Agent Carter 2×10 — Hollywood Ending (Season Finale)

Agent Carter fecha sua morna 2ª temporada com o previsível Hollywood Ending.

Foi uma viagem mais longa do que eu esperava. — CARTER, Peggy

A série mais subestimada da ABC chegou ao final de sua 2ª temporada, temporada que há um ano atrás nem imaginávamos que existiria. Na verdade, dava-se como certo o cancelamento. Mas eis que Agent Carter ganhou uma continuação com mais episódios, muitos deles divididos em especiais de duas horas, e não manteve a qualidade do ano de estreia. Se The Edge of Mistery/A Little Song and Dance berrou isso semana passada, Hollywood Ending, por sua vez, destacou os poucos acertos de forma bem previsível.

Não foi por causa dos episódio duplos, não foi por causa do grande acréscimo de personagens e nem por causa da mudança para Los Angeles. Não, a causa principal para o desacerto da produção foi justamente o principal: a trama.

A premissa partia do descobrimento da matéria zero, e a cada desdobramento a narrativa ia mais e mais longe. E assim foi, até chegarmos a Whitney Frost: uma versão caricata da já caricata Madame Máscara. Teve também um novo interesse amoroso para a Peggy, Dr. Wilkes, que também está fortemente ligado ao enredo central. Entretanto, o personagem de Reggie Austin deixou a desejar em ambos seguimentos.

Quem não decepcionou foi o elenco já consolidado. Hayley Atwell, James D’Arcy e Chad Michael Murray merecem os créditos pelas minguadas cenas que excederam nossas expectativas. O acréscimo de Michael, o irmão de Carter, foi um complemento e tanto para o passado da protagonista. Como revelação, talvez Lotte Verbeek, atriz responsável por dar vida a Ana Jarvis, seja uma boa aposta. O relacionamento de Ana com Jarvis foi um ponto alto do roteiro e só acrescentou a série. Por outro lado, teve outro romance que esfriou quando estava prestes a engrenar.

Sempre houve algo implícito entre as palavras e os olhares trocados por Carter e Sousa. Na 1ª temporada, foi interessante acompanhar a protagonista percebendo, simultaneamente ao telespectador, seus sentimentos pelo colega de trabalho, ao mesmo tempo que tentava esquecer uma grande paixão do passado. Pois bem, Peggy encontrou uma forma de seguir em frente, e Sousa também. Ambos caminharam para lugares distintos, mas a vida — lê-se showrunners — tratou de reaproximá-los. Não parece um livro do Nicholas Sparks?

Hollywood Ending apenas se certificou de trazer o desfecho que esperávamos, sem muitas explicações ou nada do tipo. Nem tentaram convencer, diga-se de passagem. Peggy Carter escolheu Sousa após o amado se arriscar para salvar a vida de todos… Ok. De clássico da literatura sparksriana para roteiro de filme que bomba na Sessão da Tarde; até beijão de língua teve no final!

Muito se comentou sobre o humor desbalanceado. Em alguns momentos, as piadinhas engoliram o texto relevante para se chegar a algum lugar, assim, a produção patinou bastante. Neste episódio em particular, o lado cômico foi bem equilibrado com a adição de elementos sutis de horror nas cenas estreladas por Wynn Everett. Ponto positivo!

Tudo se desenrolou rapidamente e sem surpresas. Howard Stark apareceu só para cumprir sua cota de participações por temporada, ainda que seus diálogos com Jarvis sempre funcionam muito bem. Já Dottie Underwood nem citada foi. Uma das pontas soltas deixada para uma muito improvável continuação.

Por falar em ponta solta, chegamos ao maior erro do episódio e, talvez, da série. Em uma quase cena pós-crédito, um dos personagens utilizado para representar toda a sociedade machista em que Peggy está inserida é assassinado pelo que pode ser a próxima ameaça a SSR. Seria bom saber que os cabeças da ABC perceberam o erro tremendo que foi apostar numa trama fora da caixinha e decidiram voltar ao básico, se a série não estivesse numa situação tão crítica. Já imaginou a série cancelada com essa reviravolta gigantesca sem nenhuma explicação? Que morte horrível.

Em resumo, Agent Carter entregou uma finale coerente com a temporada morna que apresentou. Porém, decepcionante se encarada como o final da série que apresentou um conteúdo tão genuíno e despretensioso em 2015.

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