Camping em Ilha Grande, Rio de Janeiro

Bom, vamos ver se lembro de algo desta viagem que aconteceu no final do ano passado e acabou mais do que na hora certa — vide toda calamidade que aconteceu após as fortes chuvas na ilha, que chegaram a matar muitas pessoas vítimas de soterramento. Enfim, não estamos aqui para falar de mortes!

Bom, a viagem em si começou no dia 26 de dezembro. Isso se desconsiderar a viagem que fiz até Indaiatuba no dia 25 de dezembro para encontrar o Leandrinho, amigo que veio da Austrália para passar o fim de ano por aqui. Enfim, nesse dia cheguei em Indaia, coloquei o papo em dia e fui dormir. No outro dia madrugamos e logo caímos na estrada brincando de ‘post it’, só que sem post it. E comendo pão de queijo.

A viagem foi fácil, até porque contávamos com um GPS. Paramos uma vez para abastecer o carro de gasolina e outra para abastecer de comida, essa parada em Parati, que nem conheci direito. Chegamos em Angra às 14h. Pegamos informação no posto de turismo que nos indicou a balsa a pegar. Antes disso, lógico, conversamos sobre as praias de Ilha Grande e optamos por Aventureiros, que e uma praia localizada já em mar aberto. Até por isso a viagem para lá é um tanto longa.

Estacionamos o carro num estacionamento onde se paga R$30,00 por dia. É a média. Mais barato que isso não há. Talvez em baixa temporada. Um sujeito do estacionamento nos levou até o posto a beira mar onde as balsas abastecem. A última balsa oficial estava saindo para a Ilha. Digo oficial pois obviamente existem as paralelas, que podem até ser mais baratas, mas tb são mais arriscadas. Ouvi histórias de gente que levou quase um dia para chegar em aventureiros, viagem de duas horas qdo feita apropriadamente.

Bom, a viagem até a praia foi tranquila, com belas paisagens. O barco estava um pouco lotado. Tinha até um cachorro e muita mary. Sério, maconha rolava solta. Nada contra. Foi ouvindo meu ipod, que durante a viagem toda foi usado apenas em momentos cruciais, afinal eu ia passar dias em uma ilha sem energia elétrica e todo mundo sabe que carregar bateria de ipod é difícil. Usei com sabedoria. rs.

Na ilha, descemos, Nos registramos na casinha de entrada onde é feita a contagem de turistas para evitar que esta fique acima de sua capacidade. Pagamos o camping e prosseguimos. Montar a barraca até que foi fácil. Ruim foi perceber que eu deveria ter lavado um colchão de ar. Dormir em saco de dormir naquele calor, no chão duro, foi horrível. Bem, pelo menos eu tinha repelente e protetor solar suficiente, o que passava a cada duas horas — ideal, com o sol e mosquitos de lá consegui sair ileso e sem arder.

No primeiro dia não havia muito o que fazer, aliás já era fim de dia. Montamos as barracas e fomos comer. Depois bebemos uma garrafa de vinho, fumamos um e deitamos. Ah, lembro que no jantar conhecemos a Zuma, algo assim. Carioca simpática que atende num restaurante furreco, mas que para o que há na ilha era quase um Fasano. Assim que escreve? rs

No outro dia passamos a tarde a beira da praia, debaixo de uma árvore muito bonita. Almoçando frutas, ouvindo ipod, nadando… Nada pra fazer MESMO! E esse é o esquema de Ilha Grande. Vá com amigos pq vc só poderá jogar baralho e conversa fora. Para quem quer se desintoxicar de workaholicquismo, é a melhor coisa. Ou não! Assumo que depois de um dia eu já estava ficando louco por conta da falta do que fazer.

No segundo dia apenas trocamos de praia. Caminhamos de uma para outra, atravessando um paredão de pedra que parece muito mais difícil do que de fato é. A outra ilha conseguia ser ainda mais suja do que a ilha onde fica o camping. Acho que o povo fica com preguiça de atravessar o paredão de pedra com todo aquele lixo. tsc tsc.

No terceiro dia escolhemos fazer um passeio, mesmo com a grana curta. Lógico, não havia mais o que fazer. O passeio de R$30,00 por pessoa incluia algumas praias da ilha que valiam a pena. A mais bonita, na minha opinião, era a melhor. Está incluso ainda um passeio pela praia onde há um vilarejo. Ele abriga a Prisão de Dois Irmãos, ou o que restou dela. A prisão é famosa pois serviu de cárcere para brasileiros famosos pelo bem e pelo mal. Foi lá também que nasceu o Comando Vermelho, PCC do Rio. A última ilha era mais tranquilo, incluindo uma mini trilha com cachoeiras e maribondos, além de uma pequena igreja com um cemitério.

Depois deste passeio voltamos para ilha para o de sempre. Jantar no restaurante de Mira, Zulmira, Whatever… Beber, fumar e dormir. Só com dramin, né, pq dormir no chão duro batido não é digno. O último dia chegou. Fiz agumas fotinhos a mais, tomei banho de mar, um pouco de sol. Desmontamos a barraca e fomos para o cais da praia. De lá entramos no barco e pegamos o começo de toda chuva que causou deslizes na ilha e em Angra. O resto é notícia que você viu no Jornal.

Apesar de todo o marasmo de uma ilha deserta, indico sim o passeio. Ainda mais para quem tem companhias agradáveis. Dá para se divertir e ver paisagens muito bonitas.

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