House of Cards 4×04 — Chapter 43

House of Cards entrega Chapter 43, que vira a temporada de ponta cabeça, deixando qualquer plano dos personagens por um fio.

Nós temos que pará-la.” UNDERWOOD, Frank

Incrível. É a melhor palavra para definir esse episódio, que virou a série de cabeça pra baixo em alguns segundos memoráveis. É irônico Claire e Blythe falarem em virar a mesa em um momento que a série acabou de fazer o mesmo, palmas pro roteiro. House of Cards entregou um dos episódios mais intensos de toda a série, empatado com outros momentos marcantes que os fãs bem se lembram. A diferença é que, agora, o jogou virou para uma página ruim para Francis Underwood.

Chapter 43 não é só um divisor de águas para essa temporada, mas para a série inteira. Dentre tantos momentos chocantes e que jogavam a perspectiva da série para outros rumos, colocar Frank nessa situação é a mais brusca e assustadora de todas. Vê-lo ganhar a vice-presidência e a presidência com jogo sujo, ver o relacionamento quebrar com Claire e outros do mesmo gênero não causaram tanto impacto na trama como um todo quanto esse. Porque, mesmo que saia vivo da situação, dificilmente Frank irá voltar à corrida presidencial. Sem a corrida, sem a briga com Claire. Sem a Casa Branca, sem motivo para soberba e orgulho.

A possível repercussão desse evento em Frank, como pessoa e como personagem, é no mínimo absurdo. Não vai ser uma surpresa se o restante da temporada o personagem batalhar pra recobrar o espírito de voltar ao jogo político. Porque ele não perdeu, mas lhe foi tirado. Uma derrota para Dunbar ou alguém republicano nas eleições teria menos impacto em seu espírito do que isso. Levando em consideração, é claro, que não consiga se recuperar bem ou rápido dessa ferida.

Esses eventos também mostraram a frieza de Claire em relação a esse assunto. Ela é fria muitas vezes, apesar de seus momentos emocionais. Mas a maneira completamente racional que agiu após Frank tomar o tiro é um novo patamar para a personagem. Ela aproveitou do momento para construir para si momento. Não dá pra saber se viria ser uma boa candidata no lugar de Frank, mas ele é esperta e com certeza vai usar esse momento para se lançar na vice-presidência, seja com Blythe ou até mesmo Dunbar.

Também foi bem ousado a maneira com que a série utilizou Meechum e Lucas. Desde o primeiro episódio a aposta seria que eventualmente Francis e Meechum se aproximariam bastante ao longo da temporada, o que aconteceu. E quem sabe mais um “três é par”. Com Lucas ficou a sensação que seria um bom antagonista para Frank durante a temporada, construindo aos poucos uma maneira de colocar no mundo que ele fez com Zoe. Encerrar os dois personagens aqui, nesse momento, chegou a ser agridoce. Bom que a série nos surpreendeu, ruim porque perdemos Meechum.

A temporada de House of Cards está muito além de qualquer expectativa criada. Os medos e inseguranças dos deslizes feitos ao longo da terceira temporada já conseguiram sumir e a tendência é que o drama itensifique em direções inesperadas. E agora um minuto de silêncio pelo nosso querido Meechum.

[taq_review]

Sobre o Autor

Avatar

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Será que a Elsa se assumiu lésbica cantando e ninguém percebeu?

Curiosidades de Euphoria, a série BAFOOOO da HBO.

Viajamos no verdadeiro trem do Harry Potter! Na vira real!!! Veja como foi a experiência neste vídeo.

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!

OUÇA ACABEI DE LER