Chicago Fire 1×14 — A little taste

Foi o que pensei. Você foi um covarde lá e está sendo um covarde agora” — Eric.

Existem algumas coisas que fazem de Chicago Fire um bom drama, mas nada muito excepcional e inesquecível. A principal delas é a insistência em alguns arcos e, depois de tanto drama e capítulos para desenvolver a trama, tudo é abandonado e uma solução simplista é apresentada. Isso exige muito da crença do espectador em uma série verossímil.

Quatorze episódios presenciando o problema do braço de Severide e as consequências de uma cirurgia que poderia deixá-lo afastado dos serviços por um bom tempo. Eis que surge um procedimento experimental no finalzinho do último episódio e, nos três minutos iniciais deste, Severide já foi operado, se recuperou e poderá voltar ao serviço normalmente.

Mesmo não sendo médico, parece uma resolução muito apressada para um problema que se julgava ser tão sério. Se já enrolaram com esse arco por tanto tempo, porque não gastar mais alguns minutos para dar uma solução melhor acabada?

E como se não bastasse a resolução desse conflito, inseriram outro logo na chegada de Severide na volta ao trabalho. O tenente-substituto, Eric Whaley, é irmão da ex-noiva de Severide. Este a abandonou dois dias antes do casamento e ela, com a dor do abandono, encheu a cara, bateu com o carro em um poste e ficou três meses em coma. A família dela culpa Severide, mas desconhecem que a moça traiu o bombeiro com um ex-namorado. O plot deu preguiça e não causou envolvimento emocional algum. Um clichê novelístico mal explorado em Chicago Fire.

Chicago Fire 1x14

Nancy, a mãe de Casey, finalmente é solta e o filho a espera na saída da cadeia, junto com o advogado, Rick. A progenitora parece não ser exatamente quem aparenta. Logo dispensa Rick dizendo que o advogado era legal demais e engata um envolvimento com um cara que trocava cartas com ela. Mesmo com a agente da condicional fazendo uma visita surpresa na casa de Casey e explicando os termos da liberdade, Nancey parece não se intimidar e vai jantar com o misterioso cara.

Casey agiu corretamente, ainda que sua abordagem tenha sido meio paternalista. Nancy mostrou-se ser uma grande má agradecida. Os anos de prisão não a deixaram mais calma. Ao contrário, sua briga com o filho deixa claro que ela pretende recuperar o tempo perdido, aproveitando melhor sua vida e sua liberdade. O cheiro de problemas envolvendo-a é muito forte. Aguardem.

Mas Nancy prestou outro favor aos espectadores produzindo o primeiro grande climão do episódio. Tudo começou quando a senhora foi visitar o batalhão do filho e é apresentada a Peter Mills, que a abraça afetuosamente. Gabriela surge e Nancy vai logo dizendo que se lembra da jovem do dia da audiência para a condicional. O embaraço aumenta quando a senhora diz ao filho que aquela sim era uma mulher de verdade e que Hallie deveria ser esquecida (e a médica foi mesmo que nem aparece mais no seriado). O constrangimento é visível.

O segundo grande climão do episódio envolve Gabriela. Mills quer apresentá-la à família, ma a morena tem se esquivado. Depois do carão que a mãe de Casey a fez passar, decide aceitar a proposta, mas envia a mensagem errada. É Casey quem recebe a mensagem e faz as conexões. Ao menos uma decisão acertada do roteiro. Prosseguir com essa história não levaria nenhum personagem a lugar algum. O tenente tem seus próprios problemas para resolver. Gabriela tem maiores possibilidades narrativas junto a Mills.

O irmão de Gabriel, Antonio, retorna à série investigando um surto de overdose de cocaína. Descobre que estão vendendo droga ruim e cai de cabeça na investigação. Infelizmente, o policial mexe com as pessoas erradas e ganha um cliffhanger. Complicado deixarem o irmão de Gabriela como gancho para o próximo episódio. Ele não é um personagem recorrente. Portanto, não causa o impacto necessário nos espectadores. Por que se importar com ele?

Hermann garantiu bons momentos cômicos ao tentar convencer os colegas a investirem num bar em um bairro promissor. Consegue Gabriela e Otis como sócios. Mas, como Hermann é um grande azarado, a presença de um possível gangster local como sócio também poderá ser mais um tiro no pé que o bombeiro dá em busca de adventos financeiros.

O último climão do episódio e, de longe, o mais interessante para as tramas futuras, foi o nascimento do filho de Clarice, companheira de Leslie. Tudo estava correndo às mil maravilhas até o pai do bebezinho, Daniel, aparecer, segurar o filho e sair em seguida, para depois entrar um oficial de justiça entrar e entregar uma intimação contra as duas. Parece ser pouco usual um oficial entrar em um quarto de hospital com a mãe que acabou de dar à luz ao filho, porém, causou o impacto devido. Daniel vai lutar pela guarda do filho. Por mais mexicano que isso parece, se bem trabalhado, pode render.

Um episódio mediano, padrão. Nada de grandioso. Algo bem típico do que Chicago Fire tem apresentado.

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