As melhores séries adolescentes da TV

Algumas séries adolescentes marcaram gerações e hoje permanecem na memória de quem acompanhou tudo pela primeira vez.

Espanha, México, Argentina, Estados Unidos e até o Brasil fizeram ou fazem até hoje séries adolescentes que marcaram algum momento de nossas vidas ou até mesmo da TV. A gente separou algumas delas para você conferir.

Confissões de Adolescente (Confissões de Adolescente, Brasil, 1994–1995, TV Cultura)

confissoes de adolescente

O Brasil no inicio dos anos 90 não ficou para trás no quesito séries adolescentes e lançou um clássico: Confissões de Adolescente. A trama que se tornou um grande sucesso em sua primeira temporada, rendendo diversas reprises. Ainda que a série tenha sido protagonizada por quatro garotas, a trama agradou a todos, sem exceção. A série abordou de uma maneira tão natural o universo adolescente das jovens brasileiras, que não ficou devendo em nada para as séries americanas. Os produtores se prenderam nos mínimos detalhes e nos entregaram uma das melhores produções que o país já teve na TV. O sucesso do seriado foi tão grande que em 2013 a série ganhou uma versão cinematográfica com algumas das atrizes originais atuando em novos papeis.

Malhação (Malhação, Brasil, 1995-Atualmente, Rede Globo)

A Rede Globo após ver todo o sucesso de Confissões de Adolescente, resolveu investir no ano seguinte, em 1995 em algo voltado para o mesmo público para preencher seus finais de tarde e eis então que surgia: Malhação. A série adolescente se tornou uma febre entre os jovens brasileiros logo de cara e hoje está em sua vigésima terceira temporada e também serviu para lançar vários atores conhecidos da emissora. Apesar de ter tido grande sucesso até a sua décima terceira temporada, as temporadas seguintes começaram a perder público, porém até hoje se mantém na liderança dos finais de tarde da emissora. A partir de agosto uma nova temporada começa, com um novo elenco e uma nova história.

Anos Incríveis (Wonder Years, USA, 1988–1993, 6 temporadas, 115 episódios, ABC)

Anos Dourados estreou na TV Americana no final dos anos 80 e permaneceu até 1993, e com seis temporadas se transformou em um clássico daquela época. Apesar da história ser ambientada entre os anos 60 e 70, a trama foi bem construída, abordando exatamente os problemas que um jovem passa ao entrar no mais temido período: a adolescência. As grandes dúvidas, o primeiro amor, as mudanças de pensamento e comportamento, enfim foram tantas coisas boas que marcaram essa série que seu nome faz jus ao seu status.

Barrados no Baile (Beverly Hills 90210, USA, 1990–2000, 293 episódios, 10 Temporadas, Fox)

barrados no baile

Se hoje o mundo adolescente em séries existe é graças a essa série: Beverly Hills, 90210 ou como ficou conhecida no Brasil, Barrados no Baile. A série se tornou uma verdadeira febre em todo o mundo e se transformou em uma das séries mais populares dos anos 90. A história sobre um grupo de adolescentes da badalada Beverly Hills foi um sucesso tão grande que durou dez temporadas, encerrando-se em 2000. A série ditou moda e meninas e meninos do mundo todo queriam copiar os modelos de roupas dos personagens como: Brenda, Kelly, Donna, Brandon e Luke. Além disso ousou em tratar tema polêmicos e por muitas vezes tidos como tabus para sociedade, tais como gravidez na adolescência, estupro, o vício entre os jovens e outros assuntos tratados de uma maneira bem realista. Enfim, Beverly Hills nunca mais foi a mesma depois dessa série e seu CEP, 90210, jamais será esquecido.

Melrose Place (Melrose Place, USA, 1992–1999, 226 episódios, 7 temporadas, Fox)

Enquanto a badalada vida em Beverly Hills ganha vida e o carinho do público, a Fox nem esperou para lançar outro clássico adolescente, porém dessa vez com uma pegada mais madura. Assim surgia Melrose Place, um condomínio badalado que estreou em 1992 e durou sete temporadas de puro sucesso. Com uma história bem mais adulta que Barrados no Baile, Melrose envolvia suas tramas com sexo, ambição, traições e até mesmo assassinatos em seus principais plots. Não é preciso dizer que a série conquistou o público, e durante anos, ficou lado a lado com Barrados no Baile, entre as queridinhas séries adolescentes do público. Um remake em 2009 foi realizado, mas sem sucesso, o que acabou resultando em um cancelamento logo na sua primeira temporada.

Buffy A Caça Vampiros (Buff The Vampire Slayer, USA, 1997–2003, 144 episódios, 7 Temporadas, The WB)

Quando as séries adolescentes já estavam a todo vapor no mercado televisivo, eis que surge uma série que ousou e inovou ao trazer um universo até então pouco explorado tanto na TV quanto no cinema. Eis que em 1997 o universo dos vampiros chegava com tudo na TV: estreava uma das séries mais queridinhas entre os adolescentes daquela época: Buffy A Caça Vampiros. A série já estreou com conceito de cult, conquistando público e crítica de cara, sendo nomeada a diversos prêmios daquele ano e levantando a audiência da saudosa The WB. No meio de uma trama sobrenatural, era óbvio que o lado adolescente normal de Buffy tinha que se aflorar e os produtores logo fizeram o favor de providenciar um par para a famosa caçadora. Para isso, a jovem foi se apaixonar pelo vampiro Angel, fazendo com que o relacionamento complicado entre eles fizessem dos personagens um dos casais mais emblemáticos na história dos seriados.

Dawson’s Creek (Dawson’s Creek, USA, 1998–2003, 128 episódios, 6 Temporadas, The WB)

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Se por um lado tínhamos o agito de Barrados no Baile e o mundo sobrenatural de Buffy A Caça Vampiros, faltava algo mais calmo para brilhar em nossa tela. Eis que em 1998, Kevin Williamson (The Vampire Diaries e The Following) investiu em uma história adolescente bem mais simples e cotidiana que as duas citadas acima. Surgia assim a clássica e icônica Dawson’s Creek. Com apenas seis temporadas, Dawson’s Creek trouxe em suas histórias as coisas simples da vida, a amizade, a homossexualidade, doenças como transtorno bipolar, tudo isso para conquistar e cativar a audiência. Além de quebrar vários paradigmas e claro, que suas seis temporadas foram embaladas pela clássica canção de Paula Cole e seu refrão imortalizado: “I don’t want to wait for our lives to be over…I want to know right now what will it be”

Oc — Um Estranho no Paraíso (The OC, USA, 2003–2007, 92 episódios, 4 temporadas)

A Fox em 2003 trouxe em sua fall season aquela que seria uma de suas maiores audiências do canal: The O.C. A série conquistou a todos logo em sua primeira temporada, que é tida por muitos uma das melhores temporadas daquele ano. O drama contava a história de Ryan Atwood (Ben McKenzie, Southland), um garoto da periferia de Los Angeles que, após ser expulso de casa, se envolveu com contravenções e foi parar na casa de seu defensor público dativo, Sandy Cohen (Peter Gallagher) e sua mulher Kirsten (Kelly Rowan) no abastado condado Orange.

Ele foi adotado pela família e encontrou em Seth (Adam Brody) seu melhor amigo e em Marissa Cooper (Mischa Barton) o primeiro interesse amoroso. Outra proeminente trama foi a do romance de Seth com sua paixão de escola Summer (Rachel Bilson, Hart of Dixie). The OC lidou ao longo de suas temporadas com temas como drogas, criminalidade, ostentação, discriminação, homossexualidade e, é claro, com uma boa dose de intrigas.

Nem tudo foram flores. A partir da segunda temporada a audiência estrondosa começou a perder força enquanto a série lutava para manter as tramas relevantes apresentadas em sua temporada de estreia. Após a introdução do romance lésbico entre Marissa e Alex (interpretada por Olivia Wilde, de House), o drama perdeu dois grandes players: Mischa Barton e Alan Dale (Caleb Nichols), que tiveram seus personagens mortos na série. A série lutou com a audiência e foi renovada para a quarta e última temporada, sofrendo uma redução drástica de episódios (o que não era comum para produções do gênero na era pré-greve dos roteiristas). A primeira temporada teve 27 episódios contra 16 da quarta. Com erros e acertos, The OC certamente será lembrada por muitos anos, tendo marcado a geração que a acompanhou.

Tal Mãe, Tal Filha (Gilmore Girls, USA, 2000–2007, 153 episódios, 7 Temporadas, The CW)

A série contou, em 7 temporadas, as vidas e amores de Lorelai e Rory Gilmore, mãe e filha, no pacato povoado de Stars Hollow. Como toda boa série teen sabia explorar bem o drama assim como a comédia juntamente com críticas sociais (na série representadas pelo relacionamento entre Lorelai, mãe solteira de classe média, e seus pais da alta sociedade) e referências constantes à cultura pop. O ponto alto do roteiro eram os diálogos rápidos, quase sem pausas entre uma fala e outra.

Lances da Vida (One Tree Hill, USA, 2003–2012, 187 episódios, 9 Temporadas, The CW)

Seu ponto de partida foi a rivalidade declarada entre Lucas Scott e Nathan Scott, irmãos por parte de pai e rivais no basquete, que tiveram criações totalmente diferentes. Daí em diante, o seriado contou a história do quinteto habitante de Tree Hill e formado pelos dois irmãos e por Haley, Brooke e Peyton. Seus amigos, seus problemas (na quadra de basquete e principalmente fora dela), seus familiares e todos as diversas situações pelas quais adolescentes podem passar.

Cenários como o Karen’s Coofe e a Quadra do Rio são marcantes para os fãs da série, o que prova que mesmo sem um grande alcance, ela conquistou uma base sólida e fiel. Fãs esses que, durante as temporadas iniciais da série, se reuniram em fóruns ao redor do mundo, debatendo o famigerado triângulo amoroso protagonizado por Lucas, Brooke e Peyton. Em 9 anos de série, muita coisa foi abordada. O tema família, representado pelos Scott, foi apenas um dos muitos. As quatro primeiras temporadas foram pontuadas por casamento na adolescência, sonhos, rótulos, amigos-irmãos, anabolizantes, familiares ausentes, bullying, suicídio, gravidez, morte, entre diversos assuntos pertinentes aos jovens e adolescentes. Da quinta temporada em diante, o show entrou em uma fase mais madura e abordou situações como casamento, adoção, sucesso e fracasso profissional, preço da fama, fofocas, câncer, acidentes, psicopatas, redenção. OTH ao lado de The OC vai ser para sempre lembrada com muito carinho.

Gossip Girl — A Garota do Blog (Gossip Girl, USA, 2007–2012, 121 episódios, 6 Temporadas, The CW)

Gossip Girl começou em 2007, sendo um fruto da famosa série de livros de mesmo nome escrita por Cecily von Ziegesar. Tendo como tema central a vida (e as fofocas) dos jovens ricos de Manhattan, não tinha como não atrair uma audiência igualmente jovem. Após a primeira temporada, os produtores viram o grande potencial fashion e começaram a explorá-lo. Os uniformes ficaram um pouco de lado para dar lugar à alta costura e começar a ditar a moda entre os adolescentes americanos, numa espécie de Sex and the City atual. As tiaras da Blair, o estilo casual chique da Serena e até o roqueiro da fase rebelde da Jenny conquistaram as jovens e colocou Gossip Girl como uma série jovem que faz história.

Como toda série jovem que se preze, Gossip Girl começou com os personagens adolescentes, ainda estudando o Ensino Médio. Dessa forma, as fofocas da escola e as imaturidades dos riquinhos acabava passando batido e — por que não — nos divertindo e conquistando a cada episódio. A série começou abordando todos os assuntos presentes na vida de um jovem comum: o sexo, o amor, o bullying na escola, a vontade de ser popular, separação dos pais, a comunicação instantânea, o valor da amizade. Porém, como acontece em muitos seriados juvenis, a transição para a faculdade não conseguiu ser bem sucedida. O que tanto nos divertia nas duas primeiras temporadas acabou se tornando sem graça e deveras infantil a partir da terceira temporada, fazendo com que a audiência caísse e dando força aos rumores de cancelamento. Mas, mesmo com tantas controvérsias, Blair e companhia continuam influenciando o mundo da moda, principalmente com suas atrizes estrelando editoriais em revistas especializadas e a amizade de Blake Lively com a toda poderosa Anna Wintour. O sucesso de Gossip Girl foi tanto que a Televisa em parceria com a Warner Bros realizou uma versão latina da série, intitulada Gossip Girl: Acapulco.

Pretty Little Liars (Pretty Little Liars, USA, 2010-Atualmente, ABC Family/FreeForm)

Quando estreou em Junho de 2010, Pretty Little Liars jamais figuraria na lista de uma das séries mais assistidas do canal da ABC Family ou que ditaria moda e comportamento de seus espectadores. Nem mesmo o canal esperava que ela fosse tornar uma das séries mais cults e promissoras do canal. A historia de Aria, Spencer, Hannah e Emily em volta do desaparecimento de sua melhor amiga, Alisson DiLaurentis, e as mensagens ameaçadoras envolvendo a todos que estão a sua volta se transformou em um dos maiores sucessos dessa década e dificilmente vai ser superada. Suas atrizes foram lançadas a fama e hoje figuram entre capas de diversas revistas, programas e até mesmo comerciais, além de claro conquistarem novos papeis principalmente nas telas do cinema. Mas infelizmente os fãs vão ter que se despedir esse ano de Rosewood, já que a FreeForm confirmou que a série deve ser encerrada agora em sua 7ª Temporada. Contudo, fiquem tranquilos, as nossas Liars vão estar para sempre em nossos corações.

The Secret Life Of American Teenager (The Secret Life of American Teenager, USA, 2008–2013, 121 Episódios, 5 Temporadas, ABC Family)

Antes de se tornar mundialmente conhecida por seus papeis em Divergente, A Culpa é das Estrelas e Os Descendentes, Shailene Woodley protagonizou uma das melhores séries da rede americana ABC Family. The Secret Life of American Teenager pode ser considera de longe como uma das melhores séries adolescentes já produzidas. A trama não poupou nenhum detalhe e de cara já mostrava que vinha par tratar de assuntos um tanto quanto polêmicos mesmo estando em pleno anos 2000.

A série foca relações entre amigos e familiares de adolescentes. A história começa com uma inesperada gravidez de Amy Juergens, uma adolescente de apenas 15 anos e tem que escolher entre abortá-lo, dar ou mesmo ficar com seu bebê. A série tratou sem nenhum pudor temas como aborto, primeira relação sexual, homossexualismo, abuso sexual, bi sexualismo, castidade, paternidade e a relação entre pais e filhos. Com tantas polêmicas para uma série voltada ao público jovem, o que não faltou para ela foram elogios dos críticos e importantes premiações.

Verano del ’98 (Verano del ’98, ARG, 1998–2000, 679 episódios, 3 Temporada, Telefe)

Em 26 de Janeiro de 1998 começava um êxito na televisão que deixaria marcada a história de milhares de jovens, que viveram, ao lado de seus protagonistas, o verão de 98 em Costa Esperanza. Foi assim que nos surpreendemos por exemplo quando Jose (Marcela Kloosterboer) se transformou em freira, nos divertimos com Violeta Herrera (Agustina Cherri) e Tomás Ibarra (Nahuel Mutti) e nos apaixonamos com Juan Herrera (Juan Ponce de León) e Sofia Villanueva (Patricia Viggiano). Cris Morena acertava novamente ao criar um universo próprio e que marcaria para sempre aquele momento.

Rebelde Way (Rebelde Way, ARG, 2002–2003, 315 episódios, 2 Temporadas, Canal 9)

Cris Morena já havia se transformado em uma autora de renome e de sucesso, seus produtos eram verdadeiros sucessos de audiência e rendiam milhares de vendas com produtos licenciados. Porém em 2002, Cris Morena, veio a estrear aquela que se transformaria em sua maior obra: Rebelde Way. A história de adolescentes de diferentes classes sociais que convivem em um exclusivo colégio de classe alta. Eles superam suas diferenças, conflitos e indecisões para superar os típicos problemas dos jovens, como: drogas, sexo, preconceitos e claro, o típico relacionamento entre pais e filhos.

Protagonizados por jovens entre 14 e 18 anos, a história tem como pano de fundo, o famoso Elite Way School, na cidade de Buenos Aires. A produção estreou logo após uma das piores crises econômicas da Argentina. A primeira temporada de Rebelde Way foi exibida pelo Canal 9 e logo se tornou o programa de maior audiência do canal durante todo o ano. Como todos os produtos de Cris Morena, Rebelde Way nasceu desde o princípio como a conjunção de várias expressões artística audiovisuais. O programa de televisão foi só uma das expressões do fenômeno Rebelde Way.

Da novela nasceu um grupo musical Erreway com os protagonistas. Uma série de recitais em um dos maiores teatros de Buenos Aires, com lotação esgotada nas quinze apresentações realizadas. Uma aliança com Editoral Atlántida (a editora mais importante da Argentina e com nome reconhecido mundialmente) possibilitou a edição da Revista Rebelde Way, com uma tiragem mensal de 40.000 exemplares. Os direitos do projeto Rebelde Way foram vendidos para vários países. A primeira versão foi adaptada por um canal na Índia que recebeu o nome de Remix. Logo, também foi adaptada para México, com nome de Rebelde, produzida pela Televisa. Foi a versão de maior sucesso. Houve também um piloto de uma versão da novela produzido no Brasil, mas não chegou a ir para o ar. Foi feita também uma versão portuguesa de mesmo nome, no ano 2008 que levou o título de Rebelde Way e foi produzido pela SIC e exibida em todo o mundo pelo sinal internacional do canal lusitano, mas teve apenas uma temporada. Também teve uma versão no Chile, na qual os direitos foram adquiridos em 2006, CRZ Corazón Rebelde foi produzida pelo Canal 13 de agosto de a dezembro de 2009. E em Março de 2011 a Outubro de 2012,a Record exibiu a versão brasileira em produção com a Televisa, intitulada Rebelde, assim como a versão mexicana, tendo duas temporadas. Em 2004, Erreway lança seu terceiro disco na Argentina, Memoria, além da estreia do filme, Erreway: 4 Caminos que reuniu os quatro protagonistas da novela. No fim deste mesmo ano, os 4 protagonistas decidiram se separar e cada um seguir seu caminho. Rebelde Way será para sempre lembrada com muito carinho por parte de uma geração e por seu elenco.

Rebelde (Rebelde, MEX, 2004–2006, 440 episódios, 3 temporadas, Televisa)

A palavra que define Rebelde é apenas uma: fenômeno. Nunca uma novela mexicana se transformou em um fenômeno de popularidade como essa aqui. A novela original de 2002, Rebelde Way, já havia sido um verdadeiro fenômeno tratando de assuntos como: choque de gerações, amores adolescentes na linha entre o amor e o ódio, e muita música. Mas, com o poderio da Televisa, o que se viu foi um verdadeiro fenômeno. A “rebeldemania” não se restringiu ao México e a novela chegou a inúmeras partes do mundo, como inclusive no Brasil, onde obteve mais sucesso que na sua terra natal. A verdade é que, como novela, Rebelde não bateu nenhum recorde de audiência, mas foi impressionante sua popularidade, seja nas ruas, na internet, ou nas lojas com seus produtos licenciados. Temas como: vingança, distúrbios alimentares, drogas, bullying, diferenças sociais e outros assuntos eram tratados de uma maneira bem ao natural aqui. Porém o maior êxito da novela foi lançamento do grupo: RBD. Na novela a banda era formada por Mia, Lupita, Roberta, Miguel, Diego e Giovanni e fora das telas quem comandava a banda era seus respectivos atores Anahi, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christian Chavez e Christopher Uckermann. O grupo é considerado o mais bem-sucedido da história da música pop mexicana, além de ter sido a banda mais premiada do mundo em apenas quatro anos. Prova disso são os recordes de público em concertos nos Estados Unidos, Brasil, Eslovênia, Romênia, Espanha, Chile, Equador, entre outros. Fora isso, a marca RBD tem produtos como bonecas, chicletes, produtos para higiene e alimentos, além de uma revista editada no México, Romênia, Espanha e Brasil. Rebelde marcou para a sempre a história da teledramaturgia latina e dificilmente será superada por alguma outra.

Quase Anjos (Casi Ángeles, ARG, 2007–2010, 579 episódios, 4 Temporadas, Telefe)

Quase Anjos foi um êxito dentro e fora da telinha. Esse foi o último grande sucesso da autora Cris Morena para a televisão e conquistou de uma maneira tão grande milhares de crianças e adolescentes argentinos e em diversos países onde a série foi exibida (Equador, México, Brasil, Chile, Uruguai, El Salvador e Espanha). Feito primeiramente para a televisão, a série se transformou em um verdadeiro produto milionário: foram diversas apresentações no Teatro, os discos e os shows da banda Teen Angels — criada a partir da ficção, o site oficial da novela, uma revista própria e um livro. Pensada inicialmente para ser uma novela voltada para o público infantil, a novela assustou os pais e os pequenos ao exibir uma primeira temporada um tanto quanto sombria e adulta, devido a isso a audiência não era tão satisfatória. Porém, com a estreia da segunda temporada e com uma história voltada muito mais para o público adolescente, a série viu sua audiência disparar e se transformar em todo o sucesso que foi durante suas quatro temporadas. A banda Teen Angels foi de longe uma das bandas pop mais importantes da América Latina durante os anos de 2007 a 2010, levando seus integrantes a ícones da moda e de grande popularidade. Não se via na Argentina um fenômeno assim desde Erreway. Foram 5 anos de trajetória, conquistando diversos prêmios e um filme narrando a trajetória do grupo. Casi Angeles e Teen Angels encerraram um ciclo de ouro de Cris Morena, depois desse sucesso a autora não conseguiu emplacar mais nenhum sucesso do mesmo nível.

Glee (Glee, USA, 2009–2015, 121 episódios, 6 Temporadas, Fox)

Glee pode ter tido muitos altos e baixos durante seus seis anos mas com certeza marcou para sempre a história da televisão americana. O drama, passado no liceu McKinley, no estado norte-americano de Ohio, centrava-se no grupo de estudantes que aderiram ao clube musical Glee, marginalizado pelo resto dos alunos. O clube, liderado por Will Schuester, um carismático professor de espanhol, conseguiu uma proeza nunca antes vista na escola: unir alunos, independentemente dos rótulos de populares ou de marginalizados que cada um pudesse ter. Foi precisamente isso que a série fez ao longo de seis temporadas, mostrar que somos todos iguais. Mais, a série quebrou tabus ao abordar questões tão importantes como o bullying e preconceitos sexuais e procurou ensinar os espectadores a aceitarem a diferença, a acreditarem nos seus sonhos e a lutarem por eles. Porém, o maior baque de Glee foi a perda de Cory Monteith, que interpretava Finn Hudson, um dos personagens principais, e também veio abalar a série e acelerar o seu fim, que foi anunciado três meses depois da morte do ator. Glee se despediu com uma temporada linda e exitosa, ao trazer de volta aquela sensação de estarmos voltando para a primeira temporada. Com apenas 13 episódios, pudemos acompanhar os desfechos finais de alguns personagens queridos por todos além de se emocionar com um episódio final bastante emocional. Glee ficará para sempre marcada como a primeira série musical da TV Americana.

Física ou Química (Física o Química, ESP, 2008–2011, 77 episódios, 7 temporadas, Antena 3)

Física o Química é com certeza uma das melhores séries adolescentes espanholas que já existiram. Em 7 temporadas de enorme sucesso, chegando a ser líder de audiência no país em vários episódios. A história gira em torno de um colégio e as vidas de seus alunos e professores, cada um com o seu drama, seu dilema, seus romances, seus conflitos. Nos três anos que foi exibida, a série conquistou todos os espanhóis com seus dramas e seus personagens, e foi alvo de muita critica também pela maneira crua e realista que a série tratava alguns assuntos. Temas como drogas, relacionamento entre aluno e professor, sexo, distúrbios alimentares, bipolaridade, deficiência pessoal, homossexualismo, virgindade, obesidade, primeira relação e a violência eram tratados de uma maneira bem madura e por vezes poderiam chocar os mais conservadores. Porém todo o sucesso de suas temporadas iniciais deixou de existir em seus episódios finais da 7ª temporada, quando um dos episódios mais chocantes da série acaba matando um personagem querido pelo público. A série logo foi cancelada mas com certeza ficará marcada para sempre em uma geração. “Medicina Alternativa…Tu Saliva en mi saliva, és Física o Química”

Juventude à Flor da Pele (Skins, UK, 2007–2013, 61 episódios, 7 temporadas, E4)

Ainda que os Estados Unidos seja pioneiro em fazer séries para o público adolescente, a Inglaterra marcou território também no assunto ao produzir o drama juvenil Skins, em 2007. O seriado acompanhava a vida de adolescentes na terra da Rainha, em seus últimos tempos de colégio. A trama sempre abordava diversos temas polêmicos como, por exemplo, famílias disfuncionais, transtorno mental , distúrbios alimentares), sexualidade na adolescência, abuso de drogas e morte. O diferencial de Skins é que ela tem uma pitada de Malhação no sentido da renovação de elenco. A série foi dividida em em gerações, cada uma com duas temporadas cada. Apesar dessa renovação, cá entre nós nenhuma geração foi melhor do que a primeira.

Bom, essa foi uma lista muito especial de montar, porque falar de séries adolescentes é ótimo e ainda mais relembrar algumas que marcaram época ou até mesmo conhecer algumas novas. Comente aqui em baixo quais séries você já assistiu. Até mais!!

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