As 12 melhores trilhas sonoras do cinema

Fundamental em qualquer filme, a trilha sonora sempre se faz presente e é parte essencial da obra. Confira essa lista que fizemos com as 12 melhores trilhas sonoras do cinema.

Fundamental em qualquer filme, a trilha sonora sempre se faz presente, seja cantada ou instrumental, sendo grande parte de muitos filmes. É parte essencial da obra e, dependendo de sua qualidade, pode causar diversas reações quando misturada a determinada cena: emoção, medo e por aí vai. Por isso, nós do BOXPOP decidimos fazer essa Lista com as 12 melhores trilhas sonoras.

Sabendo disso, que tal embarcar nessa viagem e relembrar algumas das melhores trilhas do cinema? Ao final, deixe nos comentários qual a sua favorita e qual você incluiria ou retiraria da lista.

12) Donnie Darko

Cult contemporâneo, um dos grandes acertos em Donnie Darko é sua trilha sonora. Recheada de hits dos anos 80, é completamente deliciosa de se ouvir. Aliada ao filme, fica melhor ainda, sendo que na cena de abertura temos a excelente The Killing Moon de Echo & The Bunnymen, música que também faz parte do belo Gia — Fama & Destruição, estrelado pela nossa querida Angelina Jolie.

Sem dúvidas é uma que trilha que merece ser escutada, principalmente se você for fã de músicas da época. Além de The Killing Moon, os pontos altos ficam por conta de Head Over Heels e Mad World de Tears For Fears, Under The Milky Way de The Church e Love Will Tear Us Apart de Joy Division.

Soundtrack - Donnie Darko

11) Show Bar

Depois de assistir esse filme, quem nunca quis trabalhar em um bar como o Coyote Ugly, apenas para dançar em cima do balcão na maior parte da noite?

A trilha sonora é parte importante do mesmo, já que na maioria das cenas as garotas que trabalham no bar dançam ao som de muitas músicas boas.

Tendo como tema do filme a bela Can’t Fight The Moonlight de LeAnn Rimes, este é apenas um dos acertos na trilha, que tem como seus pontos altos Please Remember (também de LeAnn), All She Wants To Do Is Dance de Don Henley, Unbelievable de EMF, Need You Tonight de INXS e The Devil Went Down To Georgia de The Charlie Daniels Band.

Coyote Ugly, Show Bar

10) Jovens Bruxas

Mostrando as aventuras de quatro jovens pirigóticas e como o próprio título diz, bruxas, este é mais um clássico do final dos anos 90 e que também tem uma trilha bem delicinha de se ouvir.

As músicas são excelentes e tornam o filme melhor ainda, sendo os pontos altos Tomorrow Never Knows de Our Lady Peace, I Have The Touch de Heather Nova (aliás, esta é a música que toca nos créditos finais do filme), All This And Nothing de Sponge, Dangerous Type de Letters To Cleo (porque sim, nossas bruxinhas são um tipo perigoso de se lidar), Dark Secret de Matthew Sweet, Witches Song de Juliana Hatfield, Under The Water de Jewel e a instrumental Bells, Books and Candles do compositor Graemme Revell.

Depois disso deu até vontade de ir para a praia fazer um ritual pagão ao som de Dark Secret, não é mesmo?

The Craft, Jovens Bruxas

9) A Rainha dos Condenados

Para quem curte rock, essa é uma excelente trilha. O filme é considerado um fracasso por muitos, já que é infiel ao livro que o originou, mas o mesmo não pode ser dito da trilha sonora que é recheada de rock, incluindo músicas de Marilyn Manson e Chester Bennington, do Linkin Park.

Os pontos altos ficam por conta de Not Meant For Me de Wayne Static, Forsaken de David Draiman, System de Chester Bennington (tocada na primeira aparição da Rainha Akasha, em um clube noturno de Londres), Change (In The House of Flies) de Deftones, Slept so Long de Jay Gordon (a qual faz parte de uma das melhores cenas do filme, o aguardado concerto do vampiro Lestat), Cold de Static-X e Beføre I’m Dead de kidneythieves.

A trilha instrumental, composta por Richard Gibbs e Jonathan Davis, também merece ser mencionada, tendo como destaque a faixa título Queen of the Damned, Prodigal Sun (parte de uma cena que acho particularmente belíssima) e The Queen is Dead.

Queen of the Damned, A Rainha dos Condenados

8) Cinquenta Tons de Cinza

Escolha polêmica, I know. Adorado por uns e odiado por outros, Cinquenta Tons de Cinza é aquele clássico exemplo de filme que costuma ser odiado por “modinha’’ e embora muitos detestem a trama do filme, a trilha sonora é algo que mesmo as pessoas mais ferrenhas disseram que é boa.

O filme já começa com Annie Lennox cantando I Put A Spell On You, enquanto somos apresentados a Anastasia e Christian. Conforme o filme vai passando, temos o prazer de ouvir outras músicas que tornam esta uma das melhores trilhas de 2015: Undiscovered de Laura Welsh, Earned It do The Weeknd (indicada a melhor música no Oscar 2016), Meet Me in the Middle de Jessie Ware, Love Me Like You Do de Ellie voz de apito segundo alguns Goulding, Salted Wound de Sia, Witchcraft de Frank Sinatra, I Know You de Skylar Grey e nada mais, nada menos que o sensual remix de Crazy In Love da nossa adorada Beyoncé, o qual faz parte do trailer lançado lá em julho de 2014 e que nos deixou completamente “loucos de amor” para ouvir a versão completa. Gostando ou não de Cinquenta Tons de Cinza, é preciso admitir que a trilha sonora é uma parte excelente do filme.

Cinquenta Tons de Cinza, Fifty Shades

7) The Rocky Horror Picture Show

Clássico dos anos 70, exibido até hoje em sessões da meia-noite em cinemas nos Estados Unidos e Europa (cadê o Brasil aí, hein?), fez sucesso nos palcos quando estreou em 1973 e em 1975 foi levado as telas do cinema com Tim Curry reprisando o papel do eterno Dr. Frank N’ Furter e Susan Sarandon, bem novinha e cativante, como Janet Weiss.

Um musical tresloucado, divertido, clássico e deliciosamente trash. O filme é extremamente divertido e nos faz rir em diversos momentos, além de claro, nos querer fazer cantar as músicas que fazem parte da obra.

Os pontos altos ficam por conta de Science Ficton/Double Feature, Over at the Frankenstein Place, The Time Warp, Sweet Transvestite (música que nos apresenta ao Dr. Frank), I Can Make You a Man, Touch-a Touch-a Touch-a Touch Me, o medley Rose Tint My World/Don’t Dream It, Be It/Wild and Untamed Thing, I’m Going Home e Super Heroes.

Todas cantadas pelo elenco do filme: Richard O’Brien (ator e criador de TRHPS), Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Patricia Quinn, Nell Campbell e Peter Hinwood. Provavelmente o maior destaque fique para “Don’t Dream It, Be It’’, cantada por Tim Curry, pela mensagem que a música carrega, nos incentivando a sermos quem realmente somos, quem queremos ser e “nos entregarmos ao prazer absoluto’’, algo que pode ser interpretado como nos entregarmos aquilo que nos faz felizes, dizendo que não devemos sonhar, mas ser.

the rocky horror picture show

6) Sucker Punch — Mundo Surreal

Assim como Cinquenta Tons de Cinza, este é mais um daqueles filmes que é adorado por uns e odiado por outros. No caso de quem vos escreve, é um filme adorado e um dos favoritos deste cinéfilo.

Além de ter entregado uma ótima atuação como a bela, doce e inocente Babydoll, Emily Browning também presenteia o público com sua bela voz em algumas das músicas da trilha sonora. Na abertura do filme a temos cantando uma versão sombria de Sweet Dreams (Are Made of This) e em uma das cenas após ser internada temos a belíssima Where Is My Mind?.

Esta é uma trilha em que não foi possível escolher os pontos altos, já que é excelente por inteira, além de extremamente curta (apenas 9 músicas).

Definitivamente vale a pena dar uma ouvida.

Sucker Punch

5) Segundas Intenções

Claro que um dos maiores clássicos teen dos anos 90 não poderia ficar de fora dessa lista e assim como o filme, a trilha sonora também é um primor.

Muito gostosa de se ouvir, é composta por músicas da época e o filme (e o cd) já começa com Every You, Every Me do Placebo, o que é um ótimo sinal.

Os pontos altos ficam pela música citada anteriormente, Coffee & TV do Blur, Colorblind do The Counting Crows e Bittersweet Symphony do The Verve, que são facilmente as melhores. Também somos presenteados com as deliciosas Praise You do Fatboy Slim e You Could Make a Killing de Aimee Mann.

Cruel Intentions

4) Meninas Malvadas

Clássico contemporâneo e excelente para se divertir, a trilha sonora também tem muitas músicas boas e que, quando ouvidas, nos trazem a mente diversas cenas do filme.

Os pontos altos ficam por God is a DJ da Pink, Milkshake da Kelis (quem nunca se pegou cantando o grudento verso My milkshake brings all the boys to the yard/And they’re like “It’s better than yours” que jogue a primeira pedra), Built This Way (Slow Remix) da Samantha Ronson a.k.a. ex namorada da LiLo, Overdrive da Katy Rose (essa música é a cara da Regina, gente!), a clássica One Way or Another da Blondie, Operate de Peaches e Misty Canion de Anjali. Resumindo: essa trilha é muito barro!

Meninas Malvadas, mean girls

3) Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

O filme é um deleite para os olhos graças ao figurino da adorável Becky Bloomwood e a trilha sonora é uma mistura perfeita entre pop chiclete e moda.

Ao sermos apresentados à nossa protagonista, temos Uncontrollable de Adrienne Bailon ao fundo, enquanto ela nos descreve o que está vestindo (Jaqueta: Visa. Vestido: Amex. Cinto: Mastercard, é vintage e consegui restituição de 1%. Bolsa: GUCCI, haha, valeu cada centavo!) e depois é mais e mais pop, sendo os destaques: Accessory de Jordin Taylor, Fashion da mother monster a.k.a. Lady Gaga, Blue Jeans de Jessie James (música viciante), Unstoppable de Kat DeLuna, Big Spender de Adrienne Bailon, Bad Girl das Pussycat Dolls e Again da Natasha Bedingfield.

Se você procura uma trilha pop e deliciosa de ouvir, esta é a escolha certa. O filme também merece ser visto, especialmente se você for fashionista.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, Confessions of a Shopaholic

2) O Grande Gatsby

O filme por si só já é suficiente de tão excelente, mas temos uma trilha que veio para arrebentar e tornou o filme ainda melhor.

O destaque, sem dúvidas, fica para Young and Beautiful da Lana Banana ❤, belíssima música tema que permeia o filme durante várias cenas e em diferentes estilos. Além de YaB, temos como ponto alto Back To Black de Beyoncé & André 3000 (como todos sabem, a versão da Amy é incrível e se você ainda não ouviu essa nova versão corra para ouvir pois faz jus a original), Love Is Blindness do Jack White, A Little Party Never Killed Nobody da Fergie, Together do The XX (simplesmente de arrepiar, uma música que bate de frente com YaB), Into The Past de Nero (a qual faz parte da cena mais emocionante do filme) e a trágica Gatsby Believed In the Green Light, presente na versão deluxe da trilha sonora, composta por Craig Armstrong e com citações de Tobey Maguire.

o grande gatsby, the great gatsby

1) A Saga Crepúsculo: Lua Nova

“Antes de Cinquenta Tons de Cinza, existia Crepúsculo’’. Brincadeira hahaha, mas assim como Cinquenta Tons de Cinza, A Saga Crepúsculo também foi muito odiada por alguns. Porém, isso não impediu os filmes de serem bons e terem ótimas trilhas sonoras, sendo a melhor delas, de longe, a de Lua Nova. Segundo filme da saga, Lua Nova mostra todo o sofrimento de Bella após ser abandonada por Edward, já que seu irmão Jasper, em um acesso de fúria por ver sangue, atacou Bella durante sua festa de aniversário, o que fez com que Edward achasse melhor terminar o relacionamento e ir para longe, deixando-a segura.

Repleta de indie rock, a trilha sonora é excelente e possui apenas quatro músicas que podem ser consideradas fracas, se comparadas ao resto do conjunto da obra.

O maior destaque, pessoalmente, vai para A White Demon Love Song do The Killers (como essa música merecia ter sido single e ganhado um clipe, mesmo que fosse apenas com cenas do filme) que é belíssima. Grande parte da trilha é excelente, tirando quatro músicas, mas os pontos altos ficam por conta de Meet Me on the Equinox do Death Cab For Cutie, Friends de Band of Skulls, Hearing Damage de Thom Yorke, Possibility da Lykke Li (impossível não lembrar da Bella, totalmente sem expressão, vendo os meses passarem pela janela), Monsters de Hurricane Bells e Slow Life de Grizzly Bear e Victoria Legrand.

Você pode até não gostar da saga, mas se existe uma trilha sonora que merece ser ouvida, independente de gostar ou não dos filmes, é esta.

a saga crepúsculo, lua nova, new moon

Bônus: Exorcista II — O Herege

São as 12 melhores trilhas, mas não pude resistir e tive que colocar esta como bônus.

Talvez alguns de vocês não saibam (não sabiam né, agora estão sabendo) que em 1977, O Exorcista ganhou um sequência intitulada Exorcista II — O Herege. O filme foi um fracasso de crítica e público, sendo considerado até hoje uma das piores sequências já feitas. Porém, isso não o impediu de ter uma excelente trilha sonora composta pelo italiano Ennio Morricone, que venceu o Oscar 2016 pela trilha de Os Oito Odiados, do diretor Quentin Tarantino.

Aqui, o maior destaque fica para a belíssima Regan’s Theme (que embora não faça parte da trilha, toca em uma cena de Os Oito Odiados, visto que Tarantino é fã de Morricone e o mesmo aceitou sair da aposentadoria para compor a trilha para o diretor). Além de Regan’s Theme, temos as excelentes Interrupted Melody, Magic and Ecstasy (presente no trailer do filme) e Seduction and Magic (a qual tem um toque diabólico e representa o lado mal do filme).

Se você gosta de trilhas sonoras instrumentais, é altamente recomendável que escute esta. E quem sabe dê uma chance ao filme que, embora seja muito criticado, não é esse desastre colossal que tanto adoram falar.

exorcista 2, exorcista ii, exorcista II, Exorcist II - The Heretic

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