Blindspot: entre o mistério e o procedural

Blindspot é um misto entre procedural e mistério, que no ritmo certo pode garantir diversas temporadas para a NBC.

Nós somos definidos pelas nossas escolhas, você só não se lembra das suas.” — REED, Edgar

Uma mulher nua e e com o corpo completamente tatuado é encontrada dentro de um saco abandonado no meio da Times Square em Nova Iorque. Poderia ser um caso de qualquer série procedural, mas esse tem mistério suficiente para, no mínimo, uma temporada inteira. A nova série da NBC traz Jaimie Alexander (Thor) como Jane Doe e Sullivan Stapleton (Strike Back) como o agente do FBI Kurt Weller, e com base no piloto vazado, tem tudo para ser uma das queridinhas desta Fall Season.

A história começa um pouco solta, mas vai tomando corpo ao longo do episódio. Jane Doe não se lembra de nada do que aconteceu antes de ser encontrada, mas vai descobrindo que gosta de café, sabe falar chinês e luta muito bem. Seu corpo cheio de tatuagens traz o nome do agente do FBI, que sem surpresas é designado para o caso. A pergunta feita diversas vezes e que deve ser o plot central da primeira temporada é: porque alguém cobriria o corpo de outra pessoas de tatuagens com pistas para solucionar crimes ao invés de ligar e dar essas dicas de maneira mais convencional?

Conseguimos pegar algumas pistas: quando ela se lembra de estar treinando e no final, quando ela parece concordar em perder toda a memória e deixar seu corpo ser marcado, mas nada que entregue as respostas. Os flashbacks parecem um pouco com Arrow, mas, ao contrário da história de Oliver Queen, não é só o espectador que está descobrindo o que aconteceu no passado, mas a personagem principal também.

As justificativas dela para participar da investigação foram um pouco repetitivas, esperamos que eles entrem em um acordo e ela não precise explicar em todo episódio porque deveria estar ali. E entre todas as pistas, tem uma que a capitã Bethany Mayfair pode querer que não seja descoberta, o que pode levar a algum problema para Jane Doe quando essa hora chegar.

A descoberta da própria identidade e de quais habilidades possui deve ajudar Jane Doe a se encontrar e se posicionar na história, pois sua personagem tem muito mais potencial do que fazer uma cara de assustada permanente. Apesar de ter sido uma ótima interpretação para uma pessoa que acaba de tomar consciência de si própria, queremos vê-la lutando e sendo dona de si mesma, o que ela parece plenamente capaz de fazer — no final do piloto ela já parece mais intrigada do que assustada com o próprio corpo.

Temos ainda um personagem desconhecido que aparece nos flashbacks e que já está se metendo na história, mas ainda não dá pra identificar se ele está tentando ajudar ou atrapalhar. Considerando as informações que já temos, acredito que um pouco dos dois.

Os atores principais foram muito bem escolhidos; ambos já participaram de outras boas produções e tem potencial para carregarem Blindspot. Alexander e Stapleton, além de serem bons parceiros, também tem potencial para um ótimo casal — já dão até um ótimo shipp (Kane?). Foram boas atuações no piloto, e esperamos ótimas performances deles no futuro.

O roteiro foi bem elaborado com relação à história central, um pouco previsível no caso. Por ser um episódio que precisava explicar melhor a série, vamos dar um desconto para o caso, mas com toda essa complexidade das tatuagens, a descoberta da pista e a sua resolução precisam ser equilibradas para manter o nível da produção e o interesse do espectador.

Blindspot é um misto entre procedural e mistério, que deve balancear o caso da semana com o desenvolvimento da história de Jane Doe; e a série poderia também ser a filha de Castle e NCIS. Se a história conseguir manter o ritmo das informações reveladas e tiver casos interessantes, deve facilmente garantir mais temporadas, não apenas a segunda, pois estamos carentes de bons procedurais no momento.

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