Looking 2×02 — Looking for results

Ele pagou o quarto do motel?” — DOM.

O Patrick é um bom moço. Nunca fez nada de tão escandaloso em toda sua vida como está fazendo agora, estando de caso com o patrão. Então é natural que ele esteja neurando em todos os aspectos possíveis. Ah, se não fosse a sensatez calma de Kevin para segurar essa barra que é gostar do Patrick… Certos ou errados, o romance dos dois está proporcionando bons momentos na série, e Looking for results foi um excelente episódio.

Apesar de Patrick ocupar o maior número de páginas no roteiro, os outros personagens conseguem desenvolver-se de forma que o público fica cativado por suas histórias, mas não ao ponto de estarem curiosos ou ansiosos para saber o que virá depois, entende? Parece que eles só estão lá, pegando caronha na série do Patrick, com seus plots simples. Na primeira temporada não foi tão assim…

O ponto positivo do episódio foi ver, finalmente, que Kevin não está lá só pelo sexo. Ele expressa ter sentimentos por Patrick, apesar de não saber exatamente aonde quer que tudo isso o leve. Para o bem ou para o mal, os dois não estavam inteiramente firme das escolhas e decisões que tiveram, pelo menos terminaram o episódio com bastante certeza de onde estão. Mas como eu disse: não sabem ainda para onde irão.

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Aquela cena na cama, depois no ônibus, e então no trabalho… Enfim, foi tudo uma fofurice só. O nível de intimidade que eles atingiram nesse pouco tempo foi legal, e naturalmente prova a teoria de que o Patrick é essa pessoa aberta mesmo, dada, sem medo de quebrar a cara (inconscientemente) — considerando que ele rapidamente ficou super a vontade com o Richie. E falando em Richie… ele voltou! Mas ainda não é hora dele.

Uma amizade, por mais sincera que ela seja, às vezes precisa mentir. A cena em que Agustín e Patrick olham o novo estabelecimento de Dom foi genial porque tece um momento da realidade que que cumpre que fidelidade um monte inerente das relações humanas. Mas como amizade é sobre benevolência e apoio, os dois amigos do cozinheiro mais do que cumpriram seu papel.

Foi triste ver Agustín lidando de novo com drogas. O cara é fraco mesmo. Apesar do péssimo momento de cegueira em relação sua carreira, planos e afins, Agustín vive num bom ambiente, com bons amigos. Sabe que não precisa pagar esse mico de estar jogado na rua. Alguém precisa dar um sacode nele, uma intervenção de verdade (ao contrário da anterior que vimos no episódio anterior). O crédito fica positivo por causa da lembrança do ex-namorado [que eu achava um saco] que o amiguinho trouxe.

Não satisfeito em se arruinar, o cara ainda teve a insatisfação de levar o Richie para a casa do Pato. É! Não foi fácil de assistir. Doeu no coração. Mas como Looking faz questão de nunca deixar a gente muito as claras, fica difícil dizer se o Richie seguiu em frente, se ainda tá magoado, se não quer se machucar. Mas o fato é que Patrick conseguiu eliminar o ‘não’ da boca de Richie para inserir um talvez. Isso já é um sinal.

Toda a “síndrome do pânico de ter Aids” do Paddy foi espetacular porque fez a gente rir num assunto tão sério. A série mostrou comprometimento social no plot, isso é raro de ver nas séries de hoje. Todo esse engajamento terminou bem: Patrick não tem AIDS, apesar das manchinhas vermelhas que podem ser qualquer outra coisa. Foi tudo perfeito, desde a ausência do julgamento do técnico que fez o teste, até o desfecho com ele contando para Kevin, passando pelos momentos insanos ao lado de Dom no banheiro e na consulta médica por telefone.

Sobre o Dom, gostaria muito que a história dele com o Lynn fosse aprofundada. O Lynn é um cara mais velho, cabeça aberta, difícil de decifrar. O Dom ainda está amarrado nuns conceitos sociais complicados, apesar de ser de longe o mais relaxado dos três. A série precisa dar mais espaço a este casal. O diálogo que ocorreu neste episódio foi bacana, mas pouco revelador, carente de compreendimento pelos fãs. Como eu disse, Looking precisa fazer com que a gente fique super interessado nos outros 2 também.

O final do episódio foi uma doçura só porque fez a gente largar de vez a ideia que a gente tinha de que o Kevin era um canalha. Os criadores do Super Trunfo Gay tiveram um daqueles momentos raros na vida de um casal em que um percebe a total entrega do outro para o ‘relacionamento’. Kevin ter dançado “Do what you like” pra todo mundo ver foi genial. Sinto que deu a segurança que o Patrick precisava. E como a trilha sonora dessa série é incrível, ainda fomos brindados no final com outro hino. É isso aí! Vejo você semana que vem.

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