Death Note: os fins justificam os meios?

Qualquer um tem capacidade de julgar quem vive e quem morre?

O humano cujo nome for escrito neste caderno morrerá. Se a causa da morte for especificada dentro de 40 segundos depois de escrito o nome da pessoa, essa será a causa mortis. Não sendo especificada a causa mortis, a vítima morrerá por ataque cardíaco”. — DEATH NOTE

Death Note é constantemente considerado um dos grandes animes, apesar de não ter sido exibido em televisão aberta aqui no Brasil. Sua história é extremamente cativante e os embates psicológicos entre Kira e L são sensacionais. O mangá já foi adaptado para anime e, agora, está sendo adaptado em versão live action.

Para quem nunca ouviu falar, a história é simples: Um jovem estudante encontra um caderno especial, onde, ao escrever o nome de uma pessoa, ela morre segundos depois. Esse jovem é Light Yagami, brilhante e com um senso de justiça que se torna deturpado, tornando-o um justiceiro, que começa a condenar diversos criminosos — já condenados por crimes hediondos. Os números das mortes começa a crescer demais em pouco tempo, chamando a atenção. Fica claro que há alguém matando todos. É aí que surge “L”, um detetive que, embora famoso por resolver casos impossíveis, mantém a identidade secreta.

Ele traz para debate essa ideia de justiça com as próprias mãos. Tão presente no nosso dia-a-dia, aqui no Brasil, né? Bandido bom é bandido morto? Estaríamos melhores sem eles? Qualquer um tem capacidade de julgar quem vive e quem morre?

Importante dizer que não existe nada mais injusto em uma adaptação do que comparar o novo com o original. Se fosse para ser igual, não haveria motivos para uma nova versão, certo? Por isso, vou tentar ignorar o anime.

Misa Misa

Dito isso, a série já vai apresentando, desde o princípio, mudanças na história. O Light é diferente, o L é diferente. Mas estão quase todos lá. Da Misa ao Matsuda. De Ryuk ao chefe de polícia Yagami. O que mais impressiona nas adaptações japonesas é a fidelidade, a importância que se dá para a caracterização dos personagens. Para quem conhece a animação é fácil reconhecer os personagens, mesmo antes de serem apresentados.

Tudo começa com Light Yagami e um amigo curtindo um show da Misa Amani. Saindo dalí, vai trabalhar em um restaurante e, na saída, é assaltado pelo cara que praticava bullying com o amigo na escola. Voltando para casa, encontra o Death Note, lê as instruções, não acredita que aquilo possa ser verdade, lembra das palavras do amigo…

Queria que caras como esse sumissem para sempre”

Light Yagami

Porque não testar o caderno, não é verdade? Quais as chances de o cara morrer mesmo, só por ter o nome escrito? Mal Light escreve e se arrepende. Fica com medo de dar certo. Até o dia seguinte, quando descobre que funciona mesmo. Mas ninguém fica triste com a morte do valentão. A galera tava até comemorando no whats.

Mas o pai dele, o Sr. Yagami, é o chefe de polícia. Todas as virtudes que você puder imaginar, relacionadas à justiça e honra, esse homem tem. O trabalho está acima da própria família. Quando ele troca de lugar com uma refém em um sequestro, Light decide usar o Death Note de novo. Funciona.

Light está atormentado com seu novo poder. Mesmo assim começa a usar seu tempo livre para estudar as regras do caderno e caçar bandidos condenados pela justiça, mas livres, e executá-los. Não demora muito para que ele se torne uma celebridade: Kira. O povo o incentiva, pede e dá nomes de quem deve morrer. Os índices de condenados tendo ataques cardíacos em tão pouco tempo chama a atenção, ninguém sabe o que fazer e…

"L"

“L” se oferece para investigar. L é um detetive que fez fama resolvendo casos insolúveis pelo mundo, sem nunca revelar a sua identidade. Mal assume as investigações e logo reduz o número de suspeitos de TODO O JAPÃO para umas 20 pessoas. Sim, o cara é foda mesmo.

Mas o Light é tão foda quanto. Isso é o que faz toda a história ser tão interessante. Uma boa briga de gato e rato. Com a “investida” de L, Light se vê desafiado, na necessidade de driblar o destino. Aí é que a brincadeira começa. A diferença é que Light tem a ajuda de Ryuk, um Shinigami. Os Shinigamis são os deuses da morte, os verdadeiros portadores do Death Note.

Ryuk

O personagem Ryuk incomodou MUITO. Ele dá medo mesmo. Não porque ficou igual ao Ryuk do anime, ficou igual! Mas porque ele parece de borracha, parece muito real no nível vídeo games. E é totalmente diferente do que sempre se imaginava.

Os dois precisam achar alguém cujo nome e rosto não conhecem. E quem for encontrado primeiro… Morre! Humanos são tão interessantes!” — RYUK

OBS: As diferenças pro anime são inúmeras. Respira fundo e ignora.

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