Horas decisivas: a história de um resgate impossível

Horas Decisivas relembra caso histórico de resgate marítimo com drama, heroísmo e superação.

Pôster Horas Decisivas

Horas Decisivas, novo suspense dos estúdios Disney, conta a história real do resgate realizado pela Guarda Costeira norte-americana em Cape Cold, Massachusetts em 1952, quando dois cargueiros partiram-se ao meio devido a uma forte nevasca. Complicando ainda mais a situação dos sobreviventes, houve a dificuldade de socorrer o segundo navio, já que todos os esforços se concentravam no primeiro.

Bernie Webber, interpretado por Chris Pine, o capitão Kirk da nova versão de Jornada nas Estrelas, aqui comanda o pequeno barco que parte em uma missão suicida na tentativa de resgatar os sobreviventes do segundo cargueiro. Um detalhe bastante curioso chama atenção: o navio cargueiro, partido ao meio, permaneceu flutuando.

Neste cenário de caos onde cada minuto conta, ­temos o herói, Webber, recém-fisgado por uma bela e apaixonada garota, Miriam (Holliday Grainger), tendo que lidar com sua reputação bastante abalada após um grave acidente que antecedeu os eventos mostrados no filme. Os detalhes desta tragédia não são esclarecidos com precisão, mas sabemos que nosso herói foi responsável pela morte de alguns homens, também em uma tentativa de resgate. Ele acaba forçado pelo inseguro Capitão Cluff, Eric Bana, a seguir para alto mar sem qualquer garantia de sucesso ou retorno.

O heroísmo individual tão comum no cinema encontra expressão além de seu protagonista: Casey Affleck vive Ray Sybert, um audacioso e ousado oficial de maquinas, que chega ao limite de suas possibilidades para manter a tripulação intacta até a chegada de um resgate. É em sua interpretação, precisa e contida, a grande atuação do longa.

Ray Sybert (Casey Affleck) and Tchuda Southerland (Josh Stewart) struggle to keep their ship, the SS Pendleton, from sinking in Disney's THE FINEST HOURS, the heroic action-thriller presented in Digital 3D (TM) and IMAX (c) 3D based on the extrordinary tur story of the most daring rescue mission in the history of the Coast Guard.

O resultado é um filme grandioso em sua concepção, da belíssima fotografia a imponente trilha sonora, com realismo e efeitos de grande impacto, mas frio como a neve que surge em abundancia em seu 3D, tão mal explorado. Acaba por assumir ares de filme de ação com o desenrolar da trama, perdendo a aura de retrato histórico, que o publico norte-americano tanto valoriza. As emoções surgem algo manipuladas, sempre acompanhadas de imagens de tirar o fôlego e uma trilha realmente excepcional. Parece suficiente para tornar-se inesquecível e emocionante, mas não é.

A impressão é estarmos diante de uma obra que figura entre a qualidade técnica e visual de um produto Disney e a falta de magia em um roteiro apenas coerente, vitima de uma latente adequação da formula tradicional dos filmes reais e edificantes. Personagens centrais, ainda que encarnados por um inspirado elenco, perdem força diante de uma montagem confusa e um tanto cansativa. Tem seus momentos, mas podia ir muito além.

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