Demolidor da Marvel 2×12 — The Dark At The End Of The Tunnel

Muita coisa para acontecer até os momentos finais, mas sempre sobra espaço para um flashback, e mais uma vez o passado de Elektra é explorado em The Dark At The End Of The Tunnel.

O Demolidor deve morrer.” NOBU

O penúltimo episódio desta temporada começa mostrando parte do brutal treinamento de Elektra com Stick, ainda com doze anos, assim como ela comentou com Matt anteriormente, de volta ao seu primeiro assassinato. Algo controverso sobre a personalidade do velho mestre, que assassinou a sangue frio a criança trazida pelos japoneses na primeira temporada.

No entanto, Elektra foi encontrada há bastante tempo, ele a encontrou antes dos japoneses, algo que pode explicar sua misericórdia para com a jovem predestinada a se tornar a misteriosa arma chamada Black Sky.

A relação entre Matt e Foggy volta a ser abordada nesse ponto. É bem triste para ambos assumir que finalmente a sociedade chegou ao fim, principalmente porque isso quer dizer que a amizade deles também nunca mais será a mesma. Nesse ponto a “metade Nelson” do escritório também parece ter amadurecido no sentido de que a dependência exagerada do personagem pelo melhor amigo e sócio, desapareceu, ainda que por um momento ele ainda mostre certa fraqueza nesse sentido.

Essa dinâmica provavelmente vai ficar estranha no futuro, o escritório dos amigos surgiu na primeira edição de Daredevil #1 em 1964 e, assim como na série, a sociedade não durou muito. A amizade entre eles também se tornou uma relação estranha quando Nelson se tornou Promotor de Justiça, no caso, o cargo deixado por Reyes.

A trama nesse sentido acaba coincidindo exatamente com o futuro do show, uma vez que Nelson e Murdock não existem mais, Foggy segue seu destino como advogado promissor. No entanto os caminhos dele e do amigo vigilante voltam a se cruzar quando o Demolidor tenta convencer Foggy a deixar seu cargo em evidência, pois uma organização mafiosa prometeu matar o novo promotor.

Exatamente a promessa de Wilson Fisk. Nesse ponto, se Matt não tivesse que lidar com a Organização The Hand, ele provavelmente já teria cogitado a ameaça de seu inimigo original. Mas, assim como em grande parte das histórias sobre heróis, prevenir nunca foi o grande forte nessa linha de trabalho.

Karen Page segue sua sina solitária, ou nem tanto, já que pode contar com Ellison e Frank ao longo do caminho. A jornada da moça em apenas duas temporadas é no mínimo surpreendente, já que ela sobreviveu ao massacre de personagens importantes no primeiro ano, e neste sobreviveu há diversos momentos realmente ameaçadores, mais o massacre de coadjuvantes que não parecia ter fim.

Com o fim do escritório de advocacia ela aceita totalmente o manto de jornalista e obviamente é a pessoa que encontra o misterioso Blacksmith. Que era ninguém menos que o Coronel Ray Schoonover. A melhor sacada dessa vez foi o rádio no carro de Karen, tocando a música que Frank estava ouvindo no episódio anterior.

Nesse momento, sabíamos que a moça estaria à salvo novamente, mesmo depois de uma intromissão um tanto violenta por parte de Frank. Mais uma vez a moça é exposta ao lado sombrio do Justiceiro, algo não tão agradável para ela. Karen está a salvo, mas as marcas que carregará para o futuro da série muito provavelmente serão bem fortes.

Voltando a parte da trama principal, que tende a findar de uma vez por todas a disputa entre o Demolidor e a organização The Hand. Aqui mais um recurso muito utilizado em histórias de super heróis foi colocado em prática. Fazer o herói em questão aparecer exatamente onde os vilões querem, para facilitar a realização de seus planos maléficos.

A jornada de Matt e Elektra até o esconderijo do “Tentáculo”, que é como The Hand é chamado na versão brasileira das HQ’s. Agora mostra para a assassina qual é seu destino. A relação entre ela e o Demolidor mais uma vez é colocada à prova, o poder dos sentimentos confusos que eles partilham é tão bem ilustrado que fica difícil não torcer pelo casal.

Nenhum deles parece conhecer exatamente o que sente a respeito do outro, mas é certo que ambos sempre escolherão o duvidoso ao certo, mesmo que seja apenas para não descobrir que na verdade eles não se amam. É claro que apesar de não terem ideia de como definir o que sentem, para os dois é preferível se agarrar a possibilidade de que pode se tornar algo bom.

Matt vê em Elektra alguém com quem pode ser livre no caminho obscuro que é a vida como vigilante. Já ela vê no Demolidor alguém que pode salva-la da perdição em seu lado sombrio, alguém que acredita que ela pode ser boa, não importa quantas vezes ela prove que seu lado ruim é extremamente mais apelativo.

Por isso mesmo diante de um destino como uma deusa, adorada pelos membros do Tentáculo, ela decide permanecer do lado de Matt e lutar contra os ninjas. Até mesmo salvar Stick, que confirma exatamente o que o Demolidor representa para a Assassina, a salvação.

Deu certo, mas deu muito errado e Nobu encontrou a morte novamente. O único problema é que o Super Ninja que apareceu de surpresa como o grande vilão da temporada tende a não permanecer morto. Para Nobu chegou a hora do “tudo ou nada”, até porque chegou a hora da série terminar sua temporada.

Então vamos correr para comentar o gran finale tão esperado, mas não se esqueça de dar uma nota para The Dark At The End Of The Tunnel no nosso placar abaixo.

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