Filhos da Guerra: uma visão alemã sobre o maior conflito da história

Com perspectiva alemã da Segunda Guerra, Globo relembra 70 anos do fim do maior conflito da história em Filhos da Guerra.

Éramos cinco amigos. Éramos jovens e sabíamos que o futuro nos traria possibilidades. O mundo inteiro estava diante de nós. Só precisávamos aceitá-lo. Éramos imortais… Em breve conheceríamos a verdade.”

Filhos da Guerra

Assim como no cinema, a temática das guerras também fez seu gênero entre as séries.

Tratados com capricho e seriedade, elas têm lugar cativo em grandes premiações ao redor do mundo. Porém, sempre assistimos à mesma versão dos fatos: a de quem venceu.

Sabemos o que os americanos pensando através de Band of Brothers e The Pacific. Mas qual a versão alemã destas histórias? Já se perguntou como eles encaram a Primeira e a Segunda Guerra Mundial?

Este poderia ser um tema polêmico, se você for daqueles que separa a história entre “bons” e “maus”. Ou rotula um povo pelo ideal de seu governo, generalizando de forma perversa uma quantidade de pessoas que, mesmo se adequando ao “correto”, viviam oprimidas e temendo por suas vidas.

Filhos da Guerra (Generation War, 2013) traz esta visão com muita sensibilidade. A minissérie será exibida pela Rede Globo na próxima semana, logo após o Programa do Jô, em cinco episódios dublados (áudio original em alemão disponível).

Nela conheceremos a história de jovens alemães que seguem diferentes rumos em suas vidas quando se dá início ao maior combate militar da história. E se o meio define o homem, quem prevalece sobre o caráter? As circunstâncias??? Esse talvez seja o maior embate do drama.

São pessoas comuns, com ambições, desejos, instintos e ideais. Alguns são vítimas. Outros podem ser considerados heróis — tudo depende da perspectiva.

Ao acompanhar os personagens, você se pegará torcendo para que alguns deles (membros do exército nazista) sobreviva em campo de guerra. E é nessa hora que podemos perceber o poder da arte. Você não enxergará o eixo, nem os aliados.

Mas como essas divisões formaram ou danificaram os protagonistas da série. Perceberá que eles são apenas pessoas colocadas em um jogo maior, muitas vezes contra seus próprios ideias.

Filhos da Guerra

Mais do que uma série, esta deve ser encarada como uma oportunidade para o povo alemão quebrar o silêncio sobre um tema sensível.

Ela não tem o poder de mudar a perspectiva que temos dessa gente — que viveu em ditadura, entre gente pró e contra-governo. Mas traz uma visão mais completa do que era viver sob aquele regime.

Mostra o panorama que os próprios judeus tinham sobre a nação na qual escolheram viver, sem entender as mudanças pelas quais tal país viria (e iria) passar, encurralando-os em guetos e campos de concentração sem entender.

Deixará clara a visão de jovens entusiasmados com seu novo Führer, que levantou a nação após a humilhação recebida com o final da Primeira Guerra. E também o que pensavam os jovens que eram contra a nova filosofia, mas estavam nas linhas de frente defendendo um país que não mais lhes era pátria.

É série que faz pensar.

Não à toa, Filhos da Guerra carrega 18 prêmios internacionais, incluindo o Emmy Internacional de 2014 na categoria Melhor Minissérie.

Esqueça a visão simplista que você teve até agora sobre este conflito e embarque nas madrugadas de séries da Globo com um dos produtos internacionais mais refinados que a emissora exibiu nos últimos tempos.

A História

O ponto de partida é 1941, época em que o Terceiro Reich inicia sua campanha militar contra a Rússia. Otimistas, Wilhelm (Volker Bruch), Friedhelm (Tom Schilling), Charlotte (Miriam Stein), Viktor (Ludwig Trepte) e Greta (Katharina Schüttler) se despedem em um restaurante na Alemanha, prometendo se reencontrar depois que a guerra terminar.

Friedhelm e Wilhelm são oficiais condecorados do exército alemão, enviados ao front logo após a despedida. Charlotte, secretamente apaixonada por Wilhelm, trabalha em um hospital militar. Para ficar próximo dele, ela consegue ser transferida para a região onde o pelotão de Wilhelm está.

Filhos da Guerra

Greta, é uma ambiciosa jovem cantora de música popular, em início de carreira. É amante de Viktor, um judeu filho de um alfaiate. Buscando ascender socialmente, se envolve com um Tenente Coronel da SS.

Quando seu amante é feito prisioneiro pelos nazistas, ela tenta utilizar seu relacionamento com o oficial para libertá-lo, sem saber qual é a verdadeira situação de Viktor.

Na prisão, o jovem judeu conhece Alina, uma polonesa com quem consegue escapar. Os dois são acolhidos pela resistência polonesa, que enfrenta os ataques do exército alemão, onde Friedhelm é um dos comandantes.

Buscando conquistar o respeito do pai, Friedhelm se transformou em uma máquina de guerra.

Vivendo no limite entre a rebelião e a conformidade, esses amigos começam a perceber a realidade do conflito e suas consequências, transformando suas opiniões e comportamentos, dando a cada um uma nova perspectiva de vida e valores.

Acompanhe Filhos da Guerra, que estreia esta segunda, 31 de agosto, na Rede Glogo logo após o Programa do Jô. O episódio final será exibido na sexta, 4 de setembro, no mesmo horário.

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