Glory, um verdadeiro momento de gloria para Britney Spears

Foram muitos erros nos últimos anos, mas Glory trás de volta a Britney Spears que amamos.

Esqueça Britney Jean, finja que aquilo nunca existiu. Pois a Britney que conhecemos e amamos está de volta com um verdadeiro albúm de retorno. Glory trás algo novo vindo princesa do pop, canções que se distinguem de seus trabalhos anteriores e, sem dúvidas, mais consistentes que as de seu antecessor.

Invitation abre bem o disco. A letra é boa e o instrumental é totalmente diferente do que você espera para uma faixa de abertura. Não é algo explosivo, é calma e levemente semelhante à Make Me.

Make Me todos já conhecemos, é o primeiro single, nem de longe é uma das melhores, mas não deixa de ser boa. É radiofônica, na primeira ouvida você pode discordar, mas é daquele tipo de música que cresce, cada vez mais você gosta dela.

Private Show foi escolhida como parte da divulgação, mas não soa forte o suficiente para ser um single. Também é do tipo que você aprende a gostar com o tempo, mas não deixa de ser fraca. Muito se falou dessa música antes de seu lançamento, mas ela acabou sendo uma decepção.

Man On the Moon é uma das melhores, é como algo vindo de um bom disco pop dos anos 90 ou inicio dos 2000. Os vocais, a produção, tudo está no ponto certo. Chama atenção, provavelmente vai ser uma das que você ouvirá de novo no final. É gostosa de ouvir, você vai se sentir na lua.

Just Luv Me é uma mid-tempo R&B boa de ouvir. É apenas uma filler, não apresenta nada extraordinário, mas a letra é boa, o instrumental é bom, os vocais são bons e a produção é ótima.

Clumsy tem um instrumental incrível, mas a letra deixa a desejar. Poderia ser muito boa, mas no momento em que acaba você sente que algo estava errado ali.

Do You Wanna Come Over? tem uma vibe semelhante à do Blackout, algo nela lembra um pouco músicas como Get Naked (I Got a Plan) e isso é algo muito bom. É pop dançante da melhor qualidade, como só Britney sabe fazer. Seria melhor como faixa de abertura.

Slumber Party é um dos destaques, ela te conquista logo nos primeiros segundos, seria um ótimo single. O instrumental ganha força no refrão, que é maravilhoso e gruda, não por ser chiclete, mas por ser realmente ótimo. Soa como algo que poderia ter saído de um album da Rihanna.

Just Like Me é empolgante, mas no fim é só mais uma filler. O instrumental é ótimo, a letra apenas é ok. Algo notável em todas as músicas é que a voz de Britney está mais natural, ainda há autotune, mas dessa vez não parece um robô cantando.

Love Me Down tem uma letra fácil, refrão repetitivo, bom instrumental, mesmo não chamando atenção dentre as outra, ela tem seu valor, é a tipica música de Britney que amamos.

Hard to Forget Ya é realmente difícil de esquecer. A letra é muito legal, o instrumental é bom, é uma das melhores dançantes do disco e uma das mais divertidas também.

What You Need Os vocais são impressionantes vindo de Britney, claro que tem autotune, mas nos últimos anos nos acostumamos a ouvir ela cantar quase sussurrando, não com essa força toda, tem uma vibe que lembra a cantora Duffy. Talvez seja a mais divertida do albúm.

Better é esquecível. A letra não tem nada de especial, o instrumental também não. Não é ruim, mas é possível que você esqueça que ela estava ali quando terminar de ouvir.

Change Your Mind (No Seas Cortes) tem influência de música latina, só pelo nome isso é perceptível. O instrumental é ótimo, a letra é sexy e legal. É uma música divertida, mas faltou algo a mais.

Liar sabe aquela música que a gente sabe que nunca vai ser single, mas ama muito? É essa música. Lembra quando falaram que ela estava gravando músicas com influência no rock? Provavelmente estavam falando dessa música. Ela é como uma mistura de pop rock e hip hop e o resultado é maravilhoso.

If I’m Dancing, Segura esse batidão. Seria um bom single, o instrumental é ótimo, a letra é boa, é como algo vindo da era In the Zone, mas com a essência da Britney atual. As faixas bônus conseguem ser ainda melhores que as da versão padrão.

Coupure Électrique trás uma Britney bilíngue, alfabetizada em francês. Sim, a música é completamente cantada em francês. O instrumental é intrigante e um dos melhores do disco, a letra traduzida é simples, não tem nada de mais. No fim das contas é uma música ótima. E dai se o sotaque dela não é impecável? não tem obrigação de ser, não é o primeiro idioma dela, mas a música é ótima e fecha bem o disco.

A maior parte do albúm foi feita com produtores e compositores com quem Britney nunca trabalhou, foi uma verdadeira busca por algo novo. É como se ela tivesse se reencontrado musicalmente, depois de alguns tropeços pelo caminho e algumas escolhas erradas.

Glory pode ter um título audacioso, mas julgando a obra completa e todos os últimos lançamentos de Britney, podemos constatar que ela está realmente em um momento de gloria pessoal. Ela está feliz, se divertindo e isso reflete em sua música. O disco é diversificado, mas harmônico, cada música tem sua identidade, mas elas soam bem juntas, não é apenas um monte de canções eletrônicas super produzidas.

Britney deu um passo em falso ao lançar Britney Jean em 2013, mas dessa vez ela acertou em cheio. Ainda existem altos e baixos, alguns erros, mas muitos acertos.

Não é um novo Blackout ou um In the Zone, que foram os ápices de sua carreira, mas é superior aos seus últimos trabalhos e pode até ser um de seus três melhores discos. É algo que ela e os fãs podem se orgulhar e com toda razão.

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