ER: 10 fatores que marcaram toda a série

ER não foi uma série, foi uma ERA! E como toda era, um dia ela acaba. Mas uma era não se define apenas pela linha do tempo, por quando começou e por quando terminou. Ela é definida por sua importância e pelos acontecimentos que marcaram esse intervalo de tempo. Foram 15 anos! E estes 15 anos marcaram história. Difícil não montar uma lista de melhores séries de TV e colocá-la pelo menos como o melhor drama médico da atualidade.

Mas, como ia dizendo… Acabou. Infelizmente o County General Hospital não está mais recebendo casos de emergência. Isso desde seu final, que aconteceu nesta quinta-feira nos Estados Unidos. Por isso nos rendemos aqui em homenagens.

Plantão Médico se despediu com a fama e glória de ser o pioneira entre os melodrama de aventais… E não estou me referindo aos aventais de donas de casa desesperadas, mas aos aventais médicos sujos de sangue, vestidos por personagens inspiradores.

Falando em sangue, tão pouco podemos negar que a série era sobre ele. Sobre sangue, traumas, curas, perdas, danos e lições a se aprender. Dos mais pequenos males aos piores acidentes imagináveis, que contrastavam com as cenas mais ternas possíveis.

Demos adeus aos novos personagens, nos despedimos novamente dos antigos… Tudo que desejamos fazer com a nossa série favorita. Isso prova que já estava mesmo na hora de dizer adeus e sentir aquele ar de season finale que valeu a pena.

Funcionou também como um resgate de casos e histórias passadas, como o transplante de rim de Carter que trouxe o personagem de volta; assim como a presença de George Clooney e seu marcante romance com Margulies resolvido nas telas de TV. Os finais que esperávamos ver em temporadas passadas estavam ali.

Em homenagem a tudo isso, todos estes detalhes e um final digno de qualquer lista de Top 10, fica aqui um Top 10 baseado em outro que vi no site do EW, mesclado com outras opiniões e informações encontradas na internet.

1. Elenco de Apoio Anspaugh, Morgenstern, Coburn, Lagaspi, Hicks, Keaton, Haleh, Chuny, Yosh, Adele Newman… ER sempre teve um mais-do-que-bom time de atores, também quando se refere ao elenco de apoio. Isso desde o primeiro episódio. Esta é uma das características que mais deu credibilidade à série, fazendo-a se prender aos pequenos detalhes recorrentes de um verdadeiro hospital e trazendo dramas convincentes à mesma.

2. Dramas profundos que não acontecem de uma hora para outra Lembra quando Mark Greene foi assaltado (Random Acts, quarta temporada)? Ele ficou deprimido, com transtorno de humor e ansiedade, o que durou por toda a temporada fazendo com que pudéssemos vê-lo lidando com seus maiores medos — assim como vimos seus amigos lidando com ele. Também acompanhamos os problemas de família de Carter, os problemas de Sam em conseguir se comprometer com as coisas, a ambivalência crônica de Neela, o complexo de inferioridade de Abby… Tudo isso seguia um curso que hoje vemos ser definido em outras séries através de pequenos arcos de dois ou três episódios onde uma história é criada e facilmente encerrada, afastando a história do real, do dia a dia. Além disso, raramente um problema era resolvido. Isso faz dos personagens de ER algo muito mais consistente.

3. Morte Ok, não estamos falando sobre Six Feet Under, mas acompanhar um drama médico e não ter contato com a morte simplesmente não existe. E algumas mortes que vimos em ER foram muito marcantes. Como foi o caso da morte do Dr. Greene, sem citar a agonizante partida do personagem interpretado por Ray Liotta. Impossível esquecer quando as batidas do coração de Gant deixaram a sala em silêncio. Ou então Jeannie cantando no funeral de Scottie Anspaugh… E Lucy sobrevivendo a uma cirurgia para depois morrer por complicações causadas por ela. Melhor parar por aqui, senão começamos uma lista incluindo mortes emocionantes de pacientes e o post não terminará nunca.

4. Imprevisibilidade Alguns dramas demoravam episódios para se resolverem… Outros menores podiam começar e acabar no mesmo episódio, mas isso não quer dizer que ER teve uma fórmula. Era simplesmente impossível dizer o que poderia acontecer nos 44 minutos de cada capítulo do drama, diferente de séries atuais, onde sabemos o que acontecerá em cada bloco, como House e Law & Order, ou como em Grey´s Anatomy, que sempre funciona sobre o esquema de cenas com uma narração de personagem. Muitos episódios de ER começavam durante a manhã, nos dando a sensação de que assistiríamos o passar de um dia para aqueles personagens… Ok, podia até ser o caso em alguns deles, mas havia a certeza de que aquele dia seria imprevisível.

5. Pessoas que amávamos odiar Houve um tempo em que Kerry Weaver podia ser considerada a pior pessoa do mundo (principalmente quando ela começou a maltratar Susan Lewis). Mas a Dra. Weaver, apesar de tudo, era também muito ética enquanto médica. Sua amizade com Jeannie Boulet levantou um elemento inesperado e doce. Sua relação com seu mentor, já doente de alzheimer, fez qualquer um mudar o ponto de vista sobre ela. Benton também era um pé no saco, mas ao mesmo tempo ele foi o melhor professor que Carter poderia ter. Romano era um idiota e Dr. Malucci um incompetente, mas cada um deles trouxe algo para a série.

6. Problemas médicos críveis Eles caiam como uma luva, as vezes. Alguns dos problemas que pacientes passavam podiam trazer uma lição de moral que os médicos precisavam naquele momento. Mas esse ítem básico de ER não era nem de longe parecido com o clichê que Chicago Hope foi um dia, ou chato como Grey´s Anatomy acaba sendo hoje. Além dissos os casos eram mais “normais”… Mais fáceis de se acreditar, ao contrário do que vêmos em House — série onde mulheres podem ter glândulas mamárias atrás dos joelhos!

7. Convidados Especiais Algumas vezes eles eram fantásticos… Em outras nem tanto, como aconteceu com James Woods. Aconteceu até de não terem química com a história, como foi com Forest Whitaker e Cynthia Nixon. Mas isso não tira o brilhantismo da série quando listamos seus convidados ao total. Não se pode esquecer as espetaculares participações de Alan Alda, Thandie Newton, Sally Field, Bob Newhart, Kristen Johnston e Don Cheadle em sólidas e as vezes curtas histórias.

8. Sobrevivência Como é que ER conseguiu sobreviver por tanto tempo? Ainda mais após duas ou três temporadas que, sinceramente, foram bem chatas! Como a série conseguiu se recolocar nos trilhos? Nem o mais incondicional fã do seriado pode negar que a série já chegou a ser o maior pé no saco. Alguns gostam até de pensar nessa fase como um período onde a série esteve desacordada, para depois ser ressucitada por um desfibrilador na potência máxima, voltando a vida com toda graça, ação e boas histórias que tem direito. ER falhou algumas vezes, mas sempre voltava mais forte do que nunca.

9. Revelações ER nos trouxe Julianne Margulies e, o melhor de tudo, George Clooney. Uma ótima atriz consagrada em cinema e com ótimos papéis, principalmente na televisão. Outro um sucesso indicado a Oscar e sempre presente nas mais bizarras listas, desde as de mais sexy até as de mais mulherengos e também de donos de animais de estimação estranhos (um porco!!!). Mas não podemos nos esquecer dos que nem eram famosos quando a série começou, caso de Lucy Liu interpretando aquela mãe HIV-positivo que passou o vírus a seu filho. Ou mesmo os membros fixos que são mega estrelas da atualidade, como Jorja Fox e Elizabeth Mitchell.

10. Resgates Como comentado no início do post, nem todas as séries dão aos fãs um final digno. Hoje em dia muito se comenta sobre como será o final de Lost. Mas imagine como seria acompanhar uma série por quinze anos e ter um final insoso após todo esse período? Isso coloca, pelo menos para mim, o nível de expectativa com o final de ER num patamar muito alto. E resgatar personagens como a série fez, incluindo alguns dados como impossíveis (como o do próprio Clooney) foi um feito considerável e digno! Acredito que nenhum fã tenha ficado chateado ou tenha sentido que perdeu quinze anos de sua vida.

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