Dadinho é o c#%, meu nome agora é Zé Pequeno p%@!

Você já deve ter reparado que desde o final do ano passado as séries nacionais vêm ganhando mais espaço na TV paga. É que agora é lei, e todo canal por assinatura é obrigado a transmitir três horas e 30 minutos de conteúdo audiovisual brasileiro no horário nobre. Para o setor é uma boa notícia, afinal, a procura por roteiristas e projetos aumentou, o que gera empregos, oportunidades e, principalmente, incentivo ao setor. Mas e para nós espectadores, o que muda com tal Lei 12.485?

Todosvicia?!

Não tem jeito, quem gosta de série sempre acaba acrescentando mais uma na sua watchlist, mesmo que tenha fazer alguns sacrifícios (quem precisa dormir né?!). Com a obrigatoriedade iremos conhecer a linguagem nacional no mundo das séries, deixar de lado formato ‘Global’ e ver que dá, sim, para produzir tramas envolventes sem legenda. Há poucos meses — desde a implantação da lei — já fomos agraciados com duas séries que não passaram vergonha ‘por falarem português’. Do amor e Sessão de Terapia mostraram plots interessantes sem parecer uma imitação mal feita das histórias gringas. E ainda vem muita coisa boa por aí, é só uma questão de tempo.

Todosganha!

A partir do momento que as emissoras são obrigadas a exibir programas nacionais, toda indústria audiovisual sai ganhando. Desde as produtoras aos roteiristas, e como aqui tirar ideias do papel e transportá-las para a tela soa quase um dos Trabalhos de Hércules, a procura vai ajudar no financiamento das produções. Caso gere audiência — e isso depende de você! — os canais vão buscar sempre melhorar suas atrações e nós teremos uma variedade séries bacanas para assistir.

Todosfalaportuguês!

Linguagem é algo que não se copia. Não existe fórmula, é quase como uma marca registrada. Por exemplo, a versão norte americana de Skins é bem diferente da original, e essa dissonância nem é só por conta do elenco, mas porque cada país acaba tendo o seu jeito de contar uma história. Com as novas séries, iremos conhecer como é o nosso estilo, a nossa forma de amarrar os acontecimentos e ‘seriar’ uma narrativa.

Então, vale a pena comemorar?

Ainda estamos no início de uma fase muito significativa para a indústria audiovisual brasileira, por isso é complicado afirmar categoricamente se daqui para frente iremos morrer de orgulho das produções ou se teremos uma overdose de reprises. Mas a graça é exatamente essa, pois com a implantação da Lei 12.485 uma gama de possibilidades se abre, o setor se aquece e nós — espectadores — temos a oportunidade de conhecer como é que brasileiro faz seriado. Então, que venham grandes histórias com a nossa cara, com o nosso jeito e mostrem que, além de amar a séries de TV ‘nós’ também sabemos fazer.

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