A fascinante viagem no tempo continua em Outlander — A libélula no âmbar

A Libélula no Âmbar é o segundo livro da série Outlander. A única coisa que podemos dizer que é previsível neste livro é que ele é tão bom quanto o primeiro.

Sangue do meu sangue e ossos dos meus ossos.Você me carrega dentro de você, Claire, e não pode me abandonar, não importa o que aconteça. Você é minha, para sempre, quer queira ou não, quer me ame ou não. Minha, e eu não a deixarei partir.” FRASER, Jamie

O livro já começa nos dando um tiro bem na testa, um susto por assim dizer. Vinte anos se passaram, Claire teve que atravessar as pedras mágicas de Craigh na Dun, de volta para Frank Randall.

Entendam, ela volta para o futuro, mas não volta sozinha, na barriga ela carrega a filha de Jamie. Com vinte anos de idade Brianna é uma linda ruiva, tão alta quanto o pai, que ela não conhece. Ela não tem nada parecido com o único homem que ela conheceu como seu pai, Frank, que a criou como sua, desde que Claire voltou da Escócia de 1744.

Claire cria Brianna junto a Frank nos Estados Unidos por vinte anos, sem ao menos voltar às Terras Altas. Mas agora Frank se foi e ela resolveu por fim voltar a Inverness para descobrir o que aconteceu depois que ela saiu do passado e deixou Jamie, o grande amor de sua vida e o pai de sua filha.

Ela leva consigo uma lista de nomes, homens que ela conhecia dos clãs Mackenzie e Fraser. Ela precisa saber o que aconteceu com eles, mesmo depois de tantos anos. Eles morreram na sangrenta batalha de Culloden? Ou conseguiram se salvar? Mas a verdade mais crua de todas é que ela quer contar a filha quem realmente é seu pai, ela precisa falar tudo o que lhe aconteceu, contar sobre Craigh Na Dun e sua magia e sobre Jamie Fraser.

Então, ela vai à casa do reverendo Reginald Wakefield, um antigo amigo de Frank, ambos eram apaixonados por história e o passado dos clãs escoceses. Embora tenha falecido, o reverendo deixou um herdeiro, Roger Wakefield, ele tinha em mãos todos os documentos e papéis que o falecido tinha amealhado no decorrer dos anos, era muita coisa, e Claire queria também a ajuda de Roger para ter notícias de Jamie.

Bom, Claire encontra o rapaz, apresenta Brianna a ele e logo surge um clima afetuoso entre ele e a moça, mas romances a parte, o que interessa é que Claire pede ajuda de Roger para verificar o que aconteceu com os homens de sua lista. E logo estão visitando vários locais da Escócia onde tudo se passou, mas ela enfatiza para Roger que ele nunca leve Brianna a Craigh Na Dun, por motivos óbvios. (Pelo menos ao meu entender!)

Mas quando chegam a St. Kilda as coisas tomam um rumo diferente. Ao visitar o cemitério que fica ao lado da igrejinha, Claire vê um túmulo que faz seu coração parar por segundos. Na lápide está escrito: JAMES ALEXANDER MALCOLM MACKENZIE FRASER — Amado esposo de Claire. (Essa leitora confessa que chorou e sentiu o seu coração parar um segundo).

– Sim, eu o conheci — repetiu ela, tão baixo que Roger mal conseguiu ouvi-la.
 — Eu sou Claire. Ele foi meu marido. — ergueu os olhos, fitando diretamente o rosto de sua filha, branco e perplexo acima do seu.
– E seu pai — concluiu.” FRASER, Claire

Daí Claire começa a contar sobre sua história. Estamos de volta em 1744 e Jamie e Claire estão na França. Com o conhecimento de Claire do futuro e com Jamie confiando nela, eles estão na França numa missão. O que eles querem é parar Charles Edward Stuart, para que ele não leve a cabo a revolta Jacobita de 1745. Como Claire sabe que isso vai acabar numa perda de vidas devastadora, eles decidem interferir para que a Batalha de Culloden não aconteça.

A única coisa é que desde que Jamie é escocês ele está indo contra o desejo da maioria do seu povo, se ele não ajudar Charles Edward Stuart será considerado um traidor pelos seus e pelo rei inglês. Então, ele tem que pisar em ovos para tentar alcançar seus planos verdadeiros ao mesmo tempo em que navega com Claire pela sociedade francesa, frequentando bailes em Versalhes, bem como fazendo uma ligeira visita a Bastilha. Jamie sempre apronta e nos deixa sem ar.

Claire, entretanto encontra trabalho num hospital onde poderá dar valia aos seus talentos de enfermeira e gastar seu tempo útil ajudando os pobres e, de vez em quando, sabendo notícias e fofocas para ajudar Jamie. Mas claro, ela também arruma problemas e se encrenca, e nesse livro isso não vai ser exceção. E é também nesse momento que ela precisa tomar certas decisões morais e muito sérias, e ela faz isso, e permanece fiel ao que ela é. Mesmo quando o não-falecido e nojento Jack Randall retorna, deixando a ela e a Jamie estarrecidos, ela tenta se certificar de que seu reaparecimento não leve Jamie à loucura.

Ela precisa que Jamie se resguarde e não entre na paranoia de se vingar, para que o Frank Randall, seu marido de 1945, possa nascer. Claire amou Frank, ela sabe que ele não tem a índole de seu antepassado e que ele é inocente.

Toda a situação é muito delicada, mas isso tudo não é nada, não se preocupem, não contei spoiler. Muita água passa por debaixo dessa ponte e coisas bem intensas vão acontecer. Ambos vão se separar.

Jamie precisa sair da França e voltar para Escócia, se não o fizer corre risco de ser morto.

(Oh, novidade… conte-me uma novidade!)

Juntos eles vão para Lallybroch novamente, e lá permanecem um bom tempo, onde tudo são águas calmas, temos um pouco sobre a irmã de Jamie, seu marido e filhos. A vida segue.

Mas no mundo as coisas continuam acontecendo, e algo vai interromper a calmaria de Jamie e Claire. Estava demorando… Mas eu já sabia, e quem segue a saga saberá também, pois o desenrolar segue a história, história essa que Gabaldon respeita mesmo quando irrompe os acontecimentos com seu romance de Claire e Jamie.

Portanto, esse romance é dividido em várias seções. E cada uma complementa a outra sem tirar o leitor do prumo, tudo se encaixa perfeitamente, sem furos.

Jamie e Claire são ótimos personagens. Eles parecem tão reais e intrinsecamente palpáveis. Suas piadas, suas brincadeiras de casal, seus dramas e sofrimentos pesam na alma do leitor, nos encantam. A forma como Jamie cuida de Claire é perfeita demais, seu jeitão bruto, mas totalmente apaixonado nos deixam sem fala, seu amor fiel e cálido vai permanecer através dos séculos.

Eu vou encontrar você. Eu prometo. Mesmo que eu tenha de suportar duzentos anos de purgatório, duzentos anos sem você, então essa é a minha punição, que eu mereci por meus crimes. Porque eu menti, matei, roubei; traí e quebrei confiança. Mas tem uma coisa que deverá estar na balança. Quando eu estiver na frente de Deus, eu terei uma coisa para dizer, para pesar contra todo o resto. Sua voz caiu. Deus, você me deu uma mulher rara, e Deus! Eu a amei da maneira certa.” FRASER, Jamie

Mesmo que o livro comece com Claire em 1968 contando para a filha de sua viagem através do tempo, nas pedras de Craigh Na Dun, o objetivo dessa vez é 1744, com ela e Jamie tentando evitar a todo custo a Batalha de Culloden. Mas será isso possível? Poderá nosso casal mudar a história? Bem, é isso que vamos ver, e que Diana Gabaldon vai nos contar de maneira tão perfeita. Ela recria o passado, ela leva os personagens fictícios (Claire e Jamie) e os faz interagir com personagens históricos reais como Charles Edward Stuart, o rei da França e muito mais.

Mas o fato é que, num romance como esse, personagens fictícios e reais são iguais. Como eles reagem uns aos outros, o que eles fazem e como eles se sentem, são todos ficção. Pode ser ficção, mas é realmente uma ótima ficção e com a quantidade de pesquisas feitas pela Diana antes de escrever a história, este é provavelmente o mais perto do poderíamos chegar de saber como eram e como viviam e se sentiam as pessoas de 1744.

Não podemos falar de Outlander — A libélula no Âmbar como um simples romance histórico. A saga é completa em todos os sentidos, a história, o romance, as aventuras e todo o drama vivido pelos personagens são indescritíveis, e saber que por trás de tudo fatos realmente aconteceram, guerras e tratados, o modo de vida dos escoceses e ingleses e também dos franceses, tudo se junta num livro perfeito.

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