Demolidor da Marvel 2×13 — A Cold Day In Hell’s Kitchen [Season Finale]

Com A Cold Day In Hell’s Kitchen chegamos à uma conclusão épica de uma temporada que pode não ter sido perfeita, mas definitivamente desafia qualquer outra produção do gênero a manter tamanha qualidade.

Você quer terminar aqui ou você quer terminar no telhado?” MURDOCK, Matthew

Eu sempre gostei de ar fresco!” NATCHIOS, Elektra

Infelizmente nossa maratona de Demolidor da Marvel chegou mais uma vez ao fim. Muitos pontos fortes marcaram toda a temporada, por isso os pequenos deslizes do roteiro e da produção acabam na sombra da qualidade esmagadora apresentada do começo ao fim.

A história de Elektra volta ao palco central, pois ela é a grande arma viva que o Tentáculo precisa para estabelecer completamente seu poder sobre o mundo. Toda a trama envolvendo a organização sombria é extremamente grandiosa, o mistério, a quantidade de links que fortalecem o mal que eles pretendem lançar sobre o planeta. Então no fim, não era exatamente tudo isso? O que pode não ter sido exatamente uma falha da produção e roteiro, certamente soou estranho no episódio final da temporada.

Apontamos como algo que pode não ter sido uma falha, pois na conversa entre Matt e Elektra no começo do episódio, ele expõe o fato de que o Tentáculo é apenas uma grande armação, organizada por mentes manipuladoras que influenciam fanáticos. Uma ótima oportunidade de afunilar o contexto para mais perto do estilo mais orgânico da série.

Para os fãs das surpresas e revelações sobre uniformes e acessórios, encontramos mais uma vez Melvin Potter. Afinal para lutar contra um exercito de ninjas, Elektra também precisa de uma proteçãozinha extra.

A Cold Day In Hell's Kitchen

Entra em cena então o famoso bastão clássico do Demolidor das HQ’s, que em A Cold Day In Hell’s Kitchen é pouco utilizado, mas ainda sim aparece mais que o uniforme completo do vigilante no fim da primeira temporada.

A Cold Day In Hell's Kitchen

Bônus para um uniforme não tão clássico para a assassina, o mesmo revelado no dia 08 deste mês durante a première de Paris da série.

O plano do Tentáculo para matar o Demolidor e conseguir Elektra de volta se desdobra colocando Karen novamente na linha de perigo. A atriz Deborah Ann Woll definitivamente teve muito trabalho esse ano, sendo amarrada, arrastada, derrubada, enfim, a lista de incidentes envolvendo a moça não parou de crescer no decorrer destes treze episódios. Quem sabe na próxima temporada ela tenha alguma folga, mas é melhor não esperar isso, já que ela agora também sabe o segredo de Matt.

Na busca pelos reféns capturados pelo Tentáculo, vemos porque Matt e Elektra se dão tão bem, apesar da busca deles um no outro terem motivos completamente diferentes, eles se entendem. Mesmo quando eles se desentendem, quando se trata de fazer a coisa certa ou o que é necessário, a assassina não ganha no jogo de persuasão.

E quem diria que Turk Barrett, fora da prisão como ele mesmo previu no começo da temporada, seria útil para o desfecho da grande batalha final, que acabou não sendo tão grande assim. Pois é, um pequeno defeito de roteiro aqui, que não temos como defender, quando Matt e Elektra estão presos entre as escadas e o terraço, o Demolidor diz que há uma quantidade incontável de inimigos de ambos os lados, então eles prometem amor eterno e saem para luta.

Acontece que antes da luta começar realmente aparecem vários ninjas correndo pelos telhados. No entanto, durante toda a batalha aparecem no máximo uma dúzia da ninjas e o temido, imortal super ninja Nobu.

Outro ponto que não ajudou muito foi a decisão de usar principalmente iluminação natural para as filmagens, isso pode funcionar de forma magnífica para locações paradisíacas como as do filme O Regresso. Na série acabou não funcionando tão bem, ou a tática não foi bem utilizada, mais fácil culpar as noites escuras de Nova York. Várias sequências primorosamente ensaiadas e bem montadas acabaram perdendo o brilho, por conta da escuridão excessiva que só favorece o próprio Demolidor.

Durante o diálogo de despedida antes da batalha final, há o entendimento entre Matt e Elektra. Essa relação entre os dois é descrita pela própria Marvel como impossível, ainda sim inevitável. Eles continuam se encontrando, quando menos esperam ou quando mais precisam, atraídos pelo destino ou pelas sombras. Pelo que podemos provar da série o padrão será mantido.

A Cold Day In Hell's Kitchen

E sim, seguindo mais um costume das HQ’s Elektra acaba morrendo. Originalmente ela é morta pela primeira vez pelo Mercenário. Não é uma arma, deusa adorada por um grupo de fanáticos que tem um líder quase imortal, e acaba sendo assassinada pelo próprio por acidente. Mas precisamos admitir que tudo sobre a Elektra da série foi absolutamente impecável.

Eu sei agora como é ser boa. Sempre dói tanto assim?” NATCHIOS, Elektra

Sim, sempre dói tanto assim.” MURDOCK, Matthew

Esse não é o fim.” NATCHIOS, Elektra

Desde a escalação da atriz Elodie Yung à origem renovada da personagem, com pitadas de fatos da história original. A saga da assassina no decorrer da temporada e sua evolução de caráter até sua cena final. Elektra pode não voltar tão já para a vida de Matt, mas já sabemos que ela certamente retorna, mesmo que seja para liderar o Tentáculo na série dos Defensores.

Na primeira temporada já cogitava-se a possibilidade de que a grande organização seria a grande ameaça que reuniria os heróis de Hell’s Kitchen, agora mesmo com Nobu morto, ficou claro que a organização não acabou e Elektra está no “forno” que esse tempo todo esteve vazio. Alguém explica para onde estava indo todo aquele sangue cheio de substâncias desconhecidas?

De qualquer forma, o poder místico da organização e toda pressuposta grandiosidade podem ser trabalhados de forma mais apropriada na trama do time de heróis, mas isso são apenas especulações.

Vamos para as considerações finais a respeito da série, afinal esse foi o último episódio. Já comentamos muita coisa, mas alguns pontos ficaram para trás para as menções honrosas de A Cold Day In Hell’s Kitchen.

A Cold Day In Hell's Kitchen

O nascimento do Justiceiro. Frank Castle pode ter sido batizado oficialmente com o codinome logo no segundo episódio dessa temporada, mas o símbolo, o verdadeiro manto de anti-herói só nasceu oficialmente para o personagem no último episódio. Quando o personagem se vê desolado pelo fim de sua missão de vingança e decide que seu propósito é continuar lutando. Pode confessar que foi de partir o coração ver ele colocando fogo na casa da família, mas você vibrou de emoção quando ele sai caminhando armado e aquela grande explosão acontece focando no símbolo do crânio.

A Cold Day In Hell's Kitchen

Fica a dúvida do gancho deixado tanto pela atitude de Frank ajudando o Demolidor na cena final e indo buscar o misterioso CD em sua casa antes de colocar o lugar abaixo. Uma série solo do personagem não foi oficialmente descartada, mas de certa forma ainda está fora dos planos da Marvel em parceria com a Netflix. Vamos torcer para que isso mude.

A Cold Day In Hell's Kitchen

Foggy Nelson encontra Jessica Jones em sua jornada solo. Aqui ele não encontrou a heroína de fato, mas a advogada jogo duro Jery Hogarth, que ofereceu um emprego para o promissor advogado com a ajuda de Marci. Essa ligação também pode ter a ver com a futura série dos Defensores, mas ainda é cedo para dizer já que o calendário desses lançamentos ainda não foi divulgado. Ainda sim ficou um gostinho de crossover para quem gosta.

O tom melancólico do final vai muito além da perda de Elektra. Não foi só a despedida no cemitério que prevaleceu no fim do ano dois de Demolidor da Marvel. A despedida de Foggy e Karen do Josie’s, marca o fim de um ciclo para o trio, com aquele gostinho amargo de separação e um futuro inconsistente para uma reconciliação.

A reportagem escrita por Karen para o Boletim também segue o mesmo ritmo, adicionando ainda a ideia da expansão do universo do Demolidor, o texto deixa implícito que é preciso olhar além, você está em Hell’s Kitchen, mas você é sobretudo um Nova-iorquino. Essa ideia de expansão pode não ser apenas sobre as outras séries, mas também sobre o universo da série. De qualquer forma é interessante ver o show terminando com um louvor para a cidade tão adorada, que é citada o tempo todo, de certa forma, mas nunca é devidamente aclamada.

E “Eu sou o Demolidor”. A última fala de Matt para Karen revelando seu grande segredo fecha um ciclo dando espaço para um futuro totalmente imprevisível, com direito a fade out pra cena da Elektra sendo fechada dentro do misterioso sarcófago.

Com isso dito, só podemos esperar pela renovação da série, que mesmo depois de renovada ainda terá que se encaixar no calendário que leva aos Defensores. Com Luke Cage confirmado para 30 de setembro desse ano, pode ser que tenhamos Punho de Ferro no começo de 2017 e Os Defensores no segundo semestre, deixando a terceira temporada de Demolidor da Marvel para um longínquo 2018.

Por fim, não se esqueça de comentar com a gente o que você achou desse fim de temporada, quais são suas teorias, o que você quer que aconteça. Deixe sua nota para o episódio no placar e confira o teaser de Luke Cage pra ficar com gostinho de quero mais.

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