Demolidor da Marvel 2×01 — Bang

Para começar e não parar. Bang é o tipo de episódio que além de apresentar a proposta do novo ano da série, já deixa claro que você não vai conseguir parar de assistir enquanto não terminar.

Fique quieto aí, meu querido, eu sou a melhor chance no mundo de você sobreviver nesse momento.” PAGE, Karen

Estava tudo bem até o Justiceiro chegar, mas vamos com calma, ainda não é no primeiro episódio que o personagem é identificado dessa forma. Por enquanto acredita-se que um grupo, bem treinado de possíveis ex militares está por trás dos massacres que assombram as gangues de Hell’s Kitchen.

Voltemos ao início. O Demolidor parecia realmente confortável em sua jornada por justiça e o equilíbrio com sua vida pessoal pós Wilson Fisk. Bang já começa com uma ágil sequência de perseguição e lutas contra ladrões nas ruas de Nova York, que termina com o Demolidor deixando vários ossos quebrados para trás e partindo com um sorriso de satisfação no rosto.

A cena de abertura do segundo ano soa como uma reafirmação da proposta que diferencia o universo da Marvel do cinema para o da TV. Ao menos no que diz respeito a parceria com a Netflix. Aqui, o sangue escorre sem economia e o som de ossos quebrando é uma das estrelas do show, se era isso que você estava procurando, siga em frente. Hora da abertura.

Somos apresentados a versão diurna da vida de Matt após os acontecimentos da primeira temporada. Começando por sua relação com Foggy, agora ciente da vida secreta do melhor amigo, parece sua nova missão fazê-lo ao menos pisar no freio e tentar viver um pouco fora de perigo. Matt, no entanto, não parece muito disposto a abandonar seu manto de herói e o diálogo nesse sentido acaba sendo infrutífero.

Ao menos agora, Foggy ajuda Matt a justificar seus hematomas, arranhões e ferimentos aparentes, por mais que a desculpa inventada por ele acabe colocando o amigo sob um holofote não muito agradável.

O trio aparece unido mesmo sob a adversidade de ter um escritório cheio de clientes, mas com a conta bancária zerada. A vida de bem feitor diurno do Demolidor, que é clássica nos quadrinhos, aparece mais evidente neste primeiro episódio, quando Karen apresenta os clientes e mostra a forma de pagamento de outros que já passaram por lá.

Essa maré de calmaria é rapidamente engolida pelos primeiros atos dos eventos que envolvem o começo do segundo ano da série. O massacre da gangue Irlandesa mostra o poder de fogo do Justiceiro. Os produtores resolveram não economizar sangue e a sala recheada de corpos mutilados é só o começo.

Bang também serve de exemplo de como a história vai ser contada daqui para frente. O desenrolar dos acontecimentos é bem fluído, apesar de ainda apresentar longas cenas de diálogos e sequências de ação, a trama avança sem problemas e, por enquanto, sem flashbacks.

A ligação entre o Demolidor e o Justiceiro começa a se desenvolver desde já, quando Grotto procura os advogados com fama de bem feitores para ajudá-lo a escapar da morte certa daqueles que entram na mira do misterioso assassino de Hell’s Kitchen.

Foggy e Karen tentam ajudar como podem. Nesse ponto, abre-se espaço para mostrar a evolução desses personagens individualmente, assim como na primeira temporada, eles são trabalhados dessa forma divergindo um pouco o foco do homem sem medo.

Karen ainda parece lutar contra seus demônios enquanto Foggy acaba servindo como alívio cômico da trama, mesmo que tenha as melhores intenções para aliviar o fardo de Matt.

Obviamente, o clímax do episódio fica para o final, com a aparição do Justiceiro. A cena sombria guarda o rosto de Frank Castle para o último e excruciante momento, após uma sequência da luta de tirar o fôlego contra o Demolidor. Ele saca sua última pistola guardada no tornozelo e acerta Matt na cabeça.

A cena conclusiva do episódio parece desafiar o público a não assistir o próximo. Vamos ser honestos nesse ponto e admitir que depois dessa não dá nem para esperar os 15 segundos propostos pela Netflix.

Agora só falta você nos contar o que achou do primeiro episódio dessa temporada nos comentários, e dar uma nota para Bang em nosso placar. Depois disso, é só correr para ver o segundo, terceiro, quarto, etc.

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