Futurama — A família do Futuro está de volta

De volta com toda a equipe de dubladores originais, a série mostra que não é só Family Guy que tem o direito de ressurgir após cancelamentos.

Depois de muitas idas e vindas, Futurama volta com novos episódios. A série, criada por Matt Groening (também “pai” d’ Os Simpsons), teve seu primeiro episódio exibido originalmente em 1999 e contou com 5 temporadas até 2003, quando foi oficialmente cancelada.

Acontece que, devido aos índices significativos de audiência das reapresentações das temporadas anteriores, a Fox decidiu contratar episódios inéditos e trouxe a série de volta à exibição em junho deste ano nos Estados Unidos.

Futurama sempre foi alvo de críticas por ser uma versão futurística de Os Simpsons. Seja pela familliaridade dos personagens ou pela maneira como os temas são abordados, Matt Groening acaba sendo vítima de sua própria criação-maior, e Futurama acaba por viver à sombra de Os Simpsons.

Eu, particularmente, enxergo algumas semelhanças, mas não acho que Futurama seja meramente uma versão futurística de Os Simpsons. Acredito que, em alguns momentos, chega a ser até mais elaborada e profunda que a animação que o “inspirou”.

Prova disso é o episódio piloto Space Pilot 3000 em que Bart, oops, digo Fry (dublado por Billy West, conhecido por seu trabalho como Doug Funny) é apresentado ao público como um entregador de pizzas que leva uma vida medíocre. Na noite de 31 de dezembro de 1999, Fry recebe um pedido de entrega, para mais tarde descobrir que seu endereço de destino era uma clínica de criogenia e que tudo não passara de um trote. Num momento raro de lucidez durante a contagem regressiva para o ano 2000, Fry começa a refletir sobre sua vida e acaba entrando por acidente em uma das máquinas de suspensão vital.

A cena que segue, muito bem elaborada por sinal, é a transição do mundo que conhecemos para um futuro distópico na virada do ano 3000. Muito mais semelhante ao mundo que imaginávamos ao assistir de Volta Para o Futuro, com carros voadores e unidades de transporte à vacuo, esse novo mundo traz para Fry uma chance de mudança, uma chance de uma nova vida.

Tudo muda quando Fry conhece Leela (dublada por Katey Sagal, a eterna Peggy Bundy

de Married… With children), e sua conduta “futurística” do fazer-o-que-deve-ser-feito, uma clara alusão à máxima que guia nossas vidas, em que fazemos as coisas simplesmente porque devem ser feitas, sem nem mesmo pensar em escolhas ou consequências.

Em sua jornada para escapar do seu futuro predestinado, Fry vai em busca de seu único parente vivo, o Professor Farnsworth (também dublado por Billy West), e acaba encontrando no robô-alcoólatra Bender (dublado por John DiMaggio, dono da voz de, pasmém, Marcus Fenix do jogo Gears of War), seu único amigo nesse futuro inóspito.

O episódio conta com diversas referências à nossa cultura, e até mesmo uma homenagem aos nerds, na figura de Leonard Nimoy (ou parte dela).

A conclusão do piloto deixa clara uma verdade que muitos tentam negar, mas para descobrir a mensagem cabe à você assistir — não quero estragar a experiência.

Futurama é uma excelente série de animação, goste você de Os Simpsons ou não, e vale uma tentativa. Pode ser a sua única chance de apreciar o futuro…

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