Life: Curta, mas prazerosa!

Por Erika Ribeiro

Life (NBC) contava a história de Charlie Crews (Damian Lewis de Band of Brothers), um detetive recém reincorporado a policia de Los Angeles.Charlie foi acusado injustamente do triplo homicídio de seu melhor amigo e família e, por isso, foi obrigado a passar 12 anos na prisão de segurança máxima de Pelican Bay, abandonado por amigos, esposa e até pelos pais, uma vez que seu pai se recusava a vê-lo e impedia sua mãe de visitá-lo também.

Na prisão, ele apanhava dos guardas, que odeiam matadores de policiais, e nas horas vagas, pelos criminosos que odeiam policiais, mesmo que ele tenha supostamente matado um. Foi lá que ele acabou descobrindo o livro “The Path of Zen”, livremente traduzido como “O Caminho do Zen” e, a partir daí, exercitava o que é pregado pelo livro durante as torturas.

Quando ele já estava sem esperanças, sua advogada Constance Griffiths (Brooke Leighton, Melrose Place Original), a única a acreditar em sua inocência, finalmente consegue tirá-lo de lá e, como bônus, ele recebe uma gorda poupança proveniente de uma ação por danos morais.

Crews então volta a polícia e todos o veem como um louco, com sua personalidade tranqüila, sempre com uma fruta, seus carrões espalhafatosos e buscando ver o lado positivo das coisas. No fundo, tudo o que ele mais deseja é achar os culpados pela morte de seu amigo, que o jogaram na cadeia injustamente.

Life era a história de uma busca pela verdade que daria uma nova vida a Charlie Crews . Se esta busca iria resultar em justiça ou vingança, isso nós só saberíamos no fim.

A série era bem divertida e tinha uma trama bem complicada, já que na volta a polícia, Crews é designado para ser parceiro de Dani Reese (Sarah Shahi, The L Word), que foi “convidada” a aceitar a empreitada, pois está sob investigação devido vício em álcool e sua mania de usar os homens como objeto. Sem contar uma falha em serviço que deveria ter lhe custado à carreira, mas como sua superior é ex-parceira de seu pai, a Tenente Karen Davis (Robin Weigert, Deadwood), ela continuou na corporação. Por falar em pai, Jack Reese (Victor Rivers) é, além de um péssimo pai que faz questão de mostrar como a filha envergonha a familia, um dos caras por trás da conspiração contra Charlie.

Dani é muito mais fechada, impaciente e descrente que seu parceiro, mas apesar disso, ela é leal a ele, mesmo sem entender o que este pretende, nem se ele realmente é inocente.

A série também trazia o velho parceiro de Charlie, Robert Stark (Brent Sexton, Deadwood), que se sentia muito culpado por ter abandonado seu parceiro e não ter acreditado nele, mas que também era uma figura estranha e poderia estar mentido para o amigo. E Ted Earley (Adam Arkin, Chicago Hope) um famoso criminoso do colarinho branco, que foi acusado de desvio de dinheiro e preso na mesma cadeia onde o policial havia ficado, se tornando seu amigo e agora cuidando das finanças dele.

A série parecia bem promissora, divertida e bem feita, com bons atores, mas com um roteiro meio quebrado em alguns momentos. O mais divertido eram os momentos zen de Charlie versus a impaciência e objetividade de Reese. Era divertido ver os dois juntos em ação. Fora isso, toda a história da conspiração era interessante e ele não sabia em quem podia confiar, sendo que, no fim da primeira temporada, ele consegue uma testemunha que parece ser fundamental, mas se torna um problema.

Para mim, o show acabou cancelado por causa do final fraco da sua primeira fase, a gravidez de Sara Shahi (Reese), junto com a idéia besta que alguém teve de trazer um novo chefe, o capitão Kevin Tidwell (Donal Logue), que se tornou par romântico de Dani. Isso acabou por sepultar a esperança dos fãs que queriam a união dos personagens principais e tirou um dos plots que poderia prender as pessoas depois que a conspiração fosse revelada, já que essa não poderia durar para sempre.

Life estreou no verão de 2007 junto com Bionic Woman, Journeyman e Chuck, sendo cancelada em 2009, bem depois de Journeyman e Bionic Woman, mas muito antes de Chuck que sobrevive até hoje. Com certeza, eu teria dado uma chance melhor a ela.

Curiosidade:

Life foi capaz de um fenômeno estranho na TV brasileira, ela era tida como tão promissora que a TV Record acabou por comprar e exibi-la antes dos canais de TV a cabo.

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