Agent Carter 2×05 — The Atomic Job

The Atomic Job explora ao máximo o potencial cômico de Agent Carter para disfarçar a já desgastada trama principal.

Preciso de uma bomba atômica.” FROST, Whitney

Após a renovação, as showrunners Tara Butters e Michele Fazekas tinham duas opções: botar a série para continuar no mesmo caminho, ou tentar um novo. Após 5 episódios desta 2ª temporada, já é possível afirmar que elas escolheram apostar em um novo.

Sim, acrescentaram vários rostos ao elenco, construíram uma trama bem fora do habitual — que se assemelha bastante aos filmes de ficção cientifica — , e ainda, como vimos em Smoke & Mirrors, mexeram na história de origem de Peggy Carter. Com tanta ousadia não refletindo bem nos números da audiência, fica a dúvida: realmente vale a pena transformar algo que já era bom antes, algo com um prazo de validade tão nítido para o público, algo que outrora conquistou admiradores justamente por sua despretensiosidade? The Atomic Job contribui para tal reflexão.

Sem flashbacks como no último episódio, Agent Carter veio essa semana decidida a avançar seu enredo principal. A matéria zero, Dr. Wilkes e Whitney Frost rapidamente ganham a tela com diálogos demasiadamente explicativos. Todo o trabalho voltado ao passado de Whitney soou ter sido em vão, tudo para colocá-la mais rapidamente na posição de vilã (olha só a frase do início do post).

Outra coisa que já não vinha agradando se complicou mais ainda. Falo da forma como os roteiristas abordam a vida amorosa de Peggy. Se na 1ª temporada tudo partia de sua intensa relação com o Capitão América em O Primeiro Vingador, agora, a protagonista orbita em torno de Daniel Sousa. Era interessante acompanhar os dois e torcer por algo futuramente, o que não convence mesmo é a forma forçada como isso tem acontecido. Além de Daniel, Carter continua demonstrando ter sentimentos por Wilkes, dono do Troféu Desinteressante.

Em contrapartida, os responsáveis pela série buscaram refúgio em elementos já conhecidos pelo telespectador. Teve clima investigativo com direito a Peggy disfarçada, sequências de ação épicas e até trilha sonora engraçadinha. Exploraram ao máximo o lado cômico de cada personagem para tapar um dos roteiros mais falhos apresentados até aqui. Por um momento, pensei estar assistindo a uma comédia de época da Melissa McCarthy, só que sem Melissa McCarthy.

É divertido quando uma produção brinca consigo mesma e não se leva tão a sério. Vale citar a inclusão de Rose e Dr. Samberly, dois profissionais subestimados pela SSR, ao #TeamCarter. Jarvis também brilhou e garantiu boas risadas aos americanos, que também se surpreenderam nos minutos finais de The Atomic Job. Os únicos realmente imprevisíveis.

Experimentar é bom, porém, altamente arriscado em se tratando de um material exibido na implacável TV aberta americana. Agent Carter pode pagar um alto preço por seguir uma fórmula que talvez rendesse melhores resultados se aplicada a uma matéria prima menos limitada.

A seguir, a promo de Life of the Party mais as notas atribuídas à este episódio. Lembrem-se de opinar nos comentários e dar a sua nota também. Até a próxima semana!

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