A lentidão de A Garota no Trem

Com uma trama nada empolgante, A Garota no Trem torna-se um livro dispensável.

O agradável frisson do álcool entrando na minha corrente sanguínea só dura alguns minutos e logo fico enjoada. Estou indo muito rápido, até para os meus padrões, preciso diminuir o ritmo; se não diminuir, algo ruim vai acontecer.” WATSON, Rachel

Antes de qualquer coisa, devo dizer que minha expectativa para esta leitura era bastante alta, devido às muitas críticas positivas. Embora eu não seja muito fã do estilo, fiquei curiosa com o que encontraria aqui. Infelizmente, terminei a leitura de A Garota no Trem bastante frustrada.

O livro intercala narrações de Rachel Watson, Anna Watson e Megan Hipwell.

Rachel sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs, ela viaja em um trem que a leva de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um casal, quem ela chama de Jason e Jess. Lindos, jovens e apaixonados. Rachel adora ver as interações do casal, através da janela do trem. Ela sabe que eles se amam e se respeitam. Eles moram em uma casa adorável, num bairro calmo e bonito da Inglaterra.

Certo dia, ela testemunha uma cena chocante e estranha com um deles, e dias depois descobre que a mulher está desaparecida. Envolvida com a situação, Rachel recorre a polícia e, de repente, se vê participando de todo o desenrolar do mistério. Mas Rachel tem um problema: ela bebe demais, e quando bebe, tende a importunar seu ex-marido, Tom, e sua nova mulher, Anna.

Não consigo parar de pensar naquele sorriso que ela abriu, aquele sorriso cínico, quase de triunfo. Precisamos sair desse lugar. Precisamos sair de perto dela.” WATSON, Anna

Anna mora com seu marido, Tom, e sua bebê, Evie. Não trabalha, mas gosta de se dedicar ao seu trabalho de mãe. O que a tira do sério é a ex-mulher de seu marido, Rachel, viver importunando-os. Ela liga para eles a qualquer hora do dia ou da noite, já tentou raptar sua bebê e vive indo à sua casa. Anna não aguenta mais isso, já implorou para Tom fazer algo, mas essas situações nunca acabam.

Rachel não é uma personagem que causa empatia, é chata, tende a cometer os mesmos erros repetidas vezes, é alcoólatra, infeliz. Suas observações são maçantes e tediosas em diversos momentos. Confesso que tive que ser persistente para conseguir ler esse livro. Não consegui me apegar à nenhuma das personagens, e nem à história. Não fiquei ansiosa para saber o que ia acontecer em seguida, ainda que o livro tenha um mistério para ser resolvido: o que aconteceu com Megan Hipwell, a Jess fictícia de Rachel.

Por que não posso simplesmente ter o que eu quero? Por que eles não podem me dar o que eu quero?” HIPWELL, Megan

Megan é casada com Scott. Não trabalha mais, após perder seu emprego numa galeria, onde ela foi feliz. Megan passa os dias sem muito o que fazer. Após o passar das páginas, vamos vendo que ainda que ame Scott, ela o trai, pois não se sente feliz em viver desse jeito.

Vamos vendo o desenrolar desta trama de maneira lenta, intercalando os dias de Anna e Rachel com passagens de Megan, de datas anteriores ao seu desaparecimento. Vamos entendendo aonde as histórias das três se encontram.

Eu achei um livro maçante, difícil de conseguir ler. Demorei mais do que o normal para lê-lo, pois não sentia vontade de voltar a uma história chata. O fim foi inesperado, embora eu tenha feito algumas conjecturas sobre o que havia acontecido a Megan.

Fica a expectativa para a adaptação cinematográfica, que tem grande potencial para ser um caso excepcional, e superar toda a lentidão do livro. O filme será estrelado por Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett e Justin Theroux como as personagens principais. O filme tem estreia prevista para 24 de novembro deste ano.

A Garota no Trem

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