House of Cards 4×10 — Chapter 49

Chapter 49 encerra mais um arco narrativo em House of Cards em um episódio emocionante.

Quando era pequena você costumava pedir para parar a noite de vir. Você se lembra? E eu prometia que faria isso… ao amanhecer. Mas, nossa, você se sentava em frente a janela, toda noite, tentando fazer o sol aparecer. Seu pai a punha na cama depois que dormia com o rosto grudado à janela. E eu sentia inveja. “ HALE, Elizabeth

Do papai?” UNDERWOOD, Claire

De que você acreditava que podia fazer o sol nascer.” HALE, Elizabeth

House of Cards já pode dizer que entregou uma ótima temporada. Faltando apenas 3 episódios para o derradeiro final desta leva, a série manteve um ritmo incrível, alternando entre episódios bons e ótimos. E Chapter 49 entra na categoria dos ótimos. Intenso, triste, triunfante e assustador. Foi tanta coisa incrível em um só episódio que pareceu mais de um.

Por mais que a vitória tentou, a morte de Elizabeth ganhou holofote nesse episódio. Claire pode dizer o que quiser de sua mãe, mas ainda sim ela têm impacto em sua vida de formas que ela não consegue mensurar. E todo esse pedaço do episódio foi completamente voltado para isso.

Elas estiveram tão presas em manter o laço entre elas de maneira obrigatória que não deram uma chance para ele se formar de maneira natural. Ainda mais com a dedicação que Claire e o pai tinham um com o outro, isso com certeza levou Elizabeth a tentar forçar o carinho entre elas e, claro, sentir um pouco de ciúmes e inveja. A personalidade forte de ambas também foi um fator pesado nisso.

Graças à Tom que elas conseguiram chegar perto o suficiente uma da outra para dizer adeus. Foi ele quem abriu a porta para que elas se aproximassem de fato. Deixar que acontecesse ao invés de forçar apoio, suporte e carinho. E ao fim de tudo, isso se criou. Claire tentou segurar e esconder, mas deixar a mãe partir foi mais forte do que qualquer outra nesses últimos tempos.

A aproximação dela com Tom também é outro fator que precisa ser apontado nesse episódio. Ele já vinha ganhando espaço na vida de Claire e Frank, sem dúvida a atenção romantica também. Ele quer chegar ao fundo de suas mentes e eles querem alguém para mergulhar lá. Não é difícil imaginar a pressão que se tem para fingir o tempo todo. Ainda mais com a descarga emocional de terem feito isso um com o outro e a perda de Meechum abriu uma porta para Tom entrar na vida deles de maneira mais eficiente do que antes.

Já com Frank, tivemos uma das cenas mais assustadoras da série. O confronto macabro entre ele e Cathy foi arrepiante. E por mais que ele brinque sobre os assassinatos, ela entendeu muito bem a mensagem passada ali. E dada a maneira com que Frank lida com as coisas, não seria surpresa se sangue voasse pelo salão oval. Qualquer maneira de escapar dessa situação seria boba, ainda bem que não fizeram isso. Spacey já tem uma cara de assassino naturalmente, quando ele põe uso nela, a coisa fica assustadora.

A vitória ao fim do episódio é só a tampa em mais um arco narrativo da temporada. Apostaram em vários fragmentados ao longo dos episódios, começando e terminando de maneiras bem inesperadas e intrigantes. Além de tudo isso, recriar o clima de temporadas passadas foi um gol para o roteiro, que conduziu tudo com muita maestria sem cansar e nem ficar parecendo que estavam reciclando conteúdo.

Apenas 3 episódios para o fim, apenas Conway está no caminho de Frank e Claire para domarem a casa branca de uma vez. Claro, temos o Tom número 2 também e com certeza ele vai ser o ponto derradeiro da temporada. Resta saber se ele vai lidar da mesma maneira que Zoe e Russo, personagens que tiveram bastante relevância através da temporada. Dos Underwood, tudo é possível.

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