Human Target: Ação desde 1970

Final de ano é sempre a mesma coisa, mas garanto que ele piora quando se está no último ano do ensino médio: muita correria, provas, vestibulares, contas vindo aí, a família do interior chegando a sua casa, aquele espírito falso de bondade se instalando na alma, os comerciais da Globo com aquela vinheta de “hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa”, e lógico, a certeza de que a exibição do especial do Rei Roberto Carlos será inevitável.

E então, quando você pensa que não tem mais como as coisas decaírem de vez, o Leslie Nielsen morre (R.I.P).

Após tantos acontecimentos chocantes, é exatamente nesse momento de reflexão que você para e se pergunta: “O que diabos isso tudo tem a ver com a coluna semanal do Box que mais me enche de cultura?”Na verdade, nada. Isso é apenas uma mera desculpa minha para dizer que não li nenhum mísero livro essas últimas semanas, o que não foi uma coisa muito ruim, afinal eu pude descobrir que uma série “nova” supimpa aí da Fox foi baseada em uma comic book com a qual eu me deparei nesse vasto mundo googlístico numa rara hora vaga dessa minha vida requisitada.

Agora, sem mais delongas (ou confissões de um adolescente em crise #aloka), eu estou me referindo a série de ação super cool Human Target, produzida pela Fox e protagonizada pelo ex-noivo da Olivia de #SaveFringe, Mark Valley.

A série estreou em maio de 2009 e já chegou sendo bastante elogiada pela critíca norte-americana. E não é para menos. A narrativa super ágil nos apresenta o personagem principal Christopher Chance, um segurança/guarda-costas que tem como objetivo se passar pelos seus clientes, quando estes estão correndo perigo de vida (como ataques terroristas, vinganças, etc), o que o torna um alvo em pessoa (daí o nome).

O que ninguém sabe (se souber, finja que não… thanx!), é que Human Target é baseada em uma série de comic books de mesmo nome que foram criadas depois do personagem principal ter aparecido pela primeira vez na revista da DC Comics, Detective Comics, cuja história contava com a presença ilustre de Batman e Robin.

Tudo começou em 1953 quando um cara chamado Fred Venable precisou de dinheiro para pagar uma operação para sua filha, e com isso, surgiu a oportunidade de ele conseguir essa grana se passando por alvo de uma pessoa que estava correndo perigo de vida em plena Gotham City (e vocês sabem como aquela cidade é sinistra). Dinheiro na mão, filha operada e missão até então cumprida. O que Fred não esperava é que o gângster que eles haviam enganado ficasse na sua cola e acabasse por sequestrar sua filha. E foi aí que a dupla Batman e Robin entrou para fazer parceria com Fred na luta contra o crime e no resgate da garota.

Após vinte anos, a DC Comics percebeu o quão boa era essa ideia de alvo humano e decidiu relançar o personagem Human Target (recriado nesse momento por Len Wein e Carmine Infantino) na série de HQ’s Action Comics, também da DC, e partir dessas edições, ele já veio com a denominação de Christopher Chance.

Só que como tudo que é bom acaba, e quando é melhor ainda ganha remake (CW que o diga), Human Target foi relançada em uma revista própria por Peter Milligan em 1999, dando uma nova roupagem a já conhecida história do alvo humano.

Com um clima mais sério e mais dark, Milligan produziu uma minissérie dividida em 4 partes, para depois vir com mais situações recheadas de ação e adrenalina com Human Target: Final Cut (já em 2002), Human Target: Strike Zones e Human Target: Living in Amerika (as duas últimas em 2004).

Mas como eu gosto de imaginar a versão da CW para todos os programas que eu assisto, não é de se espantar que daqui a alguns anos veremos o novo Human Target jovem e descamisado dividido entre o trabalho e algum triângulo amoroso ao som de Belle & Sebastian… mas seja como for, o herói que se passa por alvo foi uma ideia tão legal que vem sobrevivendo e sendo reinventada conforme o tempo passa e, ainda assim, nunca perde a graça (até rimou!).

E se você sobreviveu a todos esses parágrafos e vem me dizer que nunca assistiu a nenhum episódio de Human Target da Fox (ou não teve a oportunidade de ler algum HQ, os quais estão em inglês, sorry), eu digo para não perder mais tempo e se jogar na adrenalina e tensão de 42 minutos que a série proporciona.

Human Target passou por um sufoco na época de renovação/cancelamento, mas a emissora decidiu dar a ela mais um ano, o que eu agradeço.

Agora fiquem com o meu adeus galera do café e até a próxima semana… Tchau, cults!

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