Bazinga! A série do mês é The Big Bang Theory

Nada melhor do que começar o ano de muito bom humor e como aqui no Box não pode ser diferente, elegemos The Big Bang Theory como nossa série do mês de janeiro.

Humor regado a referências e muito inteligente, elenco afiado (com destaque para Jim Parsons, premiado com um Emmy), diálogos bem pensados e piadas que não exigem um QI assim tão elevado são os elementos da fórmula de TBBT. E eles não são variáveis.

A série foi criada por Chuck Lorre (o mesmo de Two and a Half Men) e Bill Prady (produtor-executivo de Gilmore Girls) e sua estreia aconteceu nos Estados Unidos, pelo canal CBS, no dia 24 de setembro de 2007. Na época, ela se garantiu pelo nicho. Hoje, já na quarta temporada, a coisa está bem diferente.

O Cenário e os Personagens

The Big Bang Theory tem como cenário a cidade de Pasadena e conta as desventuras de dois gênios da Caltech, o Instituto de Tecnologia da Califórnia: Sheldon Cooper, um físico teórico, e Leonard Hofstadter, um físico experimental.

Repetindo fórmulas de sitcoms de sucesso, como Friends, Will and Grace e How I Met Your Mother, temos mais uma vez os protagonistas sendo roomates. A diferença aqui é que eles são nerds e isso é fonte de praticamente 99,9% do humor do programa. A parte não nerd fica por conta da vizinha dos dois, a garçonete Penny, que logo começa a fazer parte desse mundo de alto QI e a sacar as referências.

Penny é uma personagem importante para trama, não apenas por ser a vizinha gostosa, antogonista do mocinho (apagado pelo personagem hiper carismático de apoio), mas também porque representa grande parte da audiência americana (e porque não dizer mudial?), que não é bitolada em quadrinhos, ficção científica e outras coisas do tipo. Ela faz a ponte para o espectador comum se sentir no contexto do que vê.

Como já dito, ela é uma garçonete que trabalha no Cheesecake Factory, que ninguém sabe se é realmente uma fábrica de cheesecake que também é um restaurante, ou se é só um nome mesmo. Ela se mudou para Califórnia para tentar a vida de atriz e isso rende ótimas piadas na boca de seu vizinho sem tato social, o Dr Cooper — como ele prefere ser chamado.

Sheldon Cooper, originalmente amigo de Leonard, acabou ganhando destaque por seu comportamento um tanto obsessivo. Dá para dizer que o personagem tem o famoso TOC — transtorno obsessivo compulsivo. E ai daquele que sentar em seu lugar no sofá, que fica confortavelmente entre a janela, fornecendo uma leve brisa, enquanto lhe oferece a melhor posição para assistir maratonas de Battlestar Galactica na televisão. O destaque foi tanto que hoje Sheldon tem ares de protagonista, apesar de claramente não ser ele o personagem que desenvolverá sua evolução com a mocinha da série.

Mas a série não tem apenas o trio. Outros dois personagens agregam ainda mais a trama. Leonard e Sheldon recebem a visita constante de Howard Wolowitz, um judeu nerd e quase ninfomaníaco, e do indiano Rajesh Koothrappali, que só consegue conversar com as mulheres se estiver bêbado. Como podemos ver, além dos nerds, Lorre soube aproveitar outros dois estereótipos de minoria que histórica e contextualmente (nos Estados Unidos) rendem ainda mais graça à história: o judeu e o indiano, respectivamente.

A relação entre esses personagens tão diferentes é a força motriz da série. E se por um lado, a interação entre eles faz com que Penny cresça como mulher, afinal em muitas situações ela tem que cuidar dos nerdões, por outro faz com que eles passem a ser homens mais sociais, menos presos em um mundo protegido por super heróis de uniformes e jedis com sabres de luz.

O Começo

Os ratinhos de Youtube já sabem que The Big Bang Theory não é nem de longe parecido com o que foi planejado para ser. E o site de vídeos do Google mostra isso com algumas cenas do piloto original, no qual um dos nerds era uma mulher, Penny tinha um visual e comportamento diferente e Sheldon era bizarramente mais amargo.

E se estamos falando sobre o começo, vale lembrar de algo que tem em todo começo de episódio: a música tema de abertura, The History of Everything, que foi escrita pela banda canadense Barenaked Ladies. Ela descreve o desenvolvimento do universo e as mudanças que a Terra e os seres humanos têm sofrido desde o início dos tempos. Cabe a quem assiste se confortar (e muito bem) com as mudanças que Penny, Sheldon, Leonard, Howord e Raj passaram ao interagirem entre si.

A Audiência

A série parece ter perdido um pouco de seu mojo recentemente, mas o quarto ano está agradando sua base de fãs e conquistando novos, para alegria da CBS. Hoje, o programa é exibido nas noites de quinta-feira e tem se saído muito bem. E olha que esse dia é o mais competitivo da TV americana. Só para você ter uma idea, é como se nas quintas-feiras, só houvesse novela das oito na programação.

Se você curte humor de referências, tem bagagem nerd, quer se envolver com uma história de personagens cativantes e riso fácil, The Big Bang Theory é a série. Aliás, é nossa série especial do mês aqui no Box, como preparativo para a segunda edição da Festa Blo,Go! que vem mais nerd do que nunca!!!

Então, prepare-se: durante todo o mês de janeiro teremos notícias especiais e várias curiosidades pra você conseguir seu PhD em bom humor. Fique ligado!

Colaboração: Caio Fochetto e Ana Emílio

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BOXPOP

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