que o elevasse a um outro patamar, ainda que este seja exatamente recheado de ação como a grande maioria de sua filmografia.

Aqui ele chama para si a responsabilidade de levar as telas o livro homônimo do escritor Mitchell Zuckoff, best-seller, que relata com clareza o episodio verídico ocorrido em 11 de setembro de 2012, quando terroristas atacaram o Complexo de Missão Especial do Departamento de Estado e o Anexo — base oculta da CIA na cidade de Benghazi, na Líbia.

O episódio ficou mundialmente conhecido e um tanto mal explicado, o que mudou com o surgimento do livro, reconhecido pela crítica como um convincente e preciso relato da tragédia, colocando seis soldados norte-americanos como os verdadeiros heróis.

Era somente uma questão de tempo até uma adaptação para o cinema da história real de um pequeno grupo de soldados que bravamente defenderam uma base americana em solo estrangeiro e bastante hostil.

Nas mãos de um cineasta mais habilidoso, ou um roteirista experiente, o filme poderia facilmente ter a magnitude de Guerra ao Terror (2008), o dinamismo de um Argo (2012) ou mesmo a eficácia de um Sniper Americano(2014), filmes de guerra contemporâneos. Mas estamos falando de Michael Bay, que faz muito bem o que sabe, uma espécie de zona de conforto do cineasta, e entrega um espetáculo visual e técnico que são pontos fortes em seus filmes. E aqui não é diferente.

Director Michael Bay on the set of 13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi from Paramount Pictures and 3 Arts Entertainment / Bay Films in theatres January 15, 2016.

O que muda em relação aos seus filmes anteriores é o tratamento as circunstâncias em que se desenvolve a trama e a dimensão que atinge, especialmente por ter como pano de fundo fatos reais. Como em Pearl Harbor (2001) também de Bay, a historia verídica vem embalada em pura ação e adrenalina, porém em 13 horas percebe-se um cuidado extra em apresentar o caso com alguma sobriedade e cautela com lugares e pessoas, sem deixar de lado o fator primordial de seus filmes, a aventura.

O patriotismo americano é mais uma vez perceptível no filme, afinal os fatos apresentados marcam um estreitamento das relações diplomáticas entre Líbia e Estados Unidos e o início de um período negro a um país que se viu livre de um grande ditador, mas vulnerável a grupos terroristas que buscavam assumir o poder. É notável o esforço em situar a platéia quanto ao momento histórico, com seus desdobramentos e situações limite.

Com um elenco predominantemente masculino, 13 horas nos coloca no centro da ação que levou um grupo enxuto de combatentes a salvar trabalhadores da CIA , frente a um verdadeiro exército de terroristas mal treinados e muito bem armados. A novidade aqui fica por conta da tensão que Bay confere a um filme que cumpre suas promessas: informa e diverte sem abusar da inteligência do público.

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